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Condecorações

António Vasconcelos, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1/956/1.ª, da CCav1483

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Fuzilado em Bafatá pelo PAICG, em Dezembro de 1975

 

Apesar de:

Excerto do texto “Mortos por fuzilamento” de

Eduardo Dâmaso e Adelino Gomes:


«O PAICG prometeu tratá-los com humanidade. Portugal creditou, pagou-lhes seis meses de ordenado e pediu-lhes que entregassem as armas. Ainda que renitentes, os 27 mil militares guineenses do Exército português aceitaram. Mal as autoridades portuguesas abandonaram o país, logo o novo poder executou os primeiros. Mortes reconhecidas na sinceridade das certidões de óbito: “faleceu por fuzilamento”, diziam.

[…]

O jornal “Nô Pintcha” chegou a publicar uma lista de nomes. Mas os sobreviventes calculam que pelo menos um milhar terá comparecido diante do pelotão de fuzilamento - alguns em aeroportos e campos de futebol, diante das populações.»

 

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

Ant-nio-Vasconcelos-350

António Vasconcelos

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1/956/1.ª

 

Companhia de Cavalaria 1483

«CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA»

 

Alferes Graduado 'Comando'

 

3.ª Companhia de Comandos do Batalhão de Comandos da Guiné

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio Governador da Guiné

 

António Vasconcelos, Alferes Graduado 'Comando', n.º 1/956/1.ª.


CTIG-280-czMobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A LEI DA CCav1483-crachaVIDA ETERNA DILATANDO» para servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado na Companhia de Cavalaria 1483 (CCav1483) «CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA»;


Louvado, por feitos em combate, publicado na Ordem de Serviço n.º 19, de 12 de Maio de 1966, do Quartel General do Comando Territorial Governador-Guin-280-czIndependente da Guiné;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 29 de Abril de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 15 – 3.ª série, de 1966;


Agraciado com o Prémio Governador da Guiné (Revista da Cavalaria, ed. 1966, pág. 161).

 

Em Dezembro de 1975, Alferes Graduado 'Comando' da 3.ª Companhia de Comandos do Batalhão de Coimandos da Guiné, fuzilado em Bafatá pelo PAIGC.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

CG-4-Classe-cz-3201.º Cabo de Cavalaria, n.º 1/956/1.ª
ANTÓNIO VASCONCELOS
 

CCav1483 - RC7
GUINÉ
 

4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 15 – 3.ª série, de 1966.


Condecorado coma Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 29 de Abril findo:


O Primeiro-Cabo n.º 1/956/1.ª, António Vasconcelos, da Companhia de Cavalaria n.º 1483 adstrita ao Batalhão de Cavalaria n.º 790 — Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 19, de 12 de Maio de 1966, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvo o 1.º Cabo n.º 1/956/1.ª, António Vasconcelos, da Companhia de Cavalaria n.º 1483, porque, tendo feito parte de uma Secção que foi emboscada pelo inimigo no dia 11 de Fevereiro de 1966 [nota 1] e tendo ficado ferido, embora sem gravidade, se ofereceu para tomar parte na operação "Falcão II" que teve lugar logo em 13 do mesmo mês.


No decorrer das três horas que as Nossas Tropas estiveram permanentemente debaixo de intenso fogo inimigo, o 1.º Cabo António Vasconcelos ocorreu sempre aos locais de maior perigo, e várias vezes de pé, a peito descoberto, para tentar localizar elementos inimigos e acabou por abater pelo menos dois, que descobriu instalados em cima de árvores.


Quando em virtude da forte pressão inimiga, as Nossas Tropas foram obrigadas a reagrupar-se mais à retaguarda, deixando duas praças atingidas mortalmente [nota 2], o 1.º Cabo Vasconcelos tentou por várias vezes ir buscar os corpos dos seus camaradas, só o não conseguindo devido ao intenso fogo que o inimigo desencadeava sempre que ele tentou aproximar-se.


Demonstrou durante o decorrer de toda a operação excepcionais qualidades de coragem, sangue-frio, desprezo pelo perigo e serena energia debaixo de fogo.


Por tudo, o 1.º Cabo Vasconcelos e credor de respeito e admiração de todos os seus camaradas e superiores e digno de ser apontado como exemplo.


Filho do Chefe de Elia, revelou-se como mais um digno representante daquela tabanca (
in Revista da Cavalaria, ed. 1966, pág. 120).

 

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Nota 1 - 11 de Fevereiro de 1966

 

Fernando Augusto Pereira de Oliveira

 

Fernando-Augusto-Pereira-de-Oliveira-280Fernando Augusto Pereira de Oliveira, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 988/65, natural de Beira Valente, na RC7freguesia de Leomil, concelho de Moimenta da Beira, filho de Macário Oliveira e de Maria Augusta Gomes Pereira, casado com Alzira Ferreira Oliveira;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;

 

CCav1485-crachaNo dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT 'Niassa', integrado na Companhia de Cavalaria 1485 «... E ASSIM NASCEU BIAMBE», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;

 

Faleceu no dia 11 de Fevereiro de 1966 em Susana, a sul de Arame, em consequência de ferimentos em combate e afogamento;

 

Está inumado no cemitério de Beira Valente, na freguesia de Leomil, concelho de Moimenta da Beira.

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Nota
2 - Naquela emboscada inimiga [13Fev1966], ao longo de três horas, faleceram:

 

Aguinaldo António Vasconcelos

 

Aguinaldo-Ant-nio-de-Vasconcelos-280Aguinaldo António de Vasconcelos, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 431/65, natural da freguesia e concelho de CTIG-280-czS. Domingos, na Província Ultramarina da Guiné, filho de José Elia e de Ebui, solteiro;

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A LEI DA VIDA ETERNA CCav1483-crachaDILATANDO» para servir Portugal na naquela Província Ultramarina, integrado na  Companhia de Cavalaria 1483 (CCav1483) «CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA»;

 

Faleceu no dia 13 de Fevereiro de 1966 em Susana, na orla da mata de Cassum, em frente da bolanha (grande terreno pantanoso, geralmente perto de um rio), em consequência de ferimentos em combate;

O corpo não foi recuperado;

 

Louvado, a título póstumo, por feitos em combate, publicado na Ordem de serviço n.º 4, 5 de Maio de 1966, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné;

 

Agraciado, a título póstumo, com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 29 de Abril de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 15 - 3.ª série, de 1966;

 

 

Alberto Simões Crespo

 

Alberto-Sim-es-Crespo-280Alberto Simões Crespo, 1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 550/65, natural da freguesia e concelho de RC7Benavente, filho de António Crespo e de Maria Joaquina Simões, solteiro;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CCav1483-crachaCAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;

 

No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT 'Niassa', integrado na Companhia de Cavalaria 1483 «CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;

 

Faleceu no dia 13 de Fevereiro de 1966 em Susana, na orla da mata de Cassum, em frente da bolanha (grande terreno pantanoso, geralmente perto de um rio), em consequência de ferimentos em combate;

 

O corpo não foi recuperado;

 

Carlos Alberto Rodrigues Boavida

 

Carlos-Alberto-Rodrigues-Boavida-280Carlos Alberto Rodrigues Boavida, Furriel Mil.º de Cavalaria, natural da freguesia de São João Batista, RC7concelho de Tomar, filho de José Pedro e de Ana Rodrigues Boavida, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;

 

CCav1483-crachaNo dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT 'Niassa', integrado na Companhia de Cavalaria 1483 «CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;

 

Faleceu no dia 14 de Fevereiro de 1966 no Hospital Militar 241 (HM241 - Bissau), em consequência de ferimentos em combate, ocorrido no dia 13 de Fevereiro de1966 em Susana, na orla da mata de Cassum, em frente da bolanha (grande terreno pantanoso, geralmente perto de um rio);

 

Os restos mortais estão inumados no ossário da Liga dos Combatentes do cemitério municipal de Santa Maria dos Olivais, em Tomar.

 

Júlio Manuel de Jesus Joaquim

 

J-lio-Manuel-de-Jesus-Joaquim-280Júlio Manuel de Jesus Joaquim, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 704/65, natural do lugar de Bairro dos RC7Mortais, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, filho de Manuel Joaquim e de Maria de Jesus, casado com Maria do Livramento da Piedade Monsanto;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na CCav1485-crachaProvíncia Ultramarina da Guiné;

 

No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT 'Niassa', integrado na Companhia de Cavalaria 1485 «... E ASSIM NASCEU BIAMBE», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;

 

Faleceu no dia 13 de Fevereiro de 1966 em Susana, na orla da mata de Cassum, em frente da bolanha (grande terreno pantanoso, geralmente perto de um rio), em consequência de ferimentos em combate;

 

Está inumado na campa n.º 148, no cemitério de Bissau, da Província Ultramarina da Guiné.

 

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Companhia de Cavalaria n.º 1483

 

Identificação:
CCav1483

RC7
Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Lisboa)


Comandante:
Capitão de Cavalaria José Olímpio Caiado Costa Gomes


Divisa:
«CÁ A MIM NINGUÉM ME VIRA»


Partida:
No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT 'Niassa' rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;


CCav1483-crachaRegresso:
No dia 27 de Julho de 1967 embarca no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1967;


Síntese da Actividade Operacional
Em 27 de Outubro de 1965, foi colocada em Bula, a fim de substituir a Companhia de Cavalaria 567 (CCav567), assumindo a função de subunidade de
intervenção e reserva do sector do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), tendo tomado parte em diversas operações realizadas na região de Cá, Jol, Naga e na operação "Martingil", em 9 de Janeiro de 1966, em que foi destruída a base principal de Biambe e capturado bastante material.


Em 18 de Janeiro de 1966, por troca com a Companhia de Caçadores 622 (CCac622), assumiu a responsabilidade do subsector de S. Domingos, com pelotões destacados em Varela e Susana, este em reforço da Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485), até à extinção do respectivo subsector temporário então ali existente e cuja área voltou a ser incluída na sua zona de acção; a subunidade ficou então integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) e depois do Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894), com vista à interdição da fronteira e segurança das populações da área.


Em 23 de Julho de 1967, foi rendida no subsector de S. Domingos, então com a sede, temporariamente, em Varela desde o mês anterior e com dois pelotões destacados em Susana e S. Domingos, pela Companhia de Caçadores 1684 (CCac1684) e recolheu a Bissau no dia seguinte, a fim de aguardar o embarque de regresso.
 

 

Companhia de Cavalaria n.º 1485

 

RC7Identificação:
CCav1485


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Lisboa)


Comandante:
Capitão de Cavalaria Luís Manuel Lemos Alves


Divisa:
«ASSIM NASCEU BIAMBE»


Partida:
Embarque no dia 20 de Outubro de 1965, no NTT ‘Niassa’, rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;


CCav1485-crachaRegresso:
Embarque no dia 27 de Julho de 1967, no NTT ‘Uíge’, de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1967.


Síntese da Actividade Operacional
Inicialmente, ficou instalada em Bissau, tendo sido atribuída ao Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857), a fim de substituir a Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419) na segurança e protecção das instalações e das populações da área tendo, cumulativamente, destacado os seus pelotões, por períodos variáveis, para adaptação operacional e reforço das guarnições locais de Binar, Bula e Ingoré e empenhamento em operações efectuadas no sector do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790).


Em 1 de Dezembro de 1965, foi colocada em Bula em reforço do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), sendo deslocada em 5 de Dezembro de 1965 para Susana, onde assumiu a responsabilidade de um subsector, criado por agravamento da situação na zona e retirado ao subsector de S. Domingos, a fim de actuar na contra-penetração e interdição da fronteira. Entretanto, cedeu também dois pelotões para reforço das guarnições locais de Ingoré, de 8 de Dezembro de 1965 a 8 de Agosto der 1966 e Pelundo, de 9 de Dezembro de 1965 a 17 de Abril de 1966.


Em 15 de Abril de 1966, o subsector temporário de Susana foi extinto, voltando a ser incluído no subsector de S. Domingos, tendo os efectivos da subunidade sido deslocados para Bula, entre 11 e 17 de Abril de 1966.


Em 18 de Abril de 1966, a subunidade deslocou-se para Binar, a fim de tomar parte na operação "Arranque", com vista à ocupação e instalação em Biambe, de cujo subsector assumiu a responsabilidade em 20 de Abril de 1966, continuando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790).


Em 31 de Agosto de 1966, a sua zona de acção foi alargada da área de Encheia, para onde, em 30 de Outubro de 1966, foi destacado um pelotão, em substituição de idêntico efectivo da Companhia de Caçadores 816 (CCac816).


Em 6 de Junho de 1967, foi rendida, por troca, no subsector de Biambe pela Companhia de Artilharia 1688 (CArt1688), sendo colocada em Bissau, onde veio a substituir esta subunidade no dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 25 de Julho de 1967, foi substituída no sector de Bissau pela Companhia de Cavalaria 1748 (CCav1748), a fim de efectuar o embarque de regresso.

 

 

 Ant-nio-Vasconcelos-920

 

 

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