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Tributo da equipa editorial do portal UTW, às tripulações de navios mercantes portugueses

 

«... destacar a Marinha Mercante, neste esforço logístico, sem a qual não poderíamos ter reagido rapidamente nem sustentado tão longo período de operações.
Hoje, dos 70.000 navios mercantes existentes no mundo, apenas uma dezena são de armadores portugueses e ostentam o pavilhão nacional. Nem meio batalhão conseguem transportar…
»
Lisboa (Forte do Bom Sucesso), 10 de Junho de 2016
Ten-Cor Pilav Brandão Ferreira

 

A Marinha Mercante Portuguesa ao serviço das Forças Armadas de Portugal

1957 > 1975

 

 

«Medalha Comemorativa do Esforço dos Tripulantes dos Navios Mercantes Nacionais, na Defesa dos Territórios Ultramarinos»

 

Ministério da Marinha - Direcção-Geral da Marinha

Decreto n.º 44646, de 25 de Outubro de 1962

Diário do Governo n.º 246/1962, Série I

 

Vídeos RTP:

 

Idas e Regressos de NTT´s, entre a Metrópole e o Ultramar

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado ou na imagem que se seguem:

 

29Mar1966: «Regresso de militares a Lisboa»

 

 

02' 06"


Chegada de contingente de tropas vindas da província de Angola, ao Cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa.


Desembarque das tropas; reencontro entre soldados e familiares; Ribeiro Carvalho, director de Arma de Cavalaria, passa revista às tropas; presença do Generais Câmara Pina e Santos Costa; militar em marcha.


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Fonte:

Diário de Lisboa, n.º 15546,

de 29Mar1966, pág. 14

 

Chegaram hoje soldados vindos das terras do Ultramar

 

Chegou esta manhã a Lisboa, a bordo do «Império», um contingente de tropas, no regresso do Ultramar.


O paquete atracou ao cais da Rocha do Conde de Óbidos; e os soldados, que vinham sob o comando do sr. coronel José Pessoa, desembarcaram pouco depois.


Os seus familiares, que, desde manhãzinha, aguardavam o «Império», dispensaram-lhes caloroso acolhimento.


Embora houvesse um serviço de ordem, assistia-se, não raro, à corrida de uma noiva, de uns pais, de um irmão para um soldado acabado de desembarcar. Um abraço apertado unia-os, fazia-os rodopiar, dançar no empedrado do cais... Alegria, muita alegria!


Entre a multidão, cartazes com os nomes de certas localidades e outros dizeres: «Pavia» - lia-se num rectângulo de pano branco. Era uma família alentejana.


O soldado que esperava chama-se Fernando. Encontro emocionante. O rapaz atentou no nome da sua terra natal, e logo correu para a família. Um grito uníssono:


- Fernando!


Às 11 e 30, os soldados desfilaram perante o sr. general Ribeiro de Carvalho, director da Arma de Cavalaria, que representava o sr. Ministro do Exército.


A bordo do «Império» veio a urna com os restos mortais do alferes miliciano Armando Blãs Morgado Fortes Conde, falecido na província da Angola. A bandeira nacional envolvia a urna do jovem soldado.
 

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O morto - NTT «Império»

 

 

Armando Blás Morgado Fortes Conde

 

Armando Blás Morgado Fortes Conde, Alferes Mil.º de Infantaria, natural da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, solteiro, filho de Armando Guerreiro Fortes Conde e de Inês Morgado Fuentes Fortes Conde.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 759.

 

Faleceu no dia 16 de Fevereiro de 1966, na Vila do Dondo, vítima de acidente de viação.

 

Está sepultado no cemitério dos Prazeres, em Lisboa
 

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