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(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Torres Novas

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Torres Novas

 

 
Lapas
 

Dimas Joaquim da Graça Alves

 

Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 1878/64

 

Companhia de Cavalaria 787

 

Batalhão de Cavalaria 790

«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»

 

Guiné: 28Abr a 18Set1965 (data do falecimento)

 

MEMÓRIA E HOMENAGEM AO

SOLDADO DIMAS JOAQUIM DA GRAÇA ALVES
Soldado Atirador de Cavalaria n.º 1878/64 – CCav787 / BCav790
«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»

1. IDENTIFICAÇÃO E ORIGEM

Natural da freguesia de Lapas, concelho de Torres Novas.

Filho de Manuel Alves e de Maria da Encarnação Graça, era de estado civil solteiro e contava 21 anos de idade à data da sua morte, conforme consta da Revista de Cavalaria de 1965.

Pertencia à classe de Soldado Atirador de Cavalaria, com o número de serviço 1878/64, mobilizado pelo Regimento de Cavalaria n.º 7 – Lisboa, unidade mobilizadora do Batalhão de Cavalaria n.º 790.

2. PERCURSO MILITAR E MOBILIZAÇÃO PARA A GUINÉ

Como todos os militares do seu Batalhão, cumpriu a preparação em Portugal integrado na Companhia de Cavalaria 787 (CCav787).

No dia 23 de Abril de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Uíge', integrado na CCav787 do Batalhão de Cavalaria 790, cujo lema era «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA» – Não há vitória sem sangue.

Após viagem marítima, rumo ao estuário do Geba, desembarcou em Bissau no dia 28 de Abril de 1965, para cumprir comissão de serviço na então Província da Guiné.

3. ENQUADRAMENTO ORGÂNICO – O BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 790 E A COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 787

O Batalhão de Cavalaria n.º 790, mobilizado pelo Regimento de Cavalaria n.º 7 – Lisboa, tinha como divisa «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA».

O seu Comando era constituído pelo Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria Henrique Alves Calado, pelo 2.º Comandante, Major de Cavalaria Rodrigo de Melo Tudela Laranjeira, e pelo Oficial de Informações e Operações / Adjunto, Capitão de Cavalaria Ruy Luís de Faria Fernandes.

A sua subunidade, a Companhia de Cavalaria n.º 787 (CCav787), na qual estava integrado o Soldado Dimas Alves, foi comandada sucessivamente durante a comissão por dois oficiais de Cavalaria. O seu primeiro comandante foi o Capitão de Cavalaria António Maria da Costa Cabral da Costa Macedo, a quem sucedeu no comando o Capitão de Cavalaria Adão Antunes Baptista.

O Batalhão embarcou de regresso à Metrópole em 08 de Fevereiro de 1967, mas o Soldado Dimas Joaquim da Graça Alves não regressou.

4. ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCAV787 ATÉ 18 DE SETEMBRO DE 1965

A actividade operacional da CCav787 até à data do seu falecimento, conforme histórico da unidade, desenvolveu-se em duas fases distintas:

Numa primeira fase, logo após o desembarque, a CCav787 substituiu inicialmente a Companhia de Caçadores 411 em Bissau. Ficou integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores 600, com a missão de segurança e protecção das instalações e das populações da área de Bissau.

Numa segunda fase, após ter sido substituída pela CCaç 461, a Companhia assumiu em 28 de Maio de 1965 a responsabilidade operacional pelo subsector de Có, região onde o Soldado Dimas Alves viria a tombar. Neste subsector, instalou-se com destacamentos em Ponate e Jolmete, onde rendeu a CCaç 462, ficando integrada no dispositivo e manobra do seu próprio Batalhão, o BCav790.

Ainda neste período, e até 18 de Setembro de 1965, a Companhia destacou efectivos variáveis para guarnecer outros destacamentos da zona, cumprindo missões de presença, patrulhamento, protecção de populações e defesa dos aquartelamentos contra a acção do inimigo.

5. CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE E ÚLTIMA MORADA

No cumprimento da sua missão no subsector de Có, o Soldado Atirador Dimas Joaquim da Graça Alves foi atingido em combate.

Conforme consta da sua ficha de registo, a causa da morte foi “Ferimentos em combate” e a observação refere expressamente “Ataque In ao quartel” – ataque do inimigo ao aquartelamento.

Evacuado para a retaguarda, veio a falecer no dia 18 de Setembro de 1965, no Hospital Militar 241 (HM241 – Bissau).

O seu corpo ficou depositado no Cemitério de Bissau – Campa n.º 1958. Foi o tributo de sangue da sua Companhia e do seu Batalhão, em fiel cumprimento do seu lema.

6. MEMÓRIA E HOMENAGEM

Hoje, passados sessenta anos sobre o seu sacrifício, recordamos o Soldado Dimas Joaquim da Graça Alves não como um número, mas como um jovem de Lapas, de Torres Novas, que partiu de Lisboa no NTT 'Uíge' para servir Portugal longe da sua terra.

Cumpriu o seu dever de soldado de Cavalaria até ao último instante, no subsector de Có, defendendo o seu aquartelamento e os seus camaradas sob fogo inimigo.

Que a sua memória perdure no seio da Arma de Cavalaria, do Regimento de Cavalaria 7, do Batalhão de Cavalaria 790 e da Companhia de Cavalaria 787. Que o seu nome, inscrito na Campa 1958 de Bissau e na história da sua terra natal, seja lembrado com respeito e gratidão.

Aos seus familiares, e a todos os seus camaradas-de-armas da CCav787 e do próprio Batalhão 790, prestamos a nossa sentida homenagem.

Paz à sua Alma. Honra e Glória ao Soldado Dimas Alves.

 

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