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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Fundão

Pêro Viseu
Aires Louro Alves

Soldado ‘Comando’, n.º
04550766
7.ª Companhia de
Comandos
«A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES»
Angola: 30Jun a
03Dez1966
Moçambique: 12Dez1966
a 06Out1967 (data do falecimento)
TEXTO DE
MEMÓRIA E HOMENAGEM AO
SOLDADO
COMANDO N.º 04550766 AIRES LOURO ALVES
Falecido em Combate a
06 de Outubro de 1967 - 7.ª Companhia de Comandos - «A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
1.
Identificação do Militar
O
Soldado Comando Aires Louro Alves, n.º 04550766, era
natural do lugar de Alcaria, freguesia de Pêro Viseu,
concelho do
Fundão,
filho de José Maurício Alves e de Purificação Dias
Louro, solteiro.
Serviu como Soldado
"Comando" na 7.ª Companhia de Comandos e repousa hoje no
Cemitério de Alcaria, na sua terra natal.
A causa da morte
registada é ferimentos em combate por accionamento de
armadilha montada pelo inimigo.
2. A 7.ª
Companhia de Comandos
A
7.ª Companhia de Comandos foi constituída a 25 de Maio
de 1966 a partir de uma ordem de mobilização, tendo como
unidade mobilizadora o Batalhão de Caçadores 5, em
Lisboa, e foi comandada pelo
Capitão Miliciano de Infantaria
'Comando' Jaime Rodolfo Abreu Cardoso.
A sua divisa é o verso
latino da Eneida de Virgílio, Audaces Fortuna Juvat,
que significa "A Sorte Protege os Audazes", lema que
simboliza coragem, determinação e sacrifício. O seu
grito de guerra era MAMA SUMAE - "Aqui estamos, prontos
para o sacrifício".
A 21 de Junho de 1966,
os militares partiram a bordo do navio Vera Cruz
rumo a Angola, onde desembarcaram a 30 de Junho de 1966
para
frequentar o 5.º
Curso
de Comandos no Centro de Instrução da Região Militar de
Angola, o qual teve a duração de 92 dias.
Na situação de
intervenção do Comando da RMM esteve sedeada em Mocímboa
da Praia de Dez66 a Set67, no Lumbo de Set67 a Mar68, em
Mueda de Mar68 a Mai68 e novamente no Lumbo de Mai68 a
Out68.
3.
Formação e Primeira Fase Operacional - Angola
Entre
30 de Junho e 30 de Setembro de 1966 frequentou em
Luanda o 5.º Curso de Comandos no Centro de Instrução de
Comandos / Região Militar de Angola.
Concluída a instrução,
realizou treino operacional no leste de Angola onde
participou na emblemática Operação Luena Grande, de 11 a
26 de Outubro de 1966.
4.
Actividade Operacional em Moçambique até 06 de Outubro
de 1967
Em Dezembro de 1966 a
Companhia seguiu
a
bordo do navio Moçambique para Moçambique, desembarcando
em Mocímboa da Praia a 23 desse mês.
A partir daí
desenvolveu toda a sua actividade numa vasta área do
distrito de Cabo Delgado, nas regiões da Serra do Mapé,
Quiterajo, Nantombo e nascente do rio Tubile a Norte de
Rucia.
Até à data do seu
falecimento, o Soldado Aires Louro Alves participou nas
seguintes operações, já com datas apuradas:
-
Operação "Castanha" - 22 a 26 de Janeiro de 1967
- Nangololo e vale de Miteda;
-
Operação "Martelada" - 30 de Janeiro a 02 de
Fevereiro de 1967 - margens dos rios Sinhoco e
Indjedje;
-
Operação "Subida" - 09 a 11 de Agosto de 1967 -
Serra do Mapé;
-
Operação "Planalto" - 15 a 17 de Agosto de 1967;
-
Operação "Descida" - 21 a 23 de Agosto de 1967.
Para além destas, a
Síntese Oficial da 7.ª CCmds refere ainda como operações
próprias da Companhia no mesmo período de Dez66 a Set67,
sem data individual publicada: "Abraço 7 a 9", "Silex",
"Ágata", "Ametista", "Calcedónia", "Gavião" e "Lacrau".
E como operações de
conjunto com outras forças: "Polvo" nos vales dos rios
Lugombe e Mambua, "Trolha" em Miteda, Muidumbe e vale de
Muera, "Finalmente" numa vasta área limitada a Norte
pelo rio Messalo, Oeste pela serra Nicheua, Sul pela
estrada Macomia-Mucojo e Este pela orla marítima,
"Hiena" 1.ª fase em Chai e Nangololo e 2.ª fase nos
vales dos rios Muatide, Dialaquele e Muera e zona do
Sagal, "Serpente" na Serra do Mapé, "Pinho" em Nambude e
"Andorinha" em Rucia.
De salientar que as
operações "Hiena" 1.ª e 2.ª fases e "Finalmente"
resultaram na destruição de muitos acampamentos e
captura de material de guerra, demonstrando a
intensidade do esforço a que a Companhia foi sujeita.
5. O
Sacrifício Final
Após a transferência
da unidade para a base do Lumbo em Setembro de 1967, a
Companhia foi empenhada na Operação "Abraço 6",
decorrida entre 04 e 07 de Outubro de 1967 na região da
Serra de Mapé.
Foi no cumprimento
desta missão, no dia 06 de Outubro de 1967, que o
Soldado Comando Aires Louro Alves tombou em combate,
vítima de ferimentos provocados pelo accionamento de uma
armadilha montada pelo inimigo.
Faleceu na frente, com
a boina e o crachá dos Comandos, fiel ao seu juramento.
6.
Memória e Homenagem
O Soldado Comando
Aires Louro Alves cumpriu integralmente o lema da sua
Companhia. Não morreu isolado, morreu integrado numa
unidade de elite que honrou Portugal em Cabo Delgado.
À família Louro Alves,
à freguesia de Pêro Viseu, ao concelho do Fundão e a
todos os antigos Comandos da 7.ª CCmds, deixamos o dever
de memória. Que o seu nome, o seu número 04550766 e a
data de 06 de Outubro de 1967 na Serra do Mapé
permaneçam inscritos na história dos Comandos.
AUDACES FORTUNA JUVAT.
Paz à sua Alma

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Para constar -
05Out2026:
Na cidade do Fundão,
sede do concelho, não existe um monumento isolado em
praça pública aos combatentes da Guerra do Ultramar.
Embora a 23 de junho
de 1996 tenha sido inaugurado no Fundão um primeiro
marco comemorativo num encontro regional de antigos
combatentes — notícia que dava conta do desejo de erguer
futuramente um monumento de maior dimensão numa praça
central —, essa estrutura autónoma no tecido urbano
público não se chegou a concretizar, ficando a homenagem
concelhia concentrada e perpetuada no Talhão dos
Combatentes do Cemitério Municipal.

Por sua vez, na
freguesia de Pêro Viseu — que engloba a localidade de
Alcaria —, não existe uma estrutura estatuária ou
monumento público erigido pela junta local dedicado
exclusivamente aos Combatentes do Ultramar, ao contrário
do que sucede em povoações vizinhas como:
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