Alberto Santiago de Carvalho,
Tenente de Infantaria;
Nasceu no dia 19 de Dezembro de
1935, na freguesia de Unhais da
Serra, concelho da Covilhã, distrito
de Castelo Branco.
Filho de Augusto Duarte de Carvalho
e de Leonor Santiago de Carvalho.
Aos
9 anos entrou para o Seminário Menor
do Fundão, que frequentou até ao 5º
ano. Tendo saído do Seminário,
entrou como aluno externo, para o
Colégio de S. José na cidade da
Guarda.
Ingressa
na Academia Militar, no dia 15 de
Outubro de 1955, onde conclui o
curso liceal.
Foi promovido a alferes no dia 15 de
Agosto 1959 e, mais tarde, a
tenente, no dia 1 de Novembro de
1961.
Durante a sua carreira militar,
prestou serviço na
Escola Prática de Infantaria em
Mafra; no
Regimento de Infantaria 2, em
Abrantes; no

Regimento de Infantaria n.º12 do
CICA do Agrupamento Constantino de
Bragança, de Damão, para onde partiu
no dia 27 de Abril de 1960.
Morreu em combate no dia 18 de
Dezembro de 1961, na noite em que
completava 26 anos.
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nos sublinhados que se segue:
Circunstância da morte: Em Damão,
durante a invasão do Estado
Português da Índia pelas forças
armadas da União Indiana, acompanhou
o comandante da polícia de Damão
numa missão de reconhecimento do
posto da polícia do aeroporto com
quem não havia comunicações. Já
próximo deste, forças indianas que
já estavam instaladas e controlavam
a zona, detectaram e alvejaram a
viatura tendo os ocupantes saltado
da mesma e reagido com fogo para
cobrir a sua retirada durante a qual
foi mortalmente atingido o Tenente
Santiago de Carvalho, in
Academia Militar.
Na sua folha de serviço tem
averbados vários louvores,
destacando sempre as suas qualidades
morais, de exacta compreensão dos
seus deveres, de dotes invulgares de
carácter, dignidade, honestidade e
lealdade.
A
título póstumo foi promovido ao
posto de capitão, condecorado com a
Medalha de Ouro de Valor Militar com
palma, e foi-lhe concedida a Comenda
da Ordem Militar da Torre e da
Espada, insígnias que se encontram
no Mosteiro da Batalha e no Museu
Militar, confirmando a mais alta
distinção militar: a de Herói
Nacional.
As suas cartas – a última exposta no
Museu Militar e Mosteiro da Batalha,
o resto do espólio depositadas na
família - são o testemunho
incontestável do Homem de Valores,
da grande Virtude de carácter, mas
também da dimensão mais humana, onde
podemos sentir a desesperança e o
sofrimento, mas deliciosamente
superados na Fé e no eterno Amor à
família, reflectindo assim o
espírito missionário e humanista. É
este o testemunho que o patrono
transmite, funcionando como estímulo
a todos os actores em formação, que
dá a pedra de toque a este colégio.
Os restos mortais deste herói
chegaram a Lisboa, vindos de
Karachi, num avião da TAP, em 31 de
Março de 1963, tendo sido
depositados no cemitério da
freguesia da Soalheira, concelho do
Fundão, distrito da Covilhã.