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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Braga

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Braga

 

 

 

Cabreiros

 

Manuel Pereira de Carvalho

 

Soldado Atirador, n.º 09559369

 

Companhia de Caçadores 2702

«FURÕES»

 

Batalhão de Caçadores 2913

«FACTA NON VERBA»

 

Moçambique: 18Mai a 24Ago1970 (data do falecimento)

 

Em Memória do Soldado Manuel Pereira de Carvalho:

A Eterna Saudade da Companhia de Caçadores 2702 e de Todos os Veteranos da Guerra do Ultramar

Hoje, dia 24 de agosto, cumpre-se mais um aniversário sobre o dia em que a juventude e os sonhos do Soldado Atirador Manuel Pereira de Carvalho foram ceifados na Guerra do Ultramar.

Corria o ano de 1970 quando, longe do seu Minho natal, o jovem militar deu a vida em combate na Província de Cabo Delgado, em Moçambique, no cumprimento rigoroso do seu dever.

Natural da freguesia de Cabreiros, no concelho de Braga, Manuel Pereira de Carvalho nasceu no seio de uma família humilde, sendo filho de António Gomes de Carvalho e de Conceição Pereira de Carvalho.

Já homem feito e casado com Lucinda Gomes Ferreira, viu o seu destino ligado às armas quando foi mobilizado pelo Regimento de Infantaria N.º 15 de Tomar. No dia 25 de Abril de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado num dos pelotões de combate da Companhia de Caçadores 2702 — os "Furões" do Batalhão de Caçadores 2913 —, rumo a Mocímboa da Praia, onde desembarcou no dia 18 de Maio de 1970.

Sob o comando do Capitão Miliciano José Eduardo Marques Tapada, o Soldado N.º 09559369 enfrentou com coragem e camaradagem o duro subsector do Chitolo. Ali, partilhou com os seus irmãos de armas o calor sufocante, as patrulhas e as escoltas operacionais que o lema da unidade, Facta Non Verba, exigia.

Tragicamente, a sua comissão foi interrompida ao fim de pouco mais de três meses. No itinerário militar entre Mocímboa da Praia e Quinhevo, Manuel Pereira de Carvalho foi mortalmente ferido em combate. O seu sacrifício final ficou para sempre marcado na história da sua companhia e no coração de todos os homens que com ele marcharam.

O seu corpo regressou a Portugal e repousa hoje em paz no Cemitério de Padim da Graça, em Braga. Nesta data de respeito, os seus camaradas de armas da CCaç 2702, juntamente com todos os veteranos que serviram nas três frentes de combate — Angola, Guiné e Moçambique —, curvam-se em absoluto respeito e profunda vénia perante o seu legado de bravura.

À sua família e entes queridos, deixamos o testemunho da nossa eterna gratidão.

A tua Companhia e a Pátria não te esquecem, Manuel. Descansa em paz, Camarada.

 

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