Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Viana do Castelo

Santa
Maria Maior
Domingos Rodrigues
Torres

Soldado Condutor Auto-Rodas n.º
1483/62
Companhia de Caçadores
510
Guiné: 20Jul a 06Nov1963 (data do
falecimento)
MEMÓRIA E HOMENAGEM
Soldado Condutor Auto-Rodas Domingos
Rodrigues Torres
N.º 1483/62 – CCac 510
1.
Elementos Identificativos
O
Soldado Condutor Auto-Rodas n.º 1483/62, Domingos
Rodrigues Torres, era natural da freguesia de Santa
Maria Maior, concelho de Viana do Castelo, filho de
Emília de Jesus Rodrigues Torres e de estado civil
solteiro. Mobilizado pelo Regimento de Infantaria n.º 7,
de Leiria, ficou integrado na Companhia de Caçadores n.º
510.
2.
Mobilização e Projeção para o Ultramar
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria n.º 7 (RI 7 – Leiria), cujo
lema é “SINE SANGUINE VICTORIA NON EST”, foi destacado
para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné.
Embarcou em Lisboa, na Gare Marítima
da Rocha do Conde de Óbidos, no dia 14 de julho de 1963,
a bordo do Navio de Transporte de Tropas (NTT) Índia,
tendo desembarcado no estuário do rio Geba, em Bissau, a
20 de julho de 1963.
A sua companhia viria a regressar à
metrópole com embarque em 7 de agosto de 1965.
3.
Atividade Operacional da CCac 510

A
CCac 510, sob o comando do Capitão de Infantaria João
Fernandes da Ressurreição, teve a seguinte síntese de
atividade operacional:
Após curta permanência em Bissau,
integrada no Batalhão de Caçadores 236 (BCaç 236), a fim
de substituir transitoriamente a
CCaç
153 até à chegada da CCaç 154,
assumiu
em 10Ago63 a responsabilidade pelo então criado Sector
de Xitole, com um pelotão destacado em Saltinho, tendo
substituído os efetivos da CCaç 412 ali estacionados.
Ficou integrada no dispositivo e
manobra do BCaç 506 e depois do BCaç 697.

Por
períodos variáveis, destacou forças para guarnecer
outras localidades e pontos sensíveis da sua zona de
ação, nomeadamente Quirafo, Camamungo, Cossé, Galomoro e
a ponte do rio Pulom, entre outras. Pelotões seus
tomaram parte em ações em reforço das guarnições de
Canquelifá,
Ponta
Varela e Ponta do Inglês.
Em 16Jul65, foi rendida pela CCaç 818
e recolheu a Bissau, onde permaneceu até ao embarque de
regresso, em situação de reserva do Comando-Chefe.
4. O
Falecimento em Campanha
Faleceu a 5 de novembro de 1963, na
estrada que liga Xitole a Bambadinca, no cumprimento de
uma missão de reabastecimento e patrulhamento na
principal artéria logística do setor.
A viatura em que seguia acionou uma mina anticarro e, em
consequência da explosão, sofreu ferimentos em combate
que lhe causaram a morte em solo guineense.
Naquele mesmo dia e no mesmo local, faleceu também o
Soldado Atirador n.º 638/62 Manuel da Costa Domingos,
natural da freguesia de Almaceda, concelho de Castelo
Branco.
5.
Sepultura e Trasladação
Local da sepultura (inicial):
Cemitério de Bafatá – Guiné
Após a sua morte, o corpo foi
transladado para Bafatá, onde ficou sepultado no
cemitério local.
Décadas mais tarde, em dezembro de
2008, no âmbito da dignificação da memória dos caídos no
Ultramar, os seus restos mortais foram exumados e
trasladados para o Ossário da Liga dos Combatentes, no
Cemitério de Bissau, na República da Guiné-Bissau.
6.
Preservação da Memória
Embora subsista em Viana do Castelo o
debate sobre a representação e centralidade dos
memoriais físicos dedicados a todos os naturais do
concelho tombados no Ultramar, a memória do Soldado
Domingos Rodrigues Torres permanece viva no registo
histórico e na honra do Exército Português.
O seu sacrifício integra o património
moral da sua terra natal e da Nação, perpetuando o
exemplo daqueles que responderam ao dever militar até ao
limite das suas vidas.
Honra e Glória à sua Memória.
