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Condecorações

Joaquim Pedro Rasgado, Sargento -Mor Pára-Quedista na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

e

Fotos do Arquivo do SMor Serrano Rosa

 

 

Joaquim Pedro Rasgado

 

Sargento-Mor Pára-Quedista na situação de reforma

 

 

 

Angola: Jan1965 a Fev1966:

 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Guiné: Dez1966 a Mai1968:

 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»

 

Angola: Jan1970 a Jan1972:

 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Angola: Mai1972 a Abr1974:

 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

Prémio Governador da Guiné

 

Prémio 'Heróis de Portugal'

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1965 – 66”

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1966 – 68”

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1970 – 72”

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1972 – 74”


 

Joaquim Pedro Rasgado, Sargento-Mor Pára-Quedista na situação de reforma, nascido no dia 28 de Julho de 1943, na freguesia de Amieira, concelho de Portel, distrito de Évora;


Em 03 de Junho de 1963, incorporado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em Novembro de 1963, concluiu o 23.º Curso de Paraquedismo Militar e obteve o brevet n.º 2077;

 


Em Janeiro de 1965, como 1.º Cabo Pára-Quedista, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em Fevereiro de 1966, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para frequentar o Curso de Furriel Pára-Quedista;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1965 - 66”;


Em 18 de Junho de 1966, promovido a Furriel Pára-Quedista;


Em Dezembro de 1966, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 (CCP121) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Por Portaria de 26 de Janeiro de 1968, louvado a agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe:


Furriel Pára-Quedista
JOAQUIM PEDRO RASGADO


Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe


Pela Portaria de 26 de Janeiro de 1968


Louvado, sob proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, Furriel Pára-Quedista Joaquim Pedro Rasgado, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º12, pela maneira exemplar como tem desempenhado há mais de um ano as funções de comandante de secção da Companhia n.º 121 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 12.
Muito educado, disciplinado e cumpridor, o Furriel Rasgado é um exemplo permanente para os seus homens, tanto em operações, como no quartel.


Muito aprumado e leal, este graduado revelou-se um trabalhador incansável e um excepcional condutor de homens em combate.


Conhecidas desde as primeiras operações a sua coragem e agressividade, revelaram-se em pleno no decorrer da operação “Phoenix I”, pois, lançando-se à frente dos seus homens em perseguição de quatro inimigos que atacavam as nossas tropas, abateu-os, capturando as respectivas armas.


Durante a operação “Phoenix V”, quando as nossas tropas foram violentamente emboscadas, o Furriel Rasgado, sem um segundo de hesitação, lançou-se sobre o inimigo, que ocupava o flanco da zona de morte, arrastando consigo os seus homens, progredindo debaixo de fogo por forma tão pronta e agressiva que o inimigo debandou, não sem que se deixa no local dois mortos e vários feridos, além de diverso material de guerra.


Estes êxitos em operações, em que a sua bravura e sangue-frio foram decisivos, mais não fizeram do que confirmar as suas qualidades de combatente de elite e de homem de carácter, profissional brioso e entusiasta.


O Furriel Rasgado deve ser apontado como exemplo de graduado Pára-Quedista, sendo credor do respeito e estima de todos os seus superiores e camaradas.


Em 1968, distinguido com o Prémio Governador da Guiné, por feitos em combate naquela província ultramarina;


Em 10 de Abril de 1968, agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR», pelo Decreto n.º 48328, da Presidência do Concelho e Secretaria de Estado da Aeronáutica, publicado no Diário de Governo n.º 86/1968 – Série I, de 10 de Abril de 1968;


Em Maio de 1968, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1966 - 68”;


Em 19 de Junho de 1968, promovido a 2.º Sargento Pára-Quedista;

 

 

 

 

 

Em Janeiro de 1970, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em Janeiro de 1972, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em Janeiro de 1972, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em 18 de Junho de 1972, promovido a 1.º Sargento Pára-Quedista;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1970 - 72”;


Louvado por feitos em combate na Província Ultramarina de Angola, por despacho do General Comandante-Chefe de 24 de Julho de 1972;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, publicado no Diário do Governo n.º 237, de 11 de Outubro de 1972:


Segundo Sargento Pára-quedista
JOAQUIM PEDRO RASGADO


Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe


Diário de Governo n.º 237, de 11 de Outubro de 1972


Por despacho de 24 de Julho de 1972, o General Comandante-Chefe, louva:


O 2.º Sargento Pára-Quedista - JOAQUIM PEDRO RASGADO, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21), pelas extraordinárias qualidades de coragem, rara audácia e assinalável espírito de missão, inequivocamente demonstradas ao longo da comissão de serviço em Angola.


De salientar a sua actuação no decurso da operação “ZURZIR I/H”, em que tendo sido localizado um grupo de guerrilheiros que com o fogo de metralhadora alvejava o helicóptero em que seguia, não vacilou em saltar, com invulgar decisão, acompanhando o seu chefe, não obstante o inimigo se revelar notoriamente superior ao reduzido efectivo de que se compunha a sua equipa.


Com notável sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, numa entrega total deu precioso apoio à intervenção do chefe de equipa, protegendo-o pelo fogo e abatendo os guerrilheiros que o ameaçavam, tendo o grupo inimigo ficado completamente aniquilado depois de mais hora e meia de aguerrido combate, durante o qual a sua vida correu risco iminente e continuado.


Ao valor, espírito de sacrifício e agressividade do 2.º Sargento RASGADO, se ficou a dever parte do êxito desta e outras acções, sendo por isso de toda a justiça apontá-lo como um exemplo que muito honra e prestigia a Força Aérea, que abnegadamente serve.


Em Maio de 1972, novamente mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 1973, agraciado com o Prémio “Heróis de Portugal”;


Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA» - publicado no Diário de Governo n.º 43 – 2.ª série, Em 20 de Fevereiro de 1973;


Em 1973, instrutor de Tropas Especiais, juntamente com o Capitão Lousada [José Manuel Garcia Ramos Lousada, Major-General na situação de reforma] e Sargento Rocha Cruz.


Em 01 de Setembro de 1973, concluiu o Curso de Pisteiro de Combate, o qual teve lugar no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 1974, distinguido com o Prémio Governador-Geral de Angola, por feitos em combate naquela província Ultramarina;


Em Abril de 1974, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1972 - 74”;


Em 31 de Agosto de 1974, o comandante da 2.ª Região Aérea, Brigadeiro Piloto Aviador António da Silva Cardoso, propõe que o 1.º Sargento Pára-Quedista Joaquim Pedro Rasgado, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», seja promovido a Alferes, por distinção, e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe (segue transcrição da proposta):
 

FORÇA AÉREA
COMANDO DA 2.ª REGIÃO AÉREA
1.ª REPARTIÇÃO


Assunto:
PROPOSTA DE PROMOÇÃO POR DISTINÇÃO


Proponho que seja promovido ao posto de Alferes, por distinção, o PSAR PARAQ, JOAQUIM PEDR0 RASGADO do BCP21, porque:


Desde a sua promoção a Furriel, em 18 de Junho de 1966, vem demonstrando invulgares qualidades de entusiasmo, dedicação e assinalável vontade de bem servir, quer pelo empenho crescente na sua valorização quer pela generosidade total com que se entrega a quaisquer tarefas, das mais simples às que pressupõem conhecimentos específicos, e em todas se houve com igual mérito, impondo-se como elemento valioso cujos serviços foram, por diversas vezes, objecto de merecidos louvores.


Mas foi, sobretudo no exercício da actividade operacional, que o seu valor de graduado se impôs, sem reservas, quer através de rasgos pessoais de rara coragem e abnegação que, frequentemente, puseram em perigo a sua sobrevivência, quer através da sua enorme intuição e latos conhecimentos da contra-guerrilha.


Como resultado da sua fecunda actividade operacional foi, igualmente e por diversas vezes, objecto de públicos louvores e subidos galardões, tendo sido, recentemente, proposto para novo galardão (Medalha de Cruz de Guerra de 1.ª Classe).


Chamado, várias vezes, a desempenhar funções de Comandante de pelotão, demonstrou possuir os requisitos inerentes, oferecendo sempre e em quaisquer circunstâncias, garantia segura de que a missão, por mais difícil, seria cumprida.


Quartel em Luanda, 31 de Agosto de 1974
 

O COMANDANTE DA 2.ª REGIÃO AÉREA
António da Silva Cardoso
Brigadeiro PIL. AV.

 


Por razões desconhecidas, tal proposta não foi aceite, no entanto, pela Portaria de 27 de Março de 1975,
foi agraciado somente com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe;


Aquela condecoração está mencionada na Ordem à Aeronáutica n.º 11 – 3.ª série, de 20 de Abril de 1975, face ao despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, datado de 10 de Fevereiro de 1975;


Foi citado no relatório de operações, referente à operação “CASTIGO/DIH”, de 1974:


É de salientar a acção do 1.º SARGENTO/PARAQUEDISTA JOAQUIM PEDRO RASGADO, pela maneira brilhante como conduziu os seus homens na aproximação e assalto ao Quartel ALDEIA. Integrando-se nas instruções recebidas levou a sua equipa de modo impecável, até às primeiras cubatas do objectivo e, aí, aguardando sinal combinado, lançou-se ao assalto à frente dos seus homens sobre o inimigo que o batia com fogo das suas armas, num exemplo de rara coragem, abnegação e serena energia debaixo de fogo, contribuindo com a sua acção para o bater e desalojar, causando-lhe várias baixas e a captura de material.


Em Novembro de 1975, sai das fileiras da Tropas Pára-quedistas;


Em 2003, foi-lhe reconstituída a sua carreira militar, pelo despacho conjunto 515/2023, dos Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional, de 21 de Abril de 2003, publicado no Diário da República n.º 104/2003, Série II, de 06 de Maio de 2003;


Transcrição do despacho conjunto 515/2023:


Nos termos do disposto na Lei 43/99, de 11 de Junho, regulamentada pelo Decreto-Lei 197/2000, de 24 de Agosto, com as alterações introduzidas pela Lei 29/2000, de 29 de Novembro, precedendo reconhecimento pela competente comissão de apreciação do direito à reconstituição da carreira, é promovido ao posto de sargento-mor o primeiro-sargento INF, na situação de reforma, 23113211, Joaquim Pedro Rasgado.


Com a aplicação dos citados diplomas compete-lhe a seguinte antiguidade:


Sargento-ajudante, com a antiguidade de 1 de Abril de 1979;


Sargento-chefe, com a antiguidade de 29 de Setembro de 1985;


Sargento-mor, com a antiguidade de 16 de Maio de 1989.


Fica colocado à direita do sargento-mor PARA 011387-F, Carlos Alberto Machado.


Considerando a antiguidade no posto de sargento-mor, 16 de Maio de 1989, e a data a partir da qual produz efeitos administrativos, 1 de Setembro de 2000, tem direito à remuneração pelo posto de sargento-mor, no 2.º escalão, índice 335, nos termos do n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei 328/99, de 18 de Agosto.


Tem direito à atribuição da gratificação de pára-quedista na totalidade (72 semestres), no cálculo da sua pensão.


Os efeitos financeiros da presente correcção produzem-se em conformidade com o estabelecido no artigo 4.º do Decreto-Lei 197/2000, de 24 de Agosto.


21 de Abril de 2003. - A Ministra de Estado e das Finanças, Maria Manuela Dias Ferreira Leite. - O Ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Sacadura Cabral Portas.

 

 

 


 

 

 

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