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Condecorações

António Duarte dos Santos, Alferes Mil.º de Infantaria

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA  

 

 

António Duarte dos Santos

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 675

«NUNCA CEDERÁ»

 

Guiné: 13Mai1964 a 27Abr1966
 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

António Duarte dos Santos, Alferes Mil.º de Infantaria;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) «CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 08 de Maio de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 675 (CCac675) «NUNCA CEDERÁ», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 13 de Maio de 1964;


A sua subunidade de infantaria, comandada, sucessivamente, pelo Capitão de Infantaria Alípio Tomé Pinto (ferido em combate) e pelo Tenente de Infantaria José Pedro da Cruz, após um curto período de instrução e treino na região de Bissau, reforçou o Batalhão de Caçadores 600 (BCac600) em missão de segurança e protecção das instalações e das populações da região de Quinhámel a partir de 02 de Junho de 1964; em 29 de Junho de 1964, foi colocada em Binta, assumindo a responsabilidade daquele subsector, então criado na zona de acção do Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE» e depois do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) «VALOROSOS, AUDAZES, CORAJOSOS», tendo orientado a sua actividade para a contrapenetração no corredor de Talicó e interdição da fronteira, bem como para operações na região de Óio; a partir de 25 de Janeiro de 1965, passou a ter um pelotão destacado em Guidage; em 20 de Abril de 1966, foi substituída pela Companhia de Artilharia 731 (CArt731) do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) «VALOROSOS, AUDAZES, CORAJOSOS», seguindo temporariamente para Farim; em 26 de Abril de 1966, após chegada da Companhia de Caçadores 1550 (CCac1550) do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888) «VENDO, TRATANDO E PELEJANDO», seguiu para Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.


Em 27 de Abril de 1966, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 03 de Maio de 1966;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 05, de 15 de Janeiro de 1965, do Quartel-General do Comando Territorial Independente da Guiné;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 12 de Abril de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª série, página 961, de 01 de Maio de 1966:


Alferes Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO DUARTE DOS SANTOS


CCac675 - RI16
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª série, página 961, de 01 de Maio de 1966.


Por Portaria de 12 de Abril de 1966:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, António Duarte dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 675 integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Cavalaria n.º 490 - Regimento de Infantaria n.º 16.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 05, de 15 de Janeiro de 1965, do Quartel-General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvo o Alferes Miliciano, António Duarte dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 675 integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Cavalaria n.º 490, porque, durante o tempo em que a sua Unidade tem estado em operações no interior da Província, se tem revelado um Oficial valoroso, cuja acção como Comandante de Pelotão, em muito contribuiu para os êxitos alcançados.


Em todas as acções em que tomou parte nunca se furtou a esforços para bem cumprir a sua missão, actuando constantemente onde o perigo existia, demonstrando coragem e sangue-frio e levando com o seu magnífico exemplo os seus homens aos melhores feitos.


Este Alferes nunca deixou de impulsionar o seu Pelotão, apesar do nutrido fogo com que o Inimigo o procurava atingir, quer numa missão em que viu cair a seus pés o guia, abatido por urna sentinela inimiga, quer numa emboscada que nesse mesmo dia montou ao inimigo, quer, ainda, quando a sua Companhia foi emboscada.


A culminar as suas acções e demonstrando mais uma vez o seu valor, coragem, audácia e sangue-frio noutra emboscada que montou, apesar do inimigo ter feito fogo de reconhecimento, deixou que este se aproximasse a pequena distância, para então o desbaratar completamente. Nesta acção (em que se chegou a combater corpo a corpo) foram abatidos vários inimigos, feridos outros e apreendido vário material de guerra.


Oficial aprumado, correcto, disciplinado e disciplinador deve ser apontado como exemplo a subordinados e camaradas e merecedor do respeito e consideração dos seus superiores.

 

 

 

 

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