

Valdemar Fernandes Chaves
1.º Cabo
Radiotelegrafista, n.º 741/62
Companhia de Cavalaria 434
Batalhão de
Cavalaria 437
«NOI DURI»
Angola: 07Mai1963 a 08Jul1965
Cruz de Guerra de 4.ª classe

Valdemar Fernandes Chaves, 1.º Cabo
Radiotelegrafista, n.º 741/62.

Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «...NA
GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado na
Companhia de Cavalaria 434 (CCav434)
do Batalhão de Cavalaria 437
(BCav437) «NOI DURI», no período de
7 de Maio de 1963 a 8 de Julho de
1965.
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª classe,
publicado na Ordem de Serviço n.º
13, de 12 de Fevereiro de 1964, do
Quartel General da Região Militar de
Angola (QG/RMA), na Ordem do
Exército n.º 18 – 3.ª série, de
1965, e na Revista da Cavalaria, do
ano de 1965.
Cruz de Guerra de 4.ª classe

1.º
Cabo Radiotelegrafista, n.º 741/62
VALDEMAR FERNANDES CHAVES
CCav434/BCav437 - RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na Ordem do Exército n.º 18 – 3.ª
série, de 1965.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 9 de
Abril de 1965:
O 1.º Cabo n.º 741/62, Valdemar
Fernandes Chaves, da Companhia de
Cavalaria 434 do Batalhão de
Cavalaria 437 - Regimento de
Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço
n.º 13, de 12 de Fevereiro de 1964,
do Quartel General da Região Militar
de Angola - QG/RMA):
Louvo o 1.º Cabo Radiotelegrafista,
n.º 741/62 da Companhia de Cavalaria
434 do Batalhão de Cavalaria 437 -
Regimento de Cavalaria n.º 3,
Valdemar Fernandes Chaves, porque no
dia 18 do corrente mês [Dez1963],
quando regressava de Luanda a Zala,
com alta do hospital, numa coluna de
reabastecimento, que foi atacada com
tiros de pistola-metralhadora e com
o rebentamento de alguns engenhos
explosivos que provocaram a morte de
um soldado [nota]
e ferimentos graves em mais dois,
não hesitou, com graves riscos e
apesar de ainda não completamente
restabelecido duma fractura no
pulso, em socorrer um daqueles que
se encontrava envolvido pelas chamas
que incendiaram a viatura em que
seguiam, para o que pediu o auxílio
dum seu camarada do 1.º Esquadrão do
Grupo de Reconhecimento de Angola
(1.ºEsq/GRA) [=ECav401/RMA] , ao ver
que o não podia fazer sozinho,
transportando-o para local mais
seguro.
Esta praça que várias vezes se tem
distinguido por feitos em combate,
revelou novamente alto espírito de
abnegação e camaradagem, decisão,
coragem, sangue frio e serenidade
debaixo de fogo, qualidades que
honram o militar em frente do
inimigo.
[nota]
- A morte de um soldado:
Elementos cedidos por
um
colaborador do portal UTW
António José de Almeida e Silva,
Soldado Condutor Auto, n.º 97/61,
natural da freguesia de São Paulo
(4º Bairro), cidade de Luanda,
mobilizado pelo Grupo de Artilharia
de Campanha 1 (GAC1 - Luanda) da
Região Militar de Angola (RMA) e
colocado no Esquadrão de Cavalaria
401(ECav401) da mesma Região Militar
[ECav401/RMA = 1ºEsq/GRA].

Na 4ª feira, dia 18 de Dezembro de
1963, integrado na protecção a um
MVL (Movimento de Viaturas
Logístico) da Companhia de Cavalaria
434 (CCav434) do Batalhão de
Cavalaria 437 (BCav437) com destino
a Zala, perto do Dembo Mutacanga a
sua viatura deflagrou uma mina
anti-carro, que lhe provocou morte
imediata, ao que seguiu emboscada da
FNLA (Frente Nacional de Libertação
de Angola) que causou às Nossas
Tropas dois feridos graves.
Foi inumado na campa n.º 130 do
talhão militar do cemitério de
Santana (Catete).
Paz à sua Alma
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Batalhão
de Cavalaria 437
Identificação:
BCav437
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel António
Prazeres Júlio
2.º
Comandante:
Major de Cavalaria
Alexandre Mendes Leite de Almeida
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria
Victor José de Ataíde Saraiva
Marques
Capitão de Cavalaria Adão Antunes
Baptista
Comandantes
de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de
Cavalaria Eduardo Manuel de Oliveira
Trigo Perestrelo Alarcão e Silva
Capitão do Serviço Geral do Exército
Abel do Nascimento Ferreira
Companhia
de Cavalaria 432 (CCav432):
Capitão de Cavalaria Luis
Maria Coelho Casquilho
Capitão de Cavalaria Adão Alves
Baptista
Tenente de Cavalaria Carlos Domingos
de Oliveira Ayala Botto

Companhia
de Cavalaria 433 (CCav433):
Capitão de Cavalaria
Fernando Jorge Barbosa dos Santos
Leite
Companhia
de Cavalaria 434 (CCav434):
Capitão de Cavalaria José
Manuel Vaz Barroco
Divisa:
"NOI DURI"
Partida:
Embarque no dia 25 de Abril de 1963;
desembarque no dia 7 de Maio de 1963
Regresso:
Embarque no dia 8 de
Julho de 1965 no NTT «Vera Cruz»;
desembarque em Lisboa no dia 17 de
Julho de 1965
Síntese da
Actividade Operacional
Após a sua chegada a
Luanda, as suas subunidades foram
atribuídas em reforço do Batalhão de
Cavalaria 399 (BCav399),
deslocando-se para Zala - a
Companhia de Cavalaria 432 (CCav432)
- e Nambuangongo - as restantes,
onde se mantiveram em constante
actividade.
Em 15 de Julho de 1963, o Batalhão
assumiu a responsabilidade do
subsector de Zala, então criado pelo
plano "Ar Condicionado", da Região
Militar de Angola (RMA).
As suas subunidades ocuparam então
Zala - as Companhias de Cavalaria
432 e 434 - e Vila Pimpa - a
Companhia de Cavalaria 433
(CCav433).
No subsector de Zala, desenvolveu o
Batalhão [BCav437] intensa
actividade operacional, não só
efectuando numerosas acções, mas
também dando protecção a colunas de
reabastecimento, trabalhos de
engenharia, outras actividades de
carácter operacional.
Em 9 de Março de 1964, foi rendido
no subsector de Zala pelo Batalhão
de Artilharia 635 (BArt635) e
deslocou-se para o Sector de Quanza
Sul, do qual assumiu a
responsabilidade em 19 de Março de
1964, em substituição do Batalhão de
Cavalaria 350 (BCav350),
instalando-se em Novo Redondo, bem
como a Companhia de Cavalaria 432
(CCav432), com a Companhia de
Cavalaria 433 (CCav433) em Santa
Comba e a Companhia de Cavalaria 434
(CCav434) na Gabela.
Nesta nova situação manteve uma
actividade adequada às
características daquele Sector, sem
actividade inimiga.
Em 2 de Julho de 1965, o Batalhão de
Cavalaria [BCav437] foi rendido pelo
Batalhão de Cavalaria 627 (BCav627).
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Notícia:
25Abr1963: Partida da Gare Marítima
da Rocha do Conde de Óbidos

