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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Idanha-a-Nova

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que seguem:

 

Listagem dos mortos naturais de Idanha-a-Nova

 

Penha Garcia

Elementos cedidos pelo

PQ Pedro Castanheira

 

Lourenço Pires André

 

1.º Cabo Paraquedista, n.º 86/65 RD


1.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas
«VINCERE EST VELLE»


Batalhão de Caçadores Paraquedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»


3.ª Região Aérea
«LEALDADE E CONFIANÇA»


Moçambique: 21Mar1963 a 06Ago1965 (data do falecimento)

 

Lourenço Pires André, 1.º Cabo Paraquedista, n.º 86/65 RD, nascido no dia 12 de Julho de 1941, na freguesia de Penha Garcia, conclho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco;


Em 13 de Abril de 1960, incorporado como voluntário no Batalhão de Caçadores Paraquedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


No período de 03 de Janeiro a 28 de Março de 1961, frequentou a 2.ª Escola de Recrutas;


Em 10 de Abril de 1961, frequentou o 12.º Curso de Paraquedismo Militar, o qual veio a concluir com aproveitamento no dia 29 de Abril de 1961, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 872;


Em 13 de Outubro de 1961, concluiu o Curso de Combate;


Em 21 de Março de 1963, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas (1ªCCP) «VINCERE EST VELLE» do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Faleceu no dia 06 de Agosto de 1965, na região de Nanhangaia – Mueda, em consequência de ferimentos em combate, no decorrer da Operação “ÁGUIA”;


Tinha 24 anos de idade.


Paz à sua Alma

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Do livro do

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 31,

página 116:


Neste primeiro período operacional ocorreram as primeiras mortes em combate das Tropas Paraquedistas de Moçambique: 1º Cabo PQ/RD Lourenço Pires André, e Soldado PQ José Ribeiro Ferreira, ambos no dia 6 de Agosto de 1965. O Primeiro Cabo RD André, morto por um tiro de canhangulo disparado quase à queima-roupa e que o atingiu na cabeça, durante uma emboscada repelida pelas nossas Tropas.
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In revista “MAIS ALTO”, n.º 217, de Maio de 1982,

 da autoria do Capitão Capelão Paraquedista Pinho Nunes:


Mortes no Planalto!


Foi neste período operacional, que ocorreram as duas primeiras mortes em combate do Batalhão, no dia 6 de Agosto de 1965, o 1.º Cabo Lourenço Pires André e o Soldado José Ribeiro Ferreira, na região de Nanhangaia (Mueda).


"Dum lado machamba, do outro mata, daqui soaram dois tiros, Pum Pum! Ouvi-os bem, ia ali. Joelho no chão, olhos para a mata, não vi nada, não fiz nada!


Bem-disse cá comigo! - não houve azar! mas vejo lá à frente, junto ao Cipaio, uma prisioneira a chorar. "Está ferida" pensei, vou lá ver, a dois/três metros entre os milheiros raros da machamba, estava o André estendido, com a arma na mão! Vi logo que tinha sido atingido na cabeça. O Barata ligou-a, helicópteros em Moçambique ainda não havia...


Fez-se uma maca com paus e manta. Dei-lhe a extrema unção, com as mãos ensanguentadas. Falei-lhe em Deus! Morreu! Nunca vi morrer ninguém... 6 de Agosto é um dia especial para mim, 4 anos antes tinha sido ordenado padre, nunca sonhei que por desígnios de Deus estaria ali, nos Pára-quedistas e no planalto de Mueda a assistir um Soldado que morria, longe da família, longe de tudo, "mas perto de Deus" pensei eu, pois estava ali a representá-lo.


A picada era estreita, o capim dos lados, emperrava a marcha.


Chegamos às viaturas, pusemo-nos a caminho do estacionamento, o Posto 34, daí a pouco tiros, chegámos à frente, vi um Soldado a chorar. "Então”? perguntei. Foi o "Xeximeca"... uma granada...dias antes este Soldado tinha levado um tiro na pega da Armalite e muito nos rimos ao vê-lo pôr adesivo nos "ferimentos", e garantimos-lhe: "Eh pá, nunca mais morres!"


Com a alma despedaçada colocámo-lo no Unimog ao lado do André. Chegámos ao estacionamento, o pessoal que lá estava largou tudo e veio ver. Poucas palavras de uns e de outros.


Pesadamente, cada um foi para o seu lado, de cabeça baixa, disfarçando, a custo, algumas lágrimas de dor e raiva.


Eram os nossos primeiros mortos em Moçambique.
"

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O seu nome encontra-se gravado no Memorial inaugurado no dia 25 de Abril de 2016, em Penha Garcia:

 

 



 

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