
Alberto Fernão de Magalhães
Osório
Major de Infantaria
Angola:
Jun1961 a Out1963
Comandante
da
Companhia de Caçadores 168
Batalhão de Caçadores159
«BRAÇO ÀS ARMAS FEITO»
Guiné:
Out1965 a Ago1967
Comandante da
Companhia de Caçadores 1487
Guiné:
Jan1969 a Abr1970
Chefe da
3.ª Repartição do Comando de
Agrupamento Operacional/CTIG
«ONDE NECESSÁRIO»
Ordem
Militar de Torre e Espada do Valor
Lealdade e Mérito, grau oficial
Medalha de Ouro de Valor Militar com
palma
(Título póstumo)
Medalha de Prata de Valor Militar
com palma
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
classe
Ordem Militar de Avis, grau
cavaleiro
(Título póstumo)
Medalha de Promoção por Distinção
(Título póstumo)

Alberto Fernão de Magalhães Osório,
Major de Infantaria, nascido no dia
20 de Janeiro de
1930 na freguesia
do Baraçal, concelho de Celorico da
Beira, filho de Maria Luísa
Magalhães Alves de Sousa Osório e de
Francisco da Conceição Osório.
Em 22 de Outubro de 1949 ingressa na
Escola do Exército, para frequentar
o curso de infantaria;
Em Setembro de 1953, Alferes do
quadro de infantaria (n/m 50972511),
embarca em Lisboa rumo a Goa, a fim
de servir Portugal no Estado da
Índia Portuguesa;
Em Fevereiro de 1956, entretanto
promovido a tenente, regressa à
Metrópole;

De 16 a 21 de Novembro de 1960,
entretanto promovido a capitão,
frequenta na Escola Prática de
Infantaria (EPI -Mafra) «AD UNUM» o
4º curso de métodos de instrução;
Em 20 de Março de 1961,
encontrando-se colocado no
Batalhão
Independente de Infantaria 17 (BII17
- Angra do Heroísmo) «ANTES
MORRER
LIVRES QUE EM PAZ SUJEITOS»,
transferido para o Regimento de
Infantaria 7 (RI7 – Leiria) «SINE
SANGUINE VICTORIA NON EST»;
Em 28 de Junho de 1961, tendo sido
mobilizado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz'
rumo ao porto
de Luanda, como
comandante da Companhia de
Caçadores
169 (CCac169) do Batalhão de
Caçadores 159 (BCac159) «BRAÇO ÀS
ARMAS FEITO»;
Em 2 de Novembro de 1962 agraciado
com a Medalha
de Mérito Militar de 3ª classe;
Em 26 de Outubro de 1963 regressa à
Metrópole;
Em 3 de Março de 1964 agraciado com
a Cruz de
Guerra de 3ª classe:
Capitão de
Infantaria
ALBERTO FERNÃO DE MAGALHÃES OSÓRIO
CCac169/BCac159 - RI7
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 8 – 2.ª
série, de 1964.
Por Portaria de 3 de Março de 1964:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Angola:
O Capitão de Infantaria, Alberto
Fernão de Magalhães Osório, da
Companhia de Caçadores n.º 169 do
Batalhão de Caçadores n.º 159 -
Regimento de Infantaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
89, de 25 de Outubro de 1963, do
Quartel General da Região Militar de
Angola - QG/RMA):
Louvo o Capitão de Infantaria,
Alberto Fernão de Magalhães Osório,
Comandante da Companhia de Caçadores
n.º 169 do Batalhão de Caçadores n.º
159 - Regimento de Infantaria n.º 7,
porque, durante a sua permanência de
27 meses na Zona de Intervenção
Norte de Angola, desempenhou as
funções de combatente e de
comandante de uma maneira, em muitos
aspectos, excepcional.
Dentre as numerosas e importantes
operações em que a sua Companhia
tomou parte, nomeadamente:
No Vale do Loge, em 9 de Setembro de
1961, na Serra da Cananga, em
Janeiro de 1962, na Inga e Pete, em
Março de 1962 e na região da Casa da
Telha, em Agosto de 1962, merece
destaque a sua actuação na primeira
daquelas em que, de pé, sobre uma
viatura e completamente a
descoberto, apesar do fogo inimigo,
cobriu com o fogo da sua
pistola-metralhadora a retirada e
embarque dos componentes do
reconhecimento, evitando que
houvesse baixas, e na da região da
Casa da Telha, em que foi empolgante
a actuação da Companhia sob o seu
comando, na perseguição movida a
elementos inimigos que tinham
causado, numa emboscada, um morto e
dois feridos às Nossas Tropas.
Oficial brioso, dinâmico, integrado
perfeitamente nos objectivos desta
campanha, transmitiu ao pessoal da
sua Companhia um espírito de corpo e
uma determinação notáveis, sob o
aspecto disciplinar e operacional,
este nitidamente agressivo.
Em toda a sua actuação, revelou o
Capitão Magalhães Osório
extraordinária decisão, abnegação,
sangue frio, valentia, desprezo pelo
perigo e calma apreciação das
situações de combate, ainda mesmo
quando directa e deliberadamente
alvejado pelo fogo inimigo.
De 17 de Maio a 12 de Junho de 1965
frequenta no
Centro de Instrução de
Operações Especiais (CIOE - Lamego)
«QUE MUITOS POR SEREM POUCOS NÃO
TEMAMOS» o estágio E2 de
contra-insurreição;
Em 12 de Outubro de 1965 mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 15
(RI15 –
Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES
E CONSTANTES» para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné;
Em 20 de Outubro de 1965 embarca em
Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao
estuário do Geba (Bissau), como
comandante da Companhia de Caçadores
1487 (CCac1487);
Em 25Abr1967 agraciado com a
Medalha de
Prata de Valor Militar com palma:
Capitão de Infantaria
ALBERTO FERNÃO DE MAGALHÃES OSÓRIO
CCac1487 - RI15
GUINÉ
Grau: Prata, com palma
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª
série, de 1967:
Por Portaria de 25 de Abril de 1967:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Valor Militar, com palma, nos
termos do artigo 7.º, com referência
ao § 1.º do artigo 51.º, do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, o Capitão de
Infantaria, Alberto Fernão de
Magalhães Osório, pela maneira
dinâmica e altamente eficiente como
tem comandado a Companhia.
Oficial de real mérito, conhecedor
profundo do tipo de guerra que se
trava na Província Ultramarina da
Guiné, tomou parte em mais de duas
dezenas de operações no Sector S1,
evidenciando uma determinação e
decisão inquebrantáveis que o
levaram em todos os casos ao
integral cumprimento da missão.
Sempre predisposto a tomar parte
voluntariamente em todas as acções
em que a sua Companhia teve de
intervir, mesmo com prejuízo do
repouso necessário à manutenção do
vigor indispensável a tais
actividades, é de salientar a sua
actuação nas operações "Nani",
"Narceja", "Osso", "Nervo",
"Quizília", "Nebri", "Nalu", "Naja"
e "Negaça", muito especialmente nas
duas últimas, em que conseguiu
praticar actos de extraordinário
heroísmo, rara abnegação, arrojo,
audácia, valentia e coragem, com
grave risco da vida em frente do
inimigo.
Oficial muito esforçado, dotado de
elevado espírito de iniciativa,
tendo sido destacado para o Sector
Sul numa época particularmente
difícil, incrementou rapidamente o
ritmo da actividade operacional,
sempre caracterizada por uma
agressividade que soube transmitir à
sua Companhia, conseguindo, em
poucos meses, aliviar a forte
pressão que o inimigo vinha
exercendo há certo tempo naquela
área.
Pelas qualidades excepcionais já
evidenciadas, pelo valor como tem
conduzido as operações, o Capitão
Osório é um oficial de escol, muito
competente, dedicado, com muita
compreensão das responsabilidades de
verdadeiro chefe, de boa formação,
inteligente, muito desembaraçado,
voluntarioso e enérgico, vivendo
intensamente todos os problemas dos
seus homens, a quem soube incutir
elevado espírito de corpo e, no mais
alto grau, a noção do dever a
cumprir, conseguindo, desse modo,
obter o melhor rendimento em todas
as situações de combate em que a sua
Companhia tem sido empenhada e
prestou no exercício das funções de
comando, valorosos e distintos
feitos de armas de que resultaram
brilho e honra para as Forças
Armadas e para a Nação.
Em 1 de Agosto de 1967 regressa à
Metrópole;
Em 5 de Agosto de 1967 promovido por
distinção a major pelos serviços
prestados em campanha, ficando
colocado no Depósito Geral de Adidos
(DGA – Ajuda) «FERVET OPUS»;
Em 8 de Janeiro de 1969, tendo sido
nomeado por designação para servir
Portugal novamente na Província
Ultramarina da Guiné,
embarca no
Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo
Maduro) rumo à Base Aérea n.º 12
(BA12 – Bissalanca), a fim de
assumir funções como chefe da 3.ª
Repartição (3ªRep) do Comando de
Agrupamento Operacional (CAOP) «ONDE
NECESSÁRIO» do Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG)
«CORAGEM E LEALDADE»;
Em 2 de Julho de 1969 agraciado com
o Oficialato
da Ordem Militar de Torre e Espada
do Valor Lealdade e Mérito,
por serviços prestados no Ultramar
ao longo de oito anos;
Major de Infantaria
ALBERTO FERNÃO DE MAGALHÃES OSÓRIO
GUINÉ
Grau: Oficial
Transcrição do Alvará publicado na
Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª série
de 1 de Agosto de 1969:
Presidência da República Chancelaria
das Ordens Portuguesas
Alvará de concessão de 6 de Julho
último:
Considerando que o Major de
Infantaria, Alberto Fernão de
Magalhães Osório, após oito anos de
campanha contra a subversão no
Ultramar, pela coragem constante em
presença do inimigo, por suas
virtudes militares, alto espírito de
sacrifício, decisão, alheamento
consciente do perigo, prestígio
pessoal sobre as tropas comandadas
ou entre os seus camaradas e
superiores, se impôs como um alto
valor moral da Nação;
Considerando que em acções militares
heroicas em Angola e feitos
valorosos praticados em combate na
Guiné - que lhe deram jus à Cruz de
Guerra de 3.ª classe e à medalha de
Prata de Valor Militar - revelou
personalidade, em cujo carácter
estão bem vincados o valor, a
lealdade e o mérito;
Américo Deus Rodrigues Thomaz,
Presidente da República e
Grão-Mestre das Ordens Honoríficas
Portuguesas, faz saber que, nos
termos do Decreto-Lei n.º 44 721, de
24 de Novembro de 1962, confere ao
Major de Infantaria, Alberto Fernão
de Magalhães Osório, sob proposta do
Presidente do Conselho, o grau de
Oficial da Ordem Militar da Torre e
Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
(Publicado no Diário do Governo,
n.º do 153, II série, de 2 de Julho
de 1969).
Em 20 de Abril de 1970 morre em
combate no noroeste da Guiné:
Para visualização do conteúdo
clique no sublinhado que se segue:
"Bolanha
de Cachabate", por
J. C. Abreu dos Santos
Desde 13 de Maio de 1970 inumado no
cemitério paroquial do Baraçal,
concelho de Celorico da Beira.
Em 27 de Maio de 1970 agraciado a
título póstumo com a
Medalha de
Ouro de Valor Militar com palma;
Major de Infantaria
ALBERTO FERNÃO DE MAGALHÃES OSÓRIO
GUINÉ
Grau: Ouro, com palma (Título
póstumo)
Transcrição do louvor publicado
na Ordem do Exército n.º 12 -2.ª
série, de 1970:
Louvado, a título póstumo, por
proposta do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, o Major de
Infantaria, Alberto Fernão de
Magalhães Osório, morto em combate
no "chão manjaco", da Província da
Guiné, pela forma valorosa como
desempenhou as funções de Oficial de
Operações do Comando do Agrupamento
Operacional.
Oficial inteligente, dinâmico,
dotado de elevado espírito militar,
excepcional combatente de invulgar
competência profissional,
exuberantemente revelada através da
sua brilhante carreira militar em
campanha e comprovada pelas honrosas
condecorações de Torre e Espada,
Valor Militar e Cruz de Guerra, que
ostentava no seu peito, entregou-se
total e devotadamente à sua missão,
que cumpriu de forma notável.
Integrado numa equipa de elevada
capacidade, impôs-se como uma peça
de real valor, que contribuiu de
forma inequívoca para os êxitos não
só no campo militar, como no campo
psicológico.
Para além das suas funções de
estado-maior, o Major Osório tomou
parte em inúmeras operações,
deixando bem vincado nos homens que
com ele serviram, a imorredoira
lembrança de um Chefe prestimoso,
que aliava às suas excepcionais
qualidades de combatente um carácter
de eleição, um espírito aberto,
transbordante de vivacidade e de
optimismo, que lhe granjearam o
respeito, a estima e a admiração de
todos os seus subordinados,
camaradas e população civil.
Perfeitamente integrado no plano
superior de contra-subversão,
conseguiu, para além dos invulgares
êxitos alcançados em várias missões
do mais alto interesse para o teatro
de operações da Guiné, constituir-se
num objectivo primordial do inimigo,
que o imolou, no cumprimento de uma
missão da mais alta dignidade e de
transcendente projecção militar, a
que se entregou totalmente, na
convicção firme de servir uma causa
justa em prol da paz.
O Major Osório, figura de combatente
por excelência, travou a sua última
batalha ao serviço da paz, com
inultrapassável coragem moral e
física, audácia, rara decisão e
desprezo pelo perigo, que foram
sempre timbre da sua conduta
militar, depondo a vida, em sublime
holocausto, no sagrado altar da
Pátria, que serviu heroicamente, num
raro exemplo de grandeza de valor
militar, que permanecerá perene na
história da luta travada em terras
da Guiné Portuguesa.
(Diário do Governo, II série, n.º
131, de 5 do corrente).
Transcrição
da Portaria que concede a
condecoração, publicada na mesma
Ordem do Exército:
Por Portaria de 27 de Maio de
1970:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, a título
póstumo, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
na Guiné, o Major de Infantaria,
Alberto Fernão de Magalhães Osório,
com a Medalha de Ouro de Valor
Militar, com palma, nos termos do
artigo 6.º,
com referência ao § 1.º
do artigo 51.º, do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946.

(Diário do Governo, II série, n.º
131, de 5 do corrente).
Em 7 de Julho de 1970
promovido a
título póstumo, por distinção, a
tenente-coronel;
Em 27 de Julho de 1970 agraciado a
título póstumo com o
grau de Cavaleiro da Ordem Militar
de Avis.
A sua Alma repousa em Paz.
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20 de Abril de 1970:
Para visualização do conteúdo
clique no sublinhado que se segue:
Foi no noroeste da Guiné que
aconteceu o "Massacre do Chão
Manjaco"
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