|
Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Clique
no sublinhado para visualização do
conteúdo
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Funchal

Santo António
João
Luís dos Santos

1.º Cabo Atirador de Infantaria, n.º
14981068
Companhia de Caçadores
2447
«DADO AO MUNDO POR
DEUS QUE TODO O MANDE PARA O MUNDO A DEUS DAR PARTE
GRANDE»
Moçambique: 20Nov1968 a 12Set1970 (data
do falecimento)
In Memorian e
Homenagem ao
1.º Cabo João Luís dos Santos
Companhia de Caçadores N.º 2447 (CCaç
2447)
“Dado ao Mundo por Deus que todo o
Mande para do Mundo a Deus dar parte grande”
Memória e Serviço
A
23 de outubro de 1968, o Cais da Pontinha, no Funchal,
foi testemunha da partida do navio
paquete
Niassa. A bordo seguiam os homens da Companhia
de Caçadores N.º 2447, unidade mobilizada pelo
Batalhão Independente de Infantaria 19 (BII19 –
Funchal). Entre estes jovens militares estava o 1.º
Cabo Atirador João Luís dos Santos (N.º 14981068),
natural da freguesia de Santo António, concelho do
Funchal, filho de Luís Assénio dos Santos e de Palmira
Rodrigues Gró dos Santos.
A Companhia, comandada pelo Capitão de
Infantaria Boaventura José Martins Ferreira,
desembarcou em Mocímboa da Praia a 20 de novembro de
1968, iniciando de imediato a sua dura missão no
rigoroso teatro de operações do norte de Moçambique.
A Ação e o Caminho
Operacional
A CCac2447 seguiu inicialmente para
Miteda, rendendo a CCac1803 / BCac1937. Sob o
comando operacional do BCaç 1937 e, posteriormente, do
BCaç 2862 (que em fevereiro de 1969 rendeu o primeiro no
subsector BNG em Nangololo), a companhia desempenhou
missões de extrema exigência e perigo.
As operações estenderam-se pelas regiões
de Águas, Lumussa, proximidades de Miteda, Napula,
Lingone, Muatide e Monte Sigingombe. Uma das tarefas
mais críticas e perigosas desempenhadas pela unidade foi
a abertura e segurança dos itinerários para Muidumbe,
Mueda e Nangololo, onde os seus militares detetaram
e desativaram inúmeros engenhos explosivos em operações
designadas por nomes de
 código
como "Melro 3 e 6", "Pirata", "Pera",
"Maçã", "Vampiro", "Piranha",
"Pardal 2, 4 e 5", "Alberto", "Sardinha",
"Lince", "Pantera 2", "Cágado",
"Caracol", "Mosquito", "King",
"Golias", "Pica Pau" e "Canário".
Em fevereiro de 1970, após ser rendida
pela CArt2646 / BArt2901, a
 Companhia
foi transferida para o Nairoto (rendendo a
CCac2303 / BCac2831), mantendo a subordinação ao
BCac2862 no subsector BTZ. Aí, além de ter destacado um
pelotão para Muirite, a atividade operacional focou-se
em patrulhamentos, apoio e contacto com as populações
locais através de ações educativas e assistência
medicamentosa.
O Sacrifício Supremo
Foi no cumprimento do dever, durante as
intensas ações operacionais na região de Mueda,
que o 1.º Cabo João Luís dos Santos tombou em
combate no dia 12 de setembro de 1970, vítima de
ferimentos sofridos no teatro de operações, com apenas
um escasso par de meses a faltar para o regresso da sua
companhia à Pátria (que ocorreria em dezembro de 1970).
Jovem solteiro, natural do Funchal,
deixou o seu nome gravado na história da sua unidade e
na memória daqueles que com ele partilharam as agruras
da guerra no Ultramar. Os seus restos mortais repousam
no Cemitério da Calheta, na ilha da Madeira.
Tributo
Esta homenagem evoca a coragem, o
camaradismo e o sacrifício supremo do 1.º Cabo João
Luís dos Santos, bem como de todos os militares da
CCaç 2447 e do seu comandante, Capitão Boaventura
José Martins Ferreira, que com honra e cumprimento do
dever serviram em terras moçambicanas.
Honra à sua memória.

|