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Falecimento

Ricardo Fernando Ferreira Durão, General na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 20 de Janeiro de 2021, o veterano:

 

Ricardo Fernando Ferreira Durão

 

General na situação de reforma

 

 

 

Angola: 12Jun1961 a 22Ago1963

Comandante do

Esquadrão de Cavalaria 122

«MENS AGITAT MOLEM»

 

Guiné: 14Abr1965 a 23Mai1967

Oficial de Informações e Operações e Adjunto do Comando do

Batalhão de Cavalaria 757

«ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA»

«JUNTOS VENCEREMOS»

 

2.º Comandante do

Batalhão de Cavalaria 705

«CAVALEIROS MARINHOS»

«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»

 

A partir de 01Mai1966, Chefe da Secção de Contra-Informação da

2.ª Repartição do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné

 

Guiné: 10Jun1968 a 24Jul1970

Chefe da 3.ª Repartição - Operações do Quartel General do

Comando Territorial Independente da Guiné

«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»

 

São Tomé e Princípe: 06Mai1971 a 27Abr1974

Comandante do Comando Territorial Independente de São Tomé e Princípe

 

São Tomé e Princípe: 10Set1974

Enviado especial do Presidente da República Provisório General Spínola

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

 

Medalha de Ouro de Serviços Distintos com palma

 

2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos

 

Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe

 

Ordem Militar de Avis, graus: Grã-Cruz, Comendador e Oficial

 

Comendador da Ordem do Mérito Militar do Brasil

 

Comendador da Ordem do Mérito Militar de Espanha

 

 

 

 

 

Ricardo Fernando Ferreira Durão, General, nascido no dia 13 de Junho de 1928 em Setúbal; filho primogénito de Margarida Maria Ferreira Durão e do major Ricardo Durão.


Em Novembro de 1938 admitido no Colégio Militar (CM) «UM POR TODOS, TODOS POR UM», sendo-lhe atribuído o nº 17/1938;


Em Novembro de 1945 ingressa na Escola do Exército (EE);


Em 1950 conclui o curso de cavalaria, sendo promovido a Alferes do quadro permanente;


No Verão de 1952, entretanto promovido a Tenente, integra a equipa portuguesa de pentatlo moderno na XV Olimpíada realizada em Helsínquia;


Em 1955 participa no campeonato europeu de pentatlo militar realizado em França;


Em 1959 promovido a Capitão e nomeado instrutor de ginástica da Escola do Exército;


Em 01Jan1960 cessa anteriores funções na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;


De 15 de Fevereiro a 9 de Abril de 1960 frequenta na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) «MENS AGITAT MOLEM» o estágio de carros de combate;


De 20 de Fevereiro a 4 de Março de 1961 frequenta no Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos (CMEFED – Mafra) «CORPUS MENTIS SERVUS» o estágio de informação para instrutores de educação física militar;


Em 3 de Junho de 1961, tendo sido mobilizado pela Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) «MENS AGITAT MOLEM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda, como comandante do Esquadrão de Cavalaria 122 (ECav122) «MENS AGITAT MOLEM»;


Em 24 de Outubro de 1962 agraciado com o oficialato da Ordem Militar de Avis;


Em 22 de Agosto de 1963 embarca no NTT 'Niassa' de regresso à Metrópole;


Em 4 de Setembro de 1963 fica colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) «MENS AGITAT MOLEM»;


Em 29 de Outubro de 1963 agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma;

 

Capitão de Cavalaria
RICARDO FERNANDO FERREIRA DURÃO
 

CCav122 [ECav122] - EPC
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º 14 — 2.ª série, de 1963:


Por Portaria de 29 de Outubro de 1963:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, o seguinte louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 8, de 3 de Dezembro de 1962, do Comando Operacional "C", ao Capitão de Cavalaria, Ricardo Fernando Ferreira Durão, porque, no desempenho das funções de Comandante da Companhia de Cavalaria n.º 122 [Esquadrão de Cavalaria 122], Escola Prática de Cavalaria, em operações na área deste Sector, de Junho a Dezembro de 1962, revelou possuir excepcionais qualidades de abnegação e de valor militar, aliadas a rara coragem física e moral.


Ricardo-Fernando-Ferreira-Dur-o-450Comandante em toda a acepção do termo, o Capitão Ricardo Durão organizou e dirigiu a sua Companhia de Cavalaria [Esquadrão de Cavalaria] de modo a torná-la uma unidade muito eficiente e particularmente disciplinada em todas as situações, permitindo a este Comando considerá-la e empregá-la como verdadeira unidade de dite, que é.


Dotado de elevado espírito militar, particularmente realçado quando manteve a sua Companhia [o seu Esquadrão] no total cumprimento da missão que lhe havia sido confiada, não obstante na fase inicial da operação a deflagração de uma mina lhe ter causado alguns mortos e feridos graves
[nota]; de grande serenidade debaixo de fogo, muito especialmente demonstrada na operação "Furriel Dantas", levada a efeito na região do lnga, o Capitão Ricardo Durão tem constituído para os seus oficiais, sargentos e praças um grande exemplo de Chefe militar.


À sua excepcional acção de comando e à agressividade imprimida à Companhia de Cavalaria n.º 122 [Esquadrão de Cavalaria 122], se devem em grande parte os êxitos militares alcançados na região do Bembe, que libertou da pressão que há muito o inimigo ali vinha exercendo.


Oficial muito sensato, leal e tecnicamente esclarecido, totalmente dedicado ao cumprimento do dever militar, prestou em campanha serviços que devem ser considerados extraordinários, relevantes e distintos, contribuindo assim para o prestígio e valorização do Exército e da Nação Portuguesa.


Ministério do Exército, 29 de Outubro de 1963.


O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem do Exército:


Por Portaria de 29 de Outubro de 1963:


Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do § 1.º do artigo 51.º, com referência ao artigo 7.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Capitão de Cavalaria, Ricardo Fernando Ferreira Durão, da Companhia de Cavalaria n.º 122 [Esquadrão de Cavalaria 122] - Escola Prática de Cavalaria, porque, como Comandante da sua Companhia [do seu Esquadrão], que organizou e dirigiu de modo a torná-la uma unidade muito eficiente e particularmente disciplinada em todas as situações, actuou em operações de Junho a Dezembro de 1962 de forma a revelar excepcionais qualidades de comando, de abnegação e de valor militar, aliadas a rara coragem física e moral, particularmente quando manteve a sua Companhia [do seu Esquadrão] no total cumprimento da missão que lhe havia sido confiada, não obstante a deflagração de uma mina lhe ter causado na fase inicial das operações alguns mortos e feridos graves.


Promoção por distinção — Transcrição da declaração inserta na Ordem do Exército n.º 20 — 2.ª serie, de 1965:


Foi por distinção, nos termos dos artigos 92.º e 93.º do Decreto-Lei n.º 36 304, alterado pelo Decreto-Lei n.º 38 916, de 18 de Setembro de 1952, a promoção a Major, por Portaria de 27 de Agosto de 1965, publicada na Ordem do Exército n.º 19, 2.ª série, do corrente ano, do Capitão de Cavalaria, Ricardo Fernando Ferreira Durão.


(Publicado no 5.º Volume, Tomo I, págs 204 e 205, da RHMCA/CECA/EME)

 

Nota da ocorrência:

Na madrugada de 5ªfeira, dia 16 de Agosto de 1962, durante deslocação do Toto para regresso ao aquartelamento na Missão do Bembe, nas imediações da sanzala Culo, em consequência da deflagração de mina anticarro sob uma das viaturas ‘Unimog’, o Esquadrão de Cavalaria 122 (ECav122) sofre 5 mortos (Albano Tavares da Rocha,
Avelino Ferreira da Silva, José Vieira da Silva, Manuel de Sousa Teixeira e Manuel Soares de Carvalho), e 7 feridos graves (um dos quais, Adriano Maria Rodrigues Oliveira, morre em 9 de Novembro de 1962 no Hospital Militar Principal (HMP - Lisboa).
 
Os feridos graves - in Revista da Cavalaria, edição de 1962, pág. 37:
 
António Ascenção Rodrigues Catrola
António da Rocha Rodrigues
Florentino José dos Santos
Duarte Arturílio Maia Coelho
Joaquim Vilas-Boas Amorim
José Fernandes Martins

 


Em 5 de Novembro de 1963 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3ª classe;


Em 14 de Abril de 1965, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Ajuda) «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa a fim de assumir em Bafatá as funções de oficial de informações e operações e adjunto de comando do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) "ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA» - «JUNTOS VENCEREMOS»;


Em 27 de Agosto de 1965 promovido a major por distinção, posteriormente transferido para Nova Lamego a fim de assumir o cargo de 2.º comandante do Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705) "CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»»;


Em 1 de Maio de 1966 colocado em Bissau como chefe da secção de contra-informações da 2.ª Repartição do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (2ªRep/QG/CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;


Em 23 de Maio de 1967 regressa à Metrópole;


Em 16 de Agosto de 1967 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma;


Por Portaria de 16 de Agosto de 1967:
Condecoração


«Condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, por ter sido considerado ao abrigo da alínea a) do artigo 17.º, com referência ao § 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Major de Cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão»


(Publicado na Ordem do Exército n.º 18, 2.ª série, de 15 de Setembro de 1967, pág. 2113)
 

Louvor:


«Louvado o major de cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão, porque, no decorrer da sua comissão de serviço na Guiné, confirmou o elevado conceito em que é tido pelos seus superiores e camaradas, através de uma variedade de situações que permitiram pôr à prova várias facetas do seu extraordinário valor como militar, do seu carácter excepcionalmente bem formado e dos seus dotes pessoais, que o tornam particularmente apto, tanto física como moralmente.


No desempenho das funções de oficial de operações e informações de um batalhão, lugar que desempenhou apenas durante oito meses, por ter sido promovido por distinção ao posto de major, houve-se por forma a merecer significativo louvor pela maneira inexcedivelmente dedicada, excepcional e brilhante como cumpriu a sua missão.


Depois, como 2.° comandante de outro batalhão e na ausência do seu comandante, em face de uma situação inquietante provocada por uma forte e ameaçadora penetração inimiga no nosso território, vinda da República da Guiné, organizou e dirigiu as forças que decidiu mandar ao encontro daquela ameaça com tanta oportunidade, eficiência, intuição e rapidez que a surtida inimiga foi rechaçada com pesadas baixas e captura de material e a segurança voltou às populações daquela região, empolgadas e confiantes pela vitória conseguida.


Posteriormente, em serviço numa repartição do Quartel-General, revelou grande capacidade de adaptação à nova forma de actividade, mostrou-se tecnicamente esclarecido em assuntos de contra-informação e soube sempre procurar e sugerir soluções valiosas para os problemas, por vezes complexos, que surgiam, conseguindo normalizar procedimentos que, uma vez adoptados, disciplinaram a actuação das tropas.
Oficial inteligente e dinâmico, dotado de sólida formação moral e militar, possuidor de um são optimismo e de forte simpatia pessoal, com grande poder de comunicabilidade e desfrutando de forte prestígio entre as tropas, foi, por estes motivos, designado pelo comando para missões de importância, das quais se desempenhou com o já seu habitual elevado mérito, entre as quais se salienta a transmissão, junto das unidades combatentes, de directivas operacionais.


Por tudo isto, e porque soube sempre expor os seus pontos de vista com inexcedível correcção, verifica-se que o major Durão continua a ser um militar de craveira excepcional e que os seus actos em proveito do comando e das forças terrestres do Comando Territorial Independente da Guiné bem merecem, com toda a justiça, ser classificados de extraordinários, relevantes e distintos.


(Publicado na Ordem do Exército n.º 18, 2.ª série, de 15 de Setembro de 1967, págs. 2121 a 2122)


De 16 de Outubro de 1967 a 6 de Abril de 1968 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o curso de promoção a oficial superior;


Em 10 de Junho de 1968 volta a Bissau, colocado no Forte da Amura como chefe da 3.ª Repartição - Operações do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (3ªRep-Operações do QG/CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;


Em 6 de Novembro de 1969 promovido a Tenente-Coronel;


Em 3 de Abril de 1970 agraciado com a 2ª Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma;
 

Condecoração:


«Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o tenente-coronel de cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, nos termos da alínea a) do artigo 17.º, com referência ao § 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946.»


(Diário do Governo n.º 85, 2.ª série, de 11 de Abril de 1970)


(Publicado na Ordem do Exército n.º 9, 2.ª série, de 1 de Maio de 1970, pág. 982)


Louvor:


Presidência do Conselho Gabinete do Ministro da Defesa Nacional


Por Portaria de 3 de Abril findo [1970]:


Louvado, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o tenente-coronal de cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão, pela forma altamente eficiente como desempenhou as funções de chefe da Divisão de Informações e chefe da Divisão de Operações Especiais do extinto Gabinete Militar e ainda como vem desempenhando as de chefe da Repartição de Operações do Quartel-General do Comando-Chefe no teatro de operações da Guiné, no decurso da sua comissão.


Oficial inteligente e de comprovada competência profissional, exuberantemente revelada através da sua brilhante carreira militar em campanha e que esteve na base da sua escolha para os cargos que foi chamado a desempenhar, dotado de alto sentido táctico, correspondeu de forma inequívoca ao que dele se esperava nas suas novas e complexas funções, desenvolvendo trabalho notável na forma como organizou a sua Repartição e como orientou, impulsionou e coordenou as suas actividades, com alto reflexo no rendimento operacional do teatro de operações. Os seus estudos e planeamentos, excepcionalmente bem concebidos, fundamentaram-se sempre, não só no conhecimento profundo que possui das possibilidades das nossas tropas, do inimigo e do terreno, como nas ilações a que o seu elevado sentido táctico e experiência de campanha conduziram, factores esses que lhe conferiram sempre natural autoridade nas múltiplas propostas apresentadas, as quais tiveram sensíveis reflexos nas decisões do comando e no êxito das operações.


Paralelamente, o seu carácter de eleição, o seu espírito aberto, jovial e transbordante de vivacidade, granjearam-lhe a amizade, o respeito e a consideração de todos que com ele privaram, gerando à sua volta um clima de natural colaboração, em que se alicerçou o espírito de equipa da sua Repartição, que está na base do seu alto rendimento.


O tenente-coronel Durão, pelas excepcionais qualidades militares e morais que nele se cruzam, das quais se relevam o seu elevado poder de concepção, raro entusiasmo pela sua profissão, invulgar capacidade de trabalho e inultrapassável espírito de missão, reúne um conjunto raro de qualidades pelas quais, a par da coragem e valentia já evidenciadas durante a sua brilhante carreira, ganhou jus a ser apontado como oficial de élite altamente qualificado para os altos postos de chefia, tendo prestado no teatro de operações da Guiné em campanha serviços muito relevantes, extraordinários e distintos, que muito honram a arma onde temperou a sua personalidade militar e as forças armadas a que pertence.


(Diário do Governo, 2.ª série, n.º 85 de 11 de Abril de 1970).
(Publicado na Ordem do Exército n.º 9, 2.ª série, de 01Mai1970, págs. 986 a 988)


Em 24 de Julho de 1970 regressa à Metrópole, colocado como comandante do corpo de alunos do Colégio Militar (CM) «UM POR TODOS, TODOS POR UM»;


Em 6 de Maio de 1971 segue para São Tomé e Príncipe, a fim de assumir funções como comandante do Comando Territorial Independente de São Tomé e Príncipe (CTISTP) «SEMPRE FIRMES E VIGILANTES»;


Em 26 de Abril de 1974 recebe mensagem-rádio do membro da Junta de Salvação Nacional (JSN) e Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) general Costa Gomes, para dar voz de prisão ao governador do arquipélago (coronel de cavalaria Cecílio Gonçalves) e seguidamente preparar-se para regressar a Lisboa, onde chega ao fim do dia de 27 de Abril de 1974 e na manhã seguinte apresenta-se no palácio da Cova da Moura ao general Costa Gomes, que o coloca como delegado da Junta de Salvação Nacional (JSN) no Ministério do Trabalho;


Em 16 de Maio de 1974 cessa aquelas funções e fica apresentado na Direcção da Arma de Cavalaria «À CARGA!» - «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS» a aguardar colocação em unidade do Ramo;


No entanto, apenas no dia 11 de Julho de 1974 foi considerado pelo Estado-Maior do Exército (EME) «NON NOBIS» como «regressado à metrópole»;


Colocações e desempenho de funções:


«Por despacho de 11 de Julho de 1974 foi dada por finda a comissão militar no Comando Territorial Independente de S. Tomé (reforço à guarnição normal) ao Tenente-Coronel de cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão.»


(Publicado na Ordem do Exército n.º 14, 2.ª série, de 01Ago1974, pág. 2657)


Mudanças de situação:


«Tenente-coronel de cavalaria, adido, Ricardo Fernando Ferreira Durão, que, por ter deixado de prestar serviço nas tropas de reforço à guarnição normal do Comando Territorial Independente de São Tomé e Príncipe, regressou à metrópole em 11 de Julho de 1974, desde quando deve ser considerado nesta situação.»


(Por Portaria de 11 de Julho de 1974, visada pelo Tribunal de Contas em 13 de Janeiro de 1975. Não são devidos emolumentos.)


(Publicado na Ordem do Exército n.º 2, 2.ª série, de 15Jan1975, pág. 211)


Em 25 de Julho de 1974 está na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) «MENS AGITAT MOLEM» como segundo-comandante; mas só no dia 3 de Agosto de 1974 viria a ser considerado pelo Estado-Maior do Exército (EME) «NON NOBIS» como se encontrando naquela situação;


Em 10 de Setembro de 1974, vai a São Tomé e Príncipe como enviado especial do Presidente da República (PR) provisório general Spínola, mas ainda naquele dia regressa no mesmo avião;


Na noite do dia 12 de Março de 1975 é alvo de reunião saneadora por parte de militares da Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) «MENS AGITAT MOLEM» e no dia seguinte segue para Lisboa com guia-de-marcha;


Em 14 de Março de 1975 considerado pelo Estado-Maior do Exército (EME) «NON NOBIS» como apresentado na Direcção da Arma de Cavalaria «À CARGA!» - «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS»;


No final de Abril de 1975, detido por ordem da 5.ª Divisão do Movimento das Forças Armadas (5ªDiv/MFA), fica um mês na prisão de Caxias sem culpa formada;


No início de Junho de 1975 nomeia seu advogado um dirigente socialista, em 1976 é ilibado de acusações e o "processo" arquivado;


Em 14 de Setembro de 1979 agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Militar do Brasil;


Em 1979, com o posto de coronel, colocado em Évora como segundo-comandante da Região Militar Sul;


Em 15 de Abril de 1980 agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Militar de Espanha;


De 1980 a 1981 brigadeiro comandante da Região Militar Sul «VIGILÂNCIA E FIDELIDADE»;


De 1981 a 1983 director do Serviço de Justiça e Disciplina do Estado-Maior do Exército (EME);


Em 1983 general director da Arma de Cavalaria «À CARGA!» - «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS»;


Em 19 de Setembro de 1984 agraciado com a Comenda da Ordem Militar de Avis;


De 1984 a 1987 comandante da Região Militar de Lisboa e governador militar de Lisboa;


Em 28 de Agosto de 1987 agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis;


Em 1987 agraciado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos, e nesse ano passa à situação de reserva;


De 1987 a 1993 exerce funções de juiz-vogal no Supremo Tribunal Militar;


Desde 1995 na situação de reforma.


Faleceu no dia 20 de Janeiro de 2021.
 

Paz à sua Alma.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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