"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro


Victor Amendoeira da Fonseca
Aranha
Soldado Condutor Auto, n.º
421/61
Companhia
de Comando e Serviços
Batalhão
de Caçadores 141
«HONRA E
GLÓRIA»
Angola: 25Jun1961 a
30Set1963
Medalha de
Cobre de Valor Militar com palma
Prémio
Governador-Geral de Angola
Victor Amendoeira da Fonseca Aranha,
Soldado Condutor Auto, n.º 421/61;
Mobilizado pelo Regimento
de Infantaria 7 (RI7 - Leiria) «HONRA E
GLÓRIA» - «SINE SANGUINE VICTORIA NON EST»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
Agraciado com a Medalha de
Cobre de Valor Militar com
palma, pela
Portaria de 2 de Novembro de 1962, publicado
na Ordem do Exército n.º 34 - 3.ª série, de
1962, e no Jornal do Exército n.º 64,
páginas 8 e 9, de Abril de 1965;
Distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Angola, publicado nos
Jornais do Exército n.ºs 37 e 38,
respectivamente, nas páginas 12, de Janeiro
de 1963, e 32, de Fevereiro de 1963;
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Medalha de
Cobre de Valor Militar com palma
Soldado,
condutor auto, n.º 421/61
VICTOR AMENDOEIRA DA FONSECA ARANHA
BCac 141 — RI 7
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma
Transcrição da Portaria
publicada na OE n.º 34 - 3.ª série de 1962:
Por Portaria de 2 de Novembro de 1962:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a
Medalha de Cobre de Valor Militar, com
palma, nos termos do artigo 7.º com
referência ao parágrafo 1.º do artigo 51.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946:
O Soldado n.º 421/61, Victor Amendoeira da
Fonseca Aranha, do Batalhão de Caçadores n.º
141, por no dia 31 de Janeiro de 1962,
quando se deslocava em viatura auto com mais
quatro camaradas na estrada Lucunga —
Madimba e tendo a viatura sido atacada por
um grupo de terroristas, que atingiram
gravemente dois dos ocupantes da mesma,
embora ferido, ter dominado o embaraço
momentaneamente causado, ripostando
prontamente ao fogo inimigo e criando
condições que lhe permitiram, com risco da
própria vida, retirar para os bancos da
retaguarda da viatura os dois feridos,
retomar o seu lugar ao volante e atingir
rapidamente o acantonamento. Com o seu acto
de heroísmo, abnegação e coragem, conseguiu
salvar da morte quase certa os restantes
ocupantes da viatura e evitar que o inimigo
dela se apoderasse e do armamento do
pessoal.
Ministério do Exército, 2 de Novembro de
1962.
O Ministro do Exército, Mário Silva.


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Prémio
Governador-Geral de Angola
Numa louvável iniciativa,
os Transportes Aéreos Portugueses
instituíram o prémio «Governador-Geral,
segundo o qual é facultado o transporte
gratuito desde Luanda até Lisboa dos
elementos que praticarem actos de heroísmo
ou de abnegação excepcionalmente relevantes
naquela Província Ultramarina.
Em seguimento dessa iniciativa, o Conselho
de Administração da Companhia de Caminhos de
Ferro Portugueses deliberou promover o
oferecimento da deslocação gratuita desses
beneficiários entre Lisboa e a estação das
localidades a que se destinam.
Louvados por actos de coragem em combate, o
1.º cabo
Aurélio de Freitas e o soldado
Vítor da Fonseca Aranha foram os primeiros
bravos militares a usufruir dessa regalia.
Simples, como são os verdadeiros heróis,
quando ao desembarcarem na capital foram
interrogados sobre as suas actividades e
motivos que originaram o prémio que lhes
fora atribuído, responderam modestamente:
«CUMPRIMOS
APENAS O NOSSO DEVER. UM SOLDADO DE PORTUGAL
NÃO DEVE RECUAR ENQUANTO TIVER FORÇAS PARA
LUTAR».

