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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
da
Mértola

Santana de Cambas
Manuel Custódio Brito

Soldado Carpinteiro de Engenharia, n.º
00630065
Companhia de
Engenharia 1531
«SÃO OS PRIMEIROS»
Moçambique: 28Jan a 05Set1966 (data do
falecimento)
Em Memória e Homenagem
ao
Soldado Carpinteiro de
Engenharia
MANUEL CUSTÓDIO BRITO
N.º 00630065 — CEng
1531 «SÃO OS PRIMEIROS»
Recordamos hoje, com profundo respeito
e saudade, o Soldado Carpinteiro de Engenharia Manuel
Custódio Brito, natural da freguesia de Santana de
Cambas, concelho de Mértola.
Solteiro,
filho de José de Brito e de Maria Bárbara, respondeu ao
chamamento da Pátria quando foi mobilizado pelo
Regimento de Engenharia 1 (RE1 - Pontinha, Lisboa) «SÃO
OS PRIMEIROS», para servir Portugal na Província
Ultramarina
de Moçambique.
A sua jornada para o Ultramar
iniciou-se no dia 12 de Janeiro de 1966, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, onde
embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado num dos pelotões
da Companhia de Engenharia 1531 «SÃO OS PRIMEIROS»,
comandada pelo Capitão de Engenharia António Manuel
Vilares
Cepêda.
Durante a travessia marítima, a bordo,
ministrou-se instrução orientada para as condições de
trabalho que a Companhia iria enfrentar no terreno, com
especial foco em Higiene e Primeiros Socorros, actuacção
sob fogo adversário e noções de civismo para o contacto
com as populações locais.
A 28 de Janeiro de 1966, o navio
aportou a Lourenço Marques, onde a Companhia realizou um
desfile durante a manhã do mesmo dia. Seguiu-se um
período de liberdade concedido aos militares para
visitarem a cidade, tendo o reembarque ocorrido a 29 de
Janeiro. A chegada ao porto de Nacala registou-se no dia
1 de Fevereiro de 1966, onde decorreu o desembarque.
Nesse próprio dia 1 de Fevereiro, a
Companhia marchou por caminho de ferro, em composição
especial, conjuntamente com outras subunidades, até ao
Catur, percurso efectuado sem incidentes e concluído na
noite de 2 de Fevereiro. Na manhã do dia seguinte, 3 de
Fevereiro, o deslocamento prosseguiu em viaturas civis e
militares com destino a Vila Cabral, onde a Companhia
estabeleceu a sua Sede pelas 13 horas.
Embora a Sede tenha ficado fixada em
Vila Cabral, os efectivos da Companhia foram divididos
em destacamentos e acantonados em Nova Coimbra,
Olivença, Tenente Valadim, Lugenda e Messenguece.
Foi precisamente em serviço no
terreno, cumprindo o seu dever de soldado de Engenharia,
que, a 5 de Setembro de 1966, o Soldado Manuel Custódio
Brito faleceu em Nova Coimbra, no segundo aqueduto na
estrada do Lunho, na sequência da deflagração de uma
mina anti-pessoal reforçada.
O seu corpo encontra-se inumado no
cemitério de Lago (Maniamba), em Moçambique, numa campa
sem número.
A Homenagem da Terra
Natal — Mértola
O nome de MANUEL CUSTÓDIO BRITO
(Santana de Cambas, Mértola, Sld CEng1531, 05-09-1966)
está perpetuado para sempre no concelho que o viu
nascer.
O seu nome consta gravado no:
MONUMENTO DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES
NATURAIS DO CONCELHO NA GUERRA COLONIAL
Militares do Concelho mortos em
defesa da Pátria na guerra ultramarina
Onde se pode ler:
MANUEL C. BRITO, Soldado.
Este Monumento aos Combatentes do
Ultramar do concelho de Mértola, cuja inauguração contou
com a representação da Direcção Central da Liga dos
Combatentes a 11 de Junho de 2013, situa-se no Jardim
dos Combatentes, em Mértola.
Mértola não esquece os seus filhos. O
nome de Manuel Custódio Brito vive na pedra, na memória
colectiva, no coração de todos os mertolenses e no dos
seus irmãos de armas.
Deu a vida por Portugal, longe da sua
terra de Mértola, no cumprimento da missão que lhe foi
confiada.
Paz à sua Alma.



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