Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas

Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Esposende
Freguesia de Belinho
Manuel de Almeida
Sampaio
Soldado Atirador de Infantaria, n.º 01963668
Companhia de
Caçadores 2432
Batalhão de Caçadores 2855
Angola: 21Out1968 a
21Ago19639 (data do falecimento)
EM MEMÓRIA E HOMENAGEM
MANUEL DE ALMEIDA SAMPAIO
Soldado Atirador de Infantaria —
N.º 01963668
Regimento de Infantaria 1 (RI1 –
Amadora)
«UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»
Dados Biográficos
Manuel de Almeida Sampaio nasceu no
lugar de Outeiro, na freguesia de Belinho, concelho de
Esposende. Era filho de José Alves Sampaio e de Alcinda
Pires de Almeida, tendo permanecido solteiro ao longo da
sua vida.
Dados de Mobilização e
Serviço Militar
Foi
mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 –
Amadora) para prestar serviço militar no Teatro de
Operações de Angola.
Integrado
num dos pelotões de combate da Companhia de Caçadores
2432 (CCaç 2432) do Batalhão de Caçadores 2855 (BCaç
2855), embarcou no Navio de Transporte de Tropas
‘Vera Cruz’ a 12 de Outubro de 1968, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, tendo
desembarcado em Luanda a 21 de Outubro
de
1968.
A sua subunidade, comandada pelo
Capitão Miliciano de Infantaria José Galante Mateus,
ficou inicialmente sediada em Ninda, sendo transferida
para o Luvuei em Julho de 1969.
O
Soldado Atirador (n.º 01963668) faleceu a 21 de Agosto
de 1969, na picada Gago Coutinho – Luvuei, em
consequência de ferimentos sofridos em combate.
Encontra-se inumado no cemitério paroquial da sua
freguesia natal, em Belinho.
Homenagem
No vasto livro da história militar de
Portugal e do sacrifício da sua juventude nas terras do
Ultramar, permanece gravado com honra e serenidade o
nome do Soldado Atirador Manuel de Almeida Sampaio.
Filho do solo minhoto, nascido no
lugar de Outeiro, na freguesia de Belinho, concelho de
Esposende, cresceu sob o amor e os valores de seus pais,
José Alves Sampaio e Alcinda Pires de Almeida,
preparando-se para a vida com a dignidade e a humildade
características da sua terra.
A Pátria chamou-o ao serviço das armas
e, mobilizado pelo prestigiado Regimento de Infantaria 1
(RI1 – Amadora), assumiu com dever e coragem a divisa da
sua unidade mobilizadora: «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM
DULCE» (Onde há glória, todo o perigo é doce).
Incorporado num dos pelotões de combate da Companhia de
Caçadores 2432 (CCaç 2432) do Batalhão de Caçadores 2855
(BCaç 2855), partiu para cumprir a sua missão no Teatro
de Operações de Angola.
Foi no dia 12 de Outubro de 1968 que,
na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa,
embarcou a bordo do Navio de Transporte de Tropas
‘Vera Cruz’. Entre o olhar emocionado da despedida e
a imensidão do Atlântico, rumou ao porto de Luanda, onde
desembarcou a 21 de Outubro de 1968.
Integrado na CCaç 2432, sob o comando
do Capitão Miliciano de Infantaria José Galante Mateus,
o Soldado Manuel de Almeida Sampaio foi inicialmente
colocado em Ninda, no exigente e fustigado Leste de
Angola. Ali permaneceu até Julho de 1969, altura em que
as companhias orgânicas do batalhão permutaram as suas
localizações estratégicas, tendo a sua unidade sido
transferida para o quartel de Luvuei.
A 21 de Agosto de 1969, no cumprimento
do seu dever ao longo da perigosa picada entre Gago
Coutinho e Luvuei, a fatalidade do combate interrompeu
prematuramente a sua jovem vida. Em consequência dos
graves ferimentos sofridos em ação de armas contra o
inimigo, o Soldado Manuel de Almeida Sampaio tombou no
solo angolano, oferecendo a própria vida ao serviço de
Portugal e na defesa dos seus camaradas de armas.
Hoje, repousando no Cemitério
Paroquial da sua natal freguesia de Belinho, a sua
memória permanece imortalizada no coração da sua
família, dos seus camaradas do BCaç 2855 e de toda a
comunidade de Esposende.
PAZ À SUA ALMA
