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Estremoz

 

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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Estremoz

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Estremoz

 

 

Glória

 

Francisco António Baía

 

Soldado Atirador, n.º 121/63

 

Companhia de Cavalaria 488

 

Batalhão de Cavalaria 490

«SEMPRE EM FRENTE»

 

Memória e Homenagem ao

Soldado Francisco António Baía

1. Identificação Pessoal e Militar

O Soldado-Atirador Francisco António Baía, com o número de matrícula 121/63, nasceu na freguesia da Glória, concelho de Estremoz, filho de Miguel Joaquim Baía e de Isaura da Conceição Alturas. À data da sua mobilização, era solteiro.

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC 3 – Estremoz), integrou a Companhia de Cavalaria N.º 488 (CCav 488), subunidade orgânica do Batalhão de Cavalaria N.º 490 (BCav 490).

2. Mobilização e Atuação Operacional na Guiné

No dia 17 de Julho de 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa’ rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 22 de Julho de 1963. O lema do BCav 490 era «SEMPRE EM FRENTE».

Enquanto subunidade de intervenção, a CCav 488 atuou em diversas operações nas regiões de Mansoa, Cutia, Bissorã e Morés em reforço do BCaç 512, antes de ser integrada nas operações do seu próprio batalhão. Entre 14 de Janeiro e 24 de Março de 1964, participou na emblemática Operação "Tridente", realizada nas ilhas do Como, Caiar e Catungo.

3. O Sacrifício em Combate e Evacuação

Foi no decorrer das violentas acções de combate em São Nicolau, na Ilha do Como, que o Soldado Francisco António Baía sofreu graves ferimentos em combate.

Em consequência das lesões sofridas no teatro de operações, foi submetido a evacuação sanitária para a Metrópole, ficando internado no Hospital Militar Principal (HMP), em Lisboa, onde veio a falecer no dia 16 de Setembro de 1966. O seu corpo repousa no Cemitério de Estremoz.

4. Reconhecimento e Louvor à Unidade

O valor e dedicação dos homens que integraram o Batalhão de Cavalaria N.º 490 ficaram assinalados no Louvor concedido pela Ordem de Serviço N.º 14 do Comando Militar da Guiné, datada de 16 de Fevereiro de 1965.

O documento salienta o "elevado espírito combativo que honra a Arma de Cavalaria e o Exército", destacando o "alto valor militar de todos os seus componentes, Oficiais, Sargentos e Praças, irmanados como estão no mesmo sentimento do Dever que os trouxe à Guiné Portuguesa", ao qual o Soldado Francisco António Baía deu o seu supremo sacrifício.

Paz à sua Alma

 

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