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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Águeda

 

Para visualização do conteúdo clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Águeda

 

 

Recardães

 

António Vieira Monteiro Ribeiro

 

Soldado Apontador de Metralhadora, n.º 01003566

 

Companhia de Caçadores 1681

 

Batalhão de Caçadores 1911

«CORAGEM E HUMANIDADE»

 

Guiné: 02Mai a 14Out1967 (data do falecimento)

 

MEMÓRIA E HOMENAGEM AO SOLDADO

ANTÓNIO VIEIRA MONTEIRO RIBEIRO
Soldado Apontador de Metralhadora N.º 01003566
Falecido em combate em 14 de Outubro de 1967

1. IDENTIFICAÇÃO

António Vieira Monteiro Ribeiro, Soldado Apontador de Metralhadora, com o número mecanográfico 01003566.

Era Apontador de Metralhadora, função de primeira linha, de extrema responsabilidade e de grande exposição ao fogo inimigo. Era o homem que, com a sua arma colectiva, garantia a protecção imediata do seu grupo de combate.

O seu estado civil era solteiro. Era filho de Manuel Ribeiro e de Maria Emília Vieira de Jesus.

Faleceu em 14 de Outubro de 1967, no Hospital Militar 241, em Bissau, em consequência de ferimentos sofridos em combate em Capó, no itinerário Cacheu – Bachile. A causa de morte registada é “Ferimentos em combate”.

Encontra-se sepultado no Cemitério de Recardães, concelho de Águeda.

2. NATURALIDADE

Natural do lugar da Randam, na freguesia de Recardães, concelho de Águeda, distrito de Aveiro.

Homem da terra, de origem humilde e trabalhadora, foi chamado a cumprir o dever militar longe da sua terra natal, levando consigo os valores da sua família e da sua freguesia.

3. MOBILIZAÇÃO

Foi mobilizado pelo Regimento de Infantaria N.º 15 (RI15 – Tomar), que ostenta o brado «NON NOBIS» e o lema «FIRMES E CONSTANTES».

Foi integrado no Batalhão de Caçadores N.º 1911, cuja divisa é «CORAGEM E HUMANIDADE».

O Batalhão era comandado pelo Tenente-Coronel de Infantaria Álvaro Romão Duarte, e a sua Companhia, a Companhia de Caçadores N.º 1681, era comandada pelo Capitão de Infantaria Manuel Francisco da Silva.

4. PARTIDA PARA A GUINÉ

Em 26 de Abril de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no Navio de Transporte de Tropas ‘Uíge’, integrado num grupo de combate da Companhia de Caçadores 1681.

Após viagem marítima, desembarcou no estuário do Geba, em Bissau, no dia 02 de Maio de 1967, para servir Portugal na então Província Ultramarina da Guiné.

5. ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCac 1681 ATÉ 14 DE OUTUBRO DE 1967

Após o desembarque, a CCac 1681 ficou colocada em Bissau, como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe.

Efectuou uma instrução de adaptação operacional na região de Safim, de 24 de Maio a 06 de Junho de 1967.

Seguidamente, foi empregue em diversas situações operacionais:

Primeiro, em reforço do Batalhão de Cavalaria 1905 «OS DRAGÕES», para acções de patrulhamento, reconhecimento e batida nas regiões de Blequisse, Bachile e Pechilal, de 20 de Junho a 12 de Julho de 1967.

Depois, em reforço do Batalhão de Caçadores 1887 «AUDÁCIA, FIRMEZA E LEALDADE», para operações nas regiões de Biribão e Ponta Pinto, de 25 de Julho a 13 de Agosto de 1967.

Em 17 de Agosto de 1967, foi integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão, como subunidade de intervenção e reserva do Sector O1-A, estacionando em Teixeira Pinto, com um pelotão em Caió. Nesta fase foi utilizada em acções de patrulhamento, batidas e emboscadas na região do rio Costa (Pelundo) e destacando um pelotão para Bassarel, a partir de 22 de Setembro de 1967.

Em 11 de Outubro de 1967, rendendo a Companhia de Cavalaria 1649 «SORRINDO AS DIFICULDADES» do Batalhão de Cavalaria 1905, assumiu a responsabilidade do subsector de Cacheu, com um pelotão destacado em Bachile. Nesta data ficou integrada no dispositivo do seu batalhão e depois do Batalhão de Caçadores 2845 «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», onde desenvolveu actividade operacional até à data do seu falecimento.

6. O DIA 14 DE OUTUBRO DE 1967 - CAPÓ

No dia 14 de Outubro de 1967, no local de Capó, no itinerário entre Cacheu e Bachile, zona de tarrafe e de elevada perigosidade, a força onde seguia foi envolvida em combate.

O Soldado António Vieira Monteiro Ribeiro, cumprindo a sua missão de Apontador de Metralhadora na protecção da coluna, foi atingido e gravemente ferido.

Evacuado para Bissau, veio a falecer nesse mesmo dia no Hospital Militar 241, em Bissau.

Cumpriu até ao último momento o seu dever de soldado, com coragem e com humanidade.

7. HOMENAGEM FINAL

António Vieira Monteiro Ribeiro não foi apenas o número 10035/66. Foi um Soldado de Portugal, um filho de Recardães, um camarada de armas da CCac 1681.

A sua história é a história de milhares de jovens que, mobilizados em Tomar, levaram para a Guiné o sentido de missão e o sacrifício.

Que a sua memória seja honrada em Recardães, onde repousa, em Tomar, onde foi mobilizado, e em Cacheu e Capó, onde verteu o seu sangue por Portugal.

Honra e Glória ao Soldado António Vieira Monteiro Ribeiro.

14 de Outubro de 1967 - Capó, Guiné. Presente.

 

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