Viriato Vidal Marques,
1.º Cabo Pára-Quedista, da 3ªCCP/BCP21: Cruz de Guerra
de 2.ª classe
"Pouco se fala hoje em dia nestas
coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
|
HONRA E
GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do
portal UTWv |


Viriato Vidal
Marques
1.º Cabo
Pára-Quedista, n.º 9/67
Brevet n.º
5022
3.ª Companhia
de Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS»
Cruz de Guerra
de 2.ª classe
Viriato Vidal
Marques, 1.º Cabo Pára-Quedista.
-
Em 9 de Junho de 1967 concluiu no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) o 40.º
Curso de Pára-Quedismo Militar, sendo-lhe
concedido o brevet nº 5022;
-
No início de 1968 mobilizado para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola,
ficou integrado na 3.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (3ªCCP/BCP21) como 1º Cabo
Pára-Quedista nº 9/67.
-
Em 25 de Setembro de 1968 participou na Operação
Exarco, lançada sobre a margem ocidental do rio
Dengue (subsector Cangamba/Zona de Intervenção
Leste), sendo os apoios aéreos constituídos por
um AL-lll 'lobo-mau' e dois AL-lll, contando com
a protecção de seis T6 e vigilância de uma DO27,
sendo operacionais helitransportados uma secção
da 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
(3ªCCP/BCP21) (comandada pelo Tenente
Pára-Quedista João Manuel da Costa Cordeiro) e,
na protecção do perímetro, uma secção de
atiradores da Companhia de Cavalaria 1777 do
Batalhão de Cavalaria 1928 (CCav1777/BCav1928)
(aquartelada em Cassamba), com objectivo de
efectuar golpe-de-mão ao acampamento "Dengue", a
fim de eliminar ou capturar ocupantes e destruir
meios de vida:
- «Durante o assalto foi estabelecido
contacto, tendo um inimigo conseguido escapar
enquanto outro abria fogo de pistola sobre as
Nossas Tropas, logrando atingir com dois tiros
numa perna o 1.º Cabo Pára-Quedista Vidal
Marques, o qual entrou em luta corpo-a-corpo e
se apoderou da pistola levando o inimigo a
fugir, pelo que foi abatido a tiro. Aqueles dois
elementos deixaram no local duas pastas contendo
documentação e objectos pessoais: da análise
destes e confirmação do guia, quanto a vestuário
e objectos concluiu-se que o fugitivo era o
chefe Mundo Leal e o morto era o comissário
político Massunga Koto que, além da referida
pistola Tokarev 7.62, tinha também uma
granada-de-mão RJD m/62 de fabrico russo»;
(súmula do relatório da operação).
Em
1969, o 1.º Cabo Pára-Quedista Viriato Vidal
Marques foi agraciado com a Cruz de Guerra de 2ª
classe...
- «Pela extraordinária abnegação e
voluntariedade de que deu provas no decorrer da
Operação Exarco.
Ferido gravemente quando progredia para o
objectivo, envolveu-se, como rara agressividade
e determinação, em dura luta corpo-a-corpo com o
inimigo que o havia atingido, procurando
dominá-lo.
Embora não tivesse concretizado o seu intento
devido à diminuição física provocada pelos
ferimentos recebidos, conseguiu ainda desarmar o
adversário, capturando-lhe uma pistola e uma
granada de mão que aquele se preparava para
lançar.
O 1º Cabo Marques, que já anteriormente
evidenciara magníficas qualidades de combatente,
contribuindo sempre com uma acção esforçada em
ordem ao cabal cumprimento da missão imposta,
demonstrou nesta operação, alta e heróica
compreensão da grandeza do dever militar que
muito honra as gloriosas tradições das armas
portuguesas.»
