José Manuel de Araújo Gonçalves, Alferes
Mil.º de Artilharia, comandante do 6ºPel/BCA1/CTIG
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
| HONRA E
GLÓRIA |
Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW
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José
Manuel de Araújo Gonçalves
Alferes Mil.º de Artilharia, n.º 06056666
Comandante do 6.º Pelotão de
Bateria de Artilharia de
Campanha n.º 1
«OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA
NO CORAÇÃO»
Comando Territorial Independente da Guiné
«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»
«CORAGEM E LEALDADE»
Guiné: Set1968 a 14Fev1969
(data do falecimento)
Medalha de Prata de Valor Militar com palma
(A título póstumo)
José Manuel de Araújo Gonçalves, nascido na freguesia
urbana de São Jorge de Arroios, concelho de Lisboa,
filho de Suzette de Araújo Gonçalves e de Décio
Gonçalves, solteiro;
Em
22 de Julho de 1968, Soldado Cadete com o número
mecanográfico 06056666 da Escola Prática de Artilharia
(EPA
- Vendas Novas) «…MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA»,
promovido a Aspirante-a-Oficial de Artilharia de
Campanha IOL e colocado no Regimento de Artilharia
Ligeira 3 (RAL3 - Évora) «HONRA E GLÓRIA»;
Em Setembro de 1968, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora) «HONRA
E GLÓRIA» como
Alferes
Miliciano, em regime de rendição individual, para servir
Portugal na Província Ultramarina da Guiné, colocado em
Bissau na Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 (BAC1)
«OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO» Comando
Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA
ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM E
LEALDADE»;
Em Novembro de 1968, transferido para as imediações da
fronteira sudoeste, como comandante do 6.º Pelotão da
Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 (BAC1) «OS OLHOS
NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO» Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA
DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE» em reforço à guarnição
do aquartelamento de Guileje;
Na madrugada de 6ª feira, dia 14 de Fevereiro de 1969,
vésperas de lua-nova, é mortalmente atingido no seu
posto de combate durante flagelação do PAIGC ao
aquartelamento das Nossas Tropas;
Ficou inumado em Lisboa no cemitério municipal do Alto
de São João, concelho de Lisboa
Paz à sua Alma
A título póstumo foi-lhe atribuída a
Medalha de Prata de Valor Militar com palma:
Alferes
Miliciano de Artilharia
JOSÉ MANUEL DE ARAÚJO GONÇALVES
BAC1 - RAL3
GUINÉ
Grau: Prata, com palma (Título póstumo)
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 13 - 2.ª
série, de 1970:
Por Portaria de 23 de Junho de 1970:
Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com
palma, a título póstumo, nos termos do artigo 7.º, com
referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes
Miliciano de Artilharia, José Manuel de Araújo
Gonçalves, do 6.º Pelotão, da Bateria de Artilharia de
Campanha n.º 1, pelas extraordinárias qualidades de
coragem, valentia, sangue-frio, firmeza e rara abnegação
com que comandou o seu Pelotão de Artilharia no decorrer
de uma flagelação ao seu aquartelamento, em que o
inimigo utilizou invulgar potencial de fogo.
Nas flagelações e ao primeiro tiro inimigo, prontamente
e sempre em primeiro lugar se dirigia para a posição da
boca de fogo, galvanizando, com o seu exemplo, os homens
sob o seu comando, conduzindo-os de modo que a reacção
fosse rápida e eficaz.
Na flagelação de 14 de Fevereiro de 1969, como
habitualmente, foi o primeiro a chegar à boca de fogo e
com rapidez e eficiência procurou bater prováveis pontos
de instalação inimiga. Apercebendo-se do elevado
potencial de fogo, numa atitude reveladora de absoluto
desprezo pelo perigo e própria vida, com excepcional
coragem e abnegação, reveladora da mais alta e heróica
compreensão do dever, mandou que os homens sob o seu
comando se instalassem na vala, ficando de pé junto da
boca de fogo até que os rebentamentos o fizeram tombar
para sempre.
Com semelhante procedimento, o Alferes Gonçalves
constituiu um extraordinário exemplo de heroísmo e de
raras virtudes militares e humanas, que muito honram a
Pátria e o Exército a que pertenceu.
No dia 10 de Junho de 1971, perante as Forças Armadas
Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, em
Lisboa, o Sr. Décio Gonçalves, em representação do seu
filho - Alferes Mil.º de Artilharia José Manuel de
Araújo Gonçalves - recebeu das mãos de sua Excelência o
Presidente do Conselho de Ministros de Portugal,
Professor Doutor Marcello Caetano, a condecoração que
tinha sido atribuída ao seu filho:




