Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Ílhavo
Ílhavo
Manuel
Nunes Marieiro
1.º Cabo Apontador de Metralhadora
(N.º 06953365)
Companhia de
Artilharia 1513
Batalhão de Artilharia 1881
«OMNIA OMNIBUS»
Moçambique: 21Fev a
26Ago1966 (data do falecimento)
Homenagem e em Memória
do 1.º Cabo Apontador Metralhadora Manuel Nunes Marieiro
(N.º 06953365)
Companhia de Artilharia N.º 1513 /
Batalhão de Artilharia N.º 1881
Regimento de Artilharia Ligeira N.º 1
(RAL 1 – Lisboa)
Erigimos esta solene e sentida
homenagem em memória do nosso camarada de armas, 1.º
Cabo Apontador Metralhadora Manuel Nunes Marieiro, em
nome de todos os seus irmãos de armas da Companhia de
Artilharia N.º 1513 (CArt 1513), do Batalhão de
Artilharia N.º 1881 (BArt 1881) — sob a divisa «OMNIA
OMNIBUS» — e de todos os veteranos que combateram nas
três frentes do Ultramar — Angola,
Guiné
e Moçambique.
Natural da freguesia de Rio Pereira,
no concelho de Ílhavo, filho de Joaquim Oliveira
Marieiro e de Júlia Nunes Oliveira,
e
casado com Maria do Rosário Santos Resende, o jovem
Manuel Nunes Marieiro respondeu ao apelo do serviço
militar e realizou a sua formação na Unidade
Mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira N.º 1
(RAL 1), em Lisboa. Integrado na CArt 1513 — sob o firme
e digno comando do Capitão de
Artilharia
António Bernardo Pinto — e no BArt 1881, comandado pelo
Tenente-Coronel de Artilharia Manuel Rosado Carmelo
Rosa, preparou-se para cumprir o seu dever na Província
Ultramarina de Moçambique.
No dia 26 de janeiro de 1966, na Gare
Marítima do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo
do Navio Transporte de Tropas (NTT) ‘Quanza’. Durante
quase um mês de navegação e incerteza, partilhou com os
seus companheiros a vivência, a ansiedade e os laços
indissolúveis de camaradagem que só a vida militar
constrói. O desembarque em terras moçambicanas ocorreu
no dia 21 de fevereiro de 1966, no porto de Porto Amélia
(atual Pemba).
A
CArt 1513 foi imediatamente projetada para o exigente
teatro de operações no norte de Moçambique, no distrito
de Cabo Delgado. A unidade seguiu para a região do
Chai,
onde rendeu a CArt 560, ficando sob a alçada operacional
do Batalhão de Caçadores de Porto Amélia. Ali, o 1.º
Cabo Manuel Nunes Marieiro e os seus irmãos de armas
executaram intensos patrulhamentos e operações de
nomadização nos complexos itinerários Chai-Macomia e
Chai-Quiterajo, bem como nas zonas do lago Chai, Malani,
Singuidita, Tuco e na margem sul do rio Messalo.
No cumprimento incansável destas
difíceis missões e no desempenho honroso das suas
funções, o 1.º Cabo Manuel Nunes Marieiro enfrentou com
bravura as agruras do terreno e a constante ameaça do
combate. Foi no dia 26 de agosto de 1966, no setor do
Chai - Mueda, que a sua jovem vida foi tragicamente
ceifada, falecendo em consequência de graves ferimentos
sofridos em combate.
Cingindo-nos rigorosamente à sua
trajetória até ao fatídico dia do seu sacrifício
supremo, curvamo-nos com profundo respeito e saudade
perante a sua memória. Repousando no Cemitério de Mueda
(Talhão Militar N.º 3, fileira N.º 1, Sepultura N.º 12)
- Moçambique, o seu exemplo de lealdade, coragem e
entrega à Pátria jamais será esquecido por nenhum dos
seus camaradas do BArt 1881, da CArt 1513 ou pelos
veteranos das três frentes de combate.
Honra e Glória à Sua Memória!
