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Major-General Pára-Quedista José Manuel Garcia Ramos Lousada

 

(coordenador)

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Brevíssima resenha castrense

 

O livro:

 

Clique no sublinhafdo que se segue para visualização de algumas páginas do livro:

 

"A 4ªCCP em Moçambique (1966 - 1968)"

(o "pdf" contém algumas páginas do livro)

 

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

 

título: "A 4ªCCP em Moçambique (1966 - 1968)"


coordenador: MGen PQ José Manuel Garcia Ramos Lousada
 

data do lançamento: 26Abr2014

 

execução gráfica: Indugráfica, Indústria Gráfica, Lda. - Fátima

 

198 págs
30x21 cm

 

Não é comercializado

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Texto que se segue saiu num Jornal de Moçambique, quando do regresso á Metrópole da 4.ªCCP, extraído do livro “Os Últimos Guerreiros do Império“ da editora “Erasmos”:

(das páginas 152 e 153 do livro)

«NA HORA DO REGRESSO DESFILE DE PÁRA-QUEDISTAS NA BAIXA.
Á ACÇÃO NO NORTE DOS BOINAS VERDES

«Lourenço Marques verá amanhã, nas suas ruas, os valorosos militares que, terminada a sua comissão de serviço, regressam à Metrópole com a consciência plena de bem terem cumprido o seu dever. Na nossa edição de amanhã nos referiremos largamente ao acontecimento e ao desfile geral após a tradicional cerimónia de despedida que se deverá efectuar, como habitualmente, junto à Praça de Mouzinho. Entretanto, podemos referir que, entre os contingentes de regresso, se conta a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 31 que, nesta província, permaneceu cerca de dois anos.

«Brilhante foi a acção desenvolvida pelos rápidos rapazes da boina verde, que amanhã se despedirão da cidade com imponente desfile com início às 15 horas, partindo do largo fronteiriço ao edifício da Fazenda e avançando pela Av. da República e General Machado até à Praça Mac-Mahon. E decerto que o público acorrerá a formar alas ao longo de toda a Baixa, não só porque esse punhado de bravos bem merece toda a simpatia e calor humano que lhes dispensemos, mas igualmente porque se tornaram de há muito famosos, com o seu garbo impecável, os desfiles dos Boinas Verdes.

«Nestes dois anos, de intensa e extraordinária actividade, a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas efectuou trinta e cinco operações no Norte da província, desde o lago Niassa ao Oceano Indico entre os rios Rovuma e Messalo.

«Efectuando a grande maioria das operações nas regiões do planalto de Mueda e áreas limítrofes, onde o inimigo é mais aguerrido e mais bem armado, onde a sede e o calor mais atormentam os homens e onde a falta de água tornam mais difíceis as árduas tarefas de que as tropas são incumbidas, desenvolveu a 4.ª Companhia de Pára-quedistas um trabalho intenso, esforçado e de resultados remuneradores.

«Do balanço geral das suas actividades ressaltam os vultuosos números de 448 baixas causadas ao inimigo, captura diversa, armamento entre espingardas de repetição, semi-automáticas, pistolas-metralhadoras e metralhadoras ligeiras, munições, fardamento e equipamento e artigos vários e a destruição de acampamentos de bandoleiros e populações fugidas, que atingiram a ordem das centenas de palhotas e outras edificações diversas.

«Acção abnegada, esforçada e devotado desejo de vencer da 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas arrostando todos os perigos e ardis do inimigo causando sucessivas baixas e destruições nos seus meios, e vencendo todas as dificuldades que se lhes depararam muito contribuiu para o desequilíbrio e desarticulação ultimamente verificados no seio dos terroristas de Cabo Delgado.

«Denodada e estoicamente a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas soube superar todas as asperezas e agruras da luta contra o terrorismo, afirmando constantemente a firme determinação do povo em querer que Moçambique seja sempre Portugal.

«Entregando-se integralmente ao querer vencer, actuando em zonas inóspitas, sempre no esforço de ir mais além e de provar ao inimigo que ele só poderá estar onde as forças portuguesas não estiveram, a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas desenvolveu assinalado esforço, sobrepondo-se, "mais do que permitia a força humana" ao desgaste natural da luta e dos milhares de quilómetros percorridos.

«Impondo sempre uma acção dinâmica, de marcado espírito ofensivo e com determinadas qualidades de agressividade e determinação, percorrendo quilómetros e quilómetros por montes e vales do Norte da província, sujeitando o inimigo a debandar desordenadamente quando não se furtava ao combate, a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas, soube granjear uma elevada reputação operacional para as tropas pára-quedistas e para as Forças Armadas portuguesas.

«Pela actividade operacional desenvolvida, pela grandeza do esforço despendido, pelo espírito combativo demonstrado, pela actuação da 4.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas, do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 31, soube dignificar o elevado conceito em que são tidas as tropas pára-quedistas e dela se poderá dizer com orgulho e satisfação que "honra-se a Pátria de tal gente".»

 

 

 

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