– «Uma noite houve um ataque muito forte e
começaram a cair morteiros de grosso calibre.
Os homens das espingardas estavam metidos em
fossos, mas a artilharia estava a descoberto.
O furriel verificou que a situação era
insustentável e deu ordem ao pelotão [da BAC1/CTIG] para
se abrigar.
Os soldados largaram as peças e foram abrigar-se.
Mas o furriel, quando estava no abrigo, verificou
que havia uma peça que continuava a fazer fogo e ficou
surpreendido quando viu o alferes sozinho a disparar.
O furriel, por uma questão de camaradagem, saiu do
seu buraco e foi ajudar o alferes.
Ficaram os dois a manter o fogo com a
boca-de-fogo. É evidente que esta foi atingida e
morreram os dois.
Isto é um exemplo de tudo o que se pode contar em
combate. Morreram os dois em perfeita consciência do
perigo no cumprimento da sua missão.»¹
¹ (TCor
Cav Ricardo Fernando Ferreira Durão,
chefe da 3ªRep/QG-CTIG 10Jun1968-24Jul1970;
in “A Guerra de África” pp.258)
