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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Murça

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Murça

 

 

Freguesia de Jou

 
António Joaquim Fernandes Lopes

Soldado Auxiliar de Cozinheiro, n.º 04175174


1.ª Companhia do

 

Batalhão de Cavalaria 8325/74

 

Angola: Ago1974 a 04Set1975 (data do falecimento)

 

Homenagem e Memória ao

Soldado António Joaquim Fernandes Lopes (1953–1975)

O último soldado a tombar em combate em Angola.

1. Identificação Pessoal e Origens

António Joaquim Fernandes Lopes nasceu a 27 de Agosto de 1953, na freguesia de Jou, concelho de Murça, distrito de Vila Real. Filho de António José e Berta Teixeira Fernandes, era solteiro à data do seu falecimento.

Com o número mecanográfico 04175174, cumpria o seu serviço militar como Soldado Auxiliar de Cozinheiro.

Foi mobilizado pelo Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC 3 – Estremoz) para integrar a 1.ª Companhia do Batalhão de Cavalaria N.º 8325/74 (1.ª CCav/BCav 8325/74), destinado ao Teatro de Operações da Região Militar de Angola.

2. Mobilização e Atividade Operacional do BCav 8325/74 e da 1.ª Companhia de Cavalaria

As subunidades do Batalhão de Cavalaria N.º 8325/74 embarcaram para o Ultramar nos dias 23, 24, 27 e 30 de Agosto de 1974, a partir do Aeródromo de Manobra n.º 1 (AM1 – Figo Maduro, Lisboa), em voos do Transporte Aéreo Militar (TAM).

A chegada à Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda, Angola) concretizou-se nos dias 24, 25, 28 e 31 de Agosto de 1974.

O batalhão teve como comandantes o Tenente-Coronel de Cavalaria Nelson Guedes Valente e, posteriormente, o Tenente-Coronel de Cavalaria Fernando Jorge Barbosa dos Santos Leite.

A 1.ª Companhia de Cavalaria esteve sob o comando do Capitão Miliciano de Infanteria José Cachapuz de Gouveia Rocha e, mais tarde, do Capitão de Infanteria Fortunato de Freitas.

A partir de 30 de Agosto de 1974, o BCav 8325/74 assumiu a responsabilidade do subsector do Cuito Cuanavale (Sector Sueste da Zona Militar de Luanda - ZML), assumindo a ZA a 1 de setembro de 1974.

A 1.ª CCav ficou sediada no Cuito Cuanavale em conjunto com o Comando e a CCS.

A 24 de Setembro de 1974, o Batalhão assumiu a responsabilidade de todo o Sector Sueste, estabelecendo a sede em Serpa Pinto.

A 11 de Março de 1975, no âmbito das reestruturações do período de transição para a independência, o Batalhão foi deslocado para o subsector de Nova Lisboa (atual Huambo), ficando integrado no Comando Territorial local, juntamente com o Comando, CCS, 1.ª CCav e 3.ª CCav.

A partir de 1 de Abril de 1975, o BCav assumiu também a responsabilidade administrativa das forças da Guarnição Normal desse subsector (após a desativação do RI 21), desempenhando essencialmente missões de manutenção da ordem pública, proteção de populações e segurança de instalações militares e civis.

3. O Evento Fatal e o Sacrifício Final

No dia 4 de Setembro de 1975, escassos dias após ter completado 22 anos de idade, o Soldado António Joaquim Fernandes Lopes encontrava-se em serviço de proteção na área de Nova Lisboa. Registe-se que, naquele período de transição para a independência angolana, as hostilidades e confrontos entre as várias forças de libertação estavam a agudizar-se no terreno.

Enquanto seguia integrado numa coluna militar de proteção a um grupo armado do MPLA na picada/estrada de acesso ao Aeroporto de Nova Lisboa, a sua unidade sofreu uma emboscada desencadeada por forças da UNITA.

Durante o violento combate que se seguiu, no qual outros camaradas ficaram feridos (como os militares Bonifácio Rodrigues Ramos e Jacinto da Silva Lopes Barata), o Soldado António Joaquim Fernandes Lopes sofreu ferimentos graves que lhe ditaram a morte.

Com este trágico acontecimento, o Soldado António Joaquim Fernandes Lopes ficou assinalado na história militar portuguesa como o último soldado a tombar em combate ao serviço de Portugal na Guerra do Ultramar em Angola.

4. Inumação, Homenagem e Preservação da Memória

Após a sua morte, o seu corpo foi trasladado para a Metrópole, vindo a ser sepultado a 10 de Dezembro de 1975 no Cemitério Municipal de Oeiras (jazigo 498).

O Batalhão de Cavalaria 8325/74 viria a entregar a responsabilidade total da área nos finais de Setembro de 1975, deslocando-se para Luanda e embarcando de regresso a Portugal no início de outubro de 1975 (embarques entre 1 e 4 de outubro).

O Soldado António Joaquim Fernandes Lopes é lembrado com profunda honra, perpetuando-se a sua memória. O seu legado permanece vivo junto da família e antigos camaradas de armas, como um testemunho inabalável de devoção à Pátria, camaradagem e supremo sacrifício no Ultramar..

Paz à sua Alma

 

 

 

 

 

 

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