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Falecimento

Luís Alberto Paulino Pinhão. Tenente-Coronel de Infantaria Paraquedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"


Barata da Silva
, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Agradecimento à colaboração do

1.º Sargento PQ Francisco Marchante

 

Faleceu no dia 06 de Outubro de 2026 o veterano

 

Luís Alberto Paulino Pinhão

 

Tenente-Coronel de Infantaria Paraquedista

 

 

Angola: 09Fev1973 a 26Jun1974:

 

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Angola: 27Jun a 02Ago1974:

 

Comandante da

3.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Colectiva

Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe

Medalha de Prata de Serviços Distintos

Medalha de Mérito Militar de 2.ª Classe

Medalha de Prata de Comportamento Exemplar

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas com a legenda «Angola 1973-74»

HONRA E GLÓRIA AO

TENENTE-CORONEL DE INFANTARIA PARAQUEDISTA

LUÍS ALBERTO PAULINO PINHÃO

BREVET N.º 9657

Chefe de eleição, com rara coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo.

Um exemplo intemporal de liderança, coragem e serviço a Portugal.

Que o seu legado inspire as novas gerações de militares e de líderes.

1948
Em 26 de Janeiro de 1948, nasceu na Freguesia dos Anjos, Concelho de Lisboa.

1965
Em 22 de Outubro de 1965, ingressou na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI».

1969
Em 01 de Outubro de 1969, foi promovido a Aspirante a Oficial do Quadro Permanente.

1970
Em 15 de Agosto de 1970, foi colocado na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», para frequência do tirocínio.


Em 01 de Novembro de 1970, foi promovido a Alferes de Infantaria.

1971
Em 14 de Abril de 1971, frequentou o 66.º Curso de Paraquedismo Militar no Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», que concluiu em 07 de Maio de 1971, com aproveitamento, tendo-lhe sido atribuído o brevet n.º 9657.


Em 01 de Agosto de 1971, foi promovido a Tenente de Infantaria Paraquedista.

1972
Em 20 de Janeiro de 1972, concluído o tirocínio na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», foi colocado no Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».

1973
Em 09 de Fevereiro de 1973, foi mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado no Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2.ª RA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».

Em 01 de Dezembro de 1973, foi promovido a Capitão de Infantaria Paraquedista.

1974
Em 27 de Junho de 1974, assumiu as funções de Comandante da 3.ª
Companhia de Caçadores Paraquedistas do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2.ª RA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».

Em 03 de Julho de 1974, na Zona Militar Norte, no decorrer da Operação «DIANA/CIH», sofreu ferimentos graves ao ser atingido três vezes pelo fogo inimigo, apresentando laceração do fígado, do diafragma e da base do pulmão direito, bem como lesão radicular com parestesia no membro inferior esquerdo.

Da Relação de Operações n.º 29/74/N - Operação "DIANA/CIH", consta, em relação ao Capitão de Infantaria Paraquedista Luís Alberto Paulino Pinhão, o seguinte:

"O CAP/PAQ. LUÍS ALBERTO PINHÃO, comandando um Grupo de 10 homens que foi reforçar um outro que combatia um numeroso Gr. IN, ao inteirar-se da situação organizou o ataque e, com serena energia, decisão e sangue-frio, colocando-se à frente das NT, impôs-se na frente em direção às posições ocupadas pelo inimigo, que entretanto batia com fogo intenso as nossas tropas. Durante o assalto foi atingido pelo IN e gravemente ferido, mas continuou a avançar. Mais uma vez demonstrou nesta ação ser um chefe de elite e um combatente excecional."

Em 02 de Agosto de 1974, regressou à Metrópole.

1976
Relatório de proposta para atribuição da condecoração.

Em 23 de Dezembro de 1976, por despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, foi agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe:

Capitão Paraquedista LUÍS ALBERTO PAULINO PINHÃO - Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe:

Manda o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com base em proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvar o CAP/PARAQ. LUÍS ALBERTO PAULINO PINHÃO, pelas invulgares qualidades de coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo demonstradas no decurso da Operação "DIANA CIH".
No comando de um grupo colocado no terreno em reforço de um outro que havia sido sustido na sua progressão e se encontrava isolado de uma das suas secções, foi, desde logo, flagelado por intenso fogo de numeroso grupo adversário que, a partir de uma mata próxima, tendeu a obstar fortemente à manobra do seu grupo de combate, contra o qual tentou esboçar tentativas de assalto, de tal modo a desproporção numérica lhe era favorável.

Tendo ainda contra si o fator terreno, já que fora colocado e progredia através de um morro que não lhe oferecia proteção, nem por isso hesitou em levar por diante a missão que lhe fora confiada, certo de que do seu êxito dependia a vida dos homens da secção isolada no interior da mata. Sempre debaixo de violento fogo adversário, concebeu, organizou e lançou a manobra de tomada de posição, impondo-se como chefe de eleição, quer através de ordens precisas e enérgicas, quer pelo exemplo dos seus rasgos de rara coragem e abnegação, até tombar gravemente ferido.

Caído por terra, com a vida a esvair-se-lhe pelo grave ferimento, teve ainda alento para confirmar as ordens antes dadas, de modo que o plano fosse cumprido, o que veio a suceder já sem a sua intervenção.
Oficial pundonoroso e dedicado à sua profissão, o CAP/PARAQ. PAULINO PINHÃO confirmou com o seu feito nesta operação excelentes qualidades de que já noutras dera provas, merecendo ser incluído entre os que muito honram e melhor servem as tropas Paraquedistas e a Força Aérea.

1981
Em 01 de Junho de 1981, foi promovido a Major de Infantaria Paraquedista.

1984
Em 16 de Maio de 1984, por despacho do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, foi agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas, com a legenda "Angola 1973-74".


Em 18 de Maio de 1984, foi agraciado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar, publicada na Ordem de Serviço n.º 20 do Corpo de Tropas Paraquedistas.

1985
Em 1985, foi considerado Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito - coletiva, concedida ao Corpo de Tropas Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», publicada no Diário da República n.º 62 - 2.ª Série, de 15 de Março de 1985.

1986
Em 29 de Abril de 1986, foi agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe.

1987
Em 01 de Fevereiro de 1987, foi promovido a Tenente-Coronel de Infantaria Paraquedista.

1988
Em 01 de Fevereiro de 1988, passou à situação de Reserva.

Em 22 de Fevereiro de 1988, pela Portaria do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, foi-lhe concedida a Medalha de Prata de Serviços Distintos, publicada na Ordem de Serviço n.º 9 do Estado-Maior, de 07 de Março de 1988.

 

Transcrição do louvor que originou a condecoração:


Louvado o oficial abaixo indicado pelo trabalho desenvolvido, como Chefe da Repartição de Logística do Estado Maior do Comando de Tropas Paraquedistas, durante três anos e meio.


Oficial dotado de uma capacidade de organização e de planeamentos invulgares contribuiu, de forma excepcional, para a definição e concretização de programas de interesse fundamental para o apetrecho operacional daquele Corpo.


Como Chefe de Repartição, o TCOR Pinhão, dedicou-se inteira e permanentemente aos problemas que, no campo da logística, constituam maior preocupação para aquele Comando e as suas propostas bem fundamentadas facilitaram, sempre, as decisões tomadas. A dedicação à organização não impediu, porém, a sua permanente preocupação com outras áreas sobre cujos problemas se pronunciava com um conhecimento que se considera fruto de estudo atento e de constante valorização profissional.


A sua capacidade de chefia aliada a excelentes qualidades pessoais e humanas contribuíram para a formação de uma equipa bem organizada, de uma eficiência invulgar e na qual as relações hierárquicas e de trabalho se podem considerar modelares.


Pelo trabalho desenvolvido, pelo sacrifício e dedicação votados às Tropas Paraquedistas e pelas qualidades profissionais demonstradas ao longo da sua carreira é digno de público louvor e de que os serviços prestados sejam considerados relevantes e distintos, o:


TCOR/PARAQ 012996 - J Luís Alberto Paulino Pinhão

2026
Faleceu no dia 06 de Outubro de 2026.

Paz à sua Alma.

 

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