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Condecorações

Aurélio de Freitas, 1.º Cabo de Infantaria - Cruz de Guerra, de 3.ª classe, da CCE267/BCE261

 

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

Aur-lio-de-Freitas-350CG-3-Classe-cz-350Aurélio de Freitas

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 1/61

 

Companhia de Caçadores Especiais 267

 

Batalhão de Caçadores Especiais 261

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Angola:21Ago1961 a 21 Nov1963

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

Aurélio de Freitas, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 1/61;

 

BC10-280Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

 

No dia 12 de Agosto de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Vera Cruz', integrado na Companhia de Caçadores Especiais 267 (CCE267) do Batalhão de Caçadores Especiais 261 (BCE261) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 21 de Agosto de 1961;

 

A sua subunidade de infantaria, comandada, sucessivamente, pelo Capitão de Infantaria José Manuel Gonçalves e Capitão Mil.º de Infantaria Hilário Gonçalves Junqueira foi colocada Mabubas, depois, sucessivamente em Carmona (em Novembro de 1961), Soma (em Janeiro de 1962), Quissacala (em Março de 1963), Quicabo (em Junho de 1962), Roça de Santarém (em Novembro de 1962), Mucussuege (em Janeiro de 1963), Cafunco (em março de 1963) e Cazombo (em Junho de 1963) onde se manteve até final da comissão de serviço);

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 26 de Setembro de 1962, do Quartel-General da Região Militar de CG-3-Classe-cz-35000-Angola-280Angola;

 

Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Angola, publicado nos Jornais do Exército n.º 38, página32, de Fevereiro de 1963;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 30 de Abril de 1963, publicada na Ordem do Exército n.º 16 — 3.ª série, de 1963;

 

No dia 21 de Novembro de 1963, embarcou no porto de Lobito no NTT 'Vera Cruz' de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 1 de Dezembro de 1963.

 

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

CG-3-Classe-7001.° Cabo de Infantaria, n.º 1/61
AURÉLIO DE FREITAS
 

CCE267/BCE261 - BC 10
ANGOLA
 

3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 16 — 3.ª série, de 1963.


Por Portaria de 30 de Abril de 1963:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O 1.º Cabo n.º 1/61, da Companhia de Caçadores Especiais 267, do Batalhão de Caçadores Especiais 261 - Batalhão de Caçadores 10, Aurélio de Freitas.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

 

(Publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 26 de Setembro de 1962, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvo o 1-º Cabo n.º 1/61, Aurélio de Freitas, da CCac 267, porque progredindo integrado num Pelotão, na frente da Secção da testa que comandava e tendo a mesma caído numa emboscada na região do Quilé, em 20 de Abril de 1962, soube reagir valentemente ao fogo inimigo.

 

Muito embora estivesse a ser batido pelo fogo de duas pistolas-metralhadoras, não recuou para o melhor abrigo, antes pelo contrário, procurou com a maior coragem e sangue frio atingir o inimigo com a sua arma, até ao ponto de ser gravemente ferido, tendo o seu pelotão repelido os atacantes.


Incitou ainda os seus camaradas à perseguição dos mesmos sem se preocupar com a gravidade do seu estado, o que denota, além daquelas qualidades, uma serena energia debaixo de fogo, um elevado moral e uma perfeita noção dos seus deveres militares

 

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Prémio Governador-Geral de Angola

 

Numa louvável iniciativa, os Transportes Aéreos Portugueses instituíram o prémio «Governador-Geral, segundo o qual é facultado o transporte gratuito desde Luanda até Lisboa dos elementos que praticarem actos de heroísmo ou de abnegação excepcionalmente relevantes naquela Província Ultramarina.


Em seguimento dessa iniciativa, o Conselho de Administração da Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses deliberou promover o oferecimento da deslocação gratuita desses beneficiários entre Lisboa e a estação das localidades a que se destinam.


Louvados por actos de coragem em combate, o 1.º cabo Aurélio de Freitas e o soldado Vítor da Fonseca Aranha foram os primeiros bravos militares a usufruir dessa regalia. Simples, como são os verdadeiros heróis, quando ao desembarcarem na capital foram interrogados sobre as suas actividades e motivos que originaram o prémio que lhes fora atribuído, responderam modestamente:

 

«CUMPRIMOS APENAS O NOSSO DEVER. UM SOLDADO DE PORTUGAL NÃO DEVE RECUAR ENQUANTO TIVER FORÇAS PARA LUTAR».

 

 

 

 

 Aur-lio-de-Freitas-1950

 

 

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