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ECav122

Esquadrão de Cavalaria 122

 

Esquadrão de Cavalaria 122

EPC

 

«MENS AGITAT MOLEN».

 

Mobilizado pela Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA!» - «MENS AGITAT MOLEN».

 

Serviu Portugal na Província Ultramarina de Angola, no período de 12 de Junho de 1961 a 22 de Agosto de 1963

 

 ECav122-280

 

 

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

 

Comandante e síntese da actividade operacional

 

Identificação:
ECav122
 

Unidade Mobilizadora:
Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém)
 

Comandante:
Capitão de Cavalaria Ricardo Fernando Ferreira Durão
 

Divisa:

«MENS AGITAT MOLEN»
 

Partida:
Embarque no dia 3 de Junho de 1961 no NTT ‘Vera Cruz’; desembarque em Luanda no dia 12 de Junho de 1961
 

Regresso:
Embarque no dia 22 de Agosto de 1963 no NTT ‘Niassa’: desembarque em Lisboa no dia 4 de Setembro de 1963
 

Desembarcou em Luanda a 12 de Junho de 1961 e bem cedo começou a manifestar a sua aptidão para a contra guerrilha e as elevadas qualidades e virtudes militares dos seus oficiais, sargentos e praças que, mais tarde, a haviam de creditar como uma Unidade de «elite» entre as tropas da Região Militar de Angola.


A primeira missão do Esquadrão foi a de garantir a segurança e a liberdade de utilização do itinerário Maria Tereza – Salazar - Matete para o que desenvolveu grande actividade, reconhecendo e limpando do inimigo o próprio itinerário e as regiões adjacentes. A sua acção na repressão do terrorismo e a eficiência das suas operações, valeram-lhe, então, o primeiro louvor colectivo do Comando do Sector [23Set1961].


Em 6 de Agosto, o Esquadrão seguiu para a região do Dange, na altura ainda completamente dominada pelo terrorismo onde, enquadrada no Batalhão de Caçadores n.º 132, desenvolveu uma brilhante actividade, executando missões perigosas e difíceis de patrulhamento,


desobstrução e manutenção de itinerários, escolta, batidas e golpes de mão sobre as concentrações inimigas, penetrando ousadamente em todas as matas que poderiam servir de coito aos terroristas.


Em fins de Abril de 1962, regressa esta Unidade à região de Salazar onde se manteve até princípios de Junho na dependência operacional do Batalhão de Caçadores n.º 230.


Em Junho, por força do plano Centauro Grande foi o «122», já experimentada e endurecida pela sua anterior actividade, mais uma vez transferida, para a região do Loge onde era necessária a presença de uma força com garantias de competência, desembaraço, iniciativa e elevada eficiência operacional.


No curto período de pouco mais de um mês, sofreu a Unidade três rebentamentos de minas que lhe provocaram vários mortos e muitos feridos sem que, no entanto, lhe diminuísse o ânimo e a vontade de vencer, prosseguindo, sempre animosamente, no cumprimento da sua missão e dando, assim mostras de grande valor dos seus graduados e do brio e valentia das praças que demonstraram, uns e outros, possuir uma total compreensão do dever militar.


Para além das quase ininterruptas acções de rotina - patrulhas, reconhecimentos e escoltas - o Esquadrão executou outras operações, isoladamente ou em cooperação com outras forças, que conduziram ao aniquilamento ou captura de elevado número de elementos inimigos, à destruição dos seus «quartéis» e acampamentos e à apreensão de grandes quantidades de armamento, material e documentos.


Após cerca de um ano e meio de actividade no Norte, foi o «122» transferida para Luanda, em meados de Dezembro de 1962. Porém, ainda antes do Natal, se provaram, uma vez mais, as suas esplêndidas qualidades de Unidade de combate. Na operação decorrida entre 19 e 25 de Dezembro para eliminação dos agressivos bandos inimigos solidamente instalados nos Montes Quiuenenes, a sua vigorosa intervenção foi considerada como decisiva pelo Comando das forças empenhadas na acção.


Regressada a Luanda, aqui se manteve em atenta e eficiente acção de controle da população até que, em Maio de 1963, foi, por imperativos de ordem operacional, deslocada para a região do alto Dange onde se manteve em incessante actividade operacional até Junho, em substituição de uma outra Companhia. Voltando a Luanda, retomou a sua anterior missão, sempre com a mesma eficiência.


Entre as virtudes militares reveladas em alto grau por esta Unidade avulta o seu elevado moral, não estruturado num feliz concurso de imunidades em combate, mas nascido e sublimado no respeito dos seus 7 mortos e dos seus 20 feridos graves em combate.


O mérito da acção do Esquadrão de Cavalaria n.º 122 em Angola é traduzido por mais de 70 louvores e condecorações, avultando, entre estas, 3 medalhas do Valor Militar com Palma e mereceu-lhe poder ser apontada como exemplo de Unidade modelar pelas virtudes militares que demonstrou e pela excepcional actuação em campanha, enobrecendo a sua Arma e o Exército.


(in Revista da Cavalaria, edição 1963, pág.s 162 a 164)
 

 

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