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Condecorações

Gaspar Ramos Gonçalves, Alferes Atirador de Infantaria, da CCac1609: Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

Fonte:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 491, da RHMCA / CECA / EME

 

 

 

Gaspar Ramos Gonçalves

 

Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, n.º 05053964

 

Companhia de Caçadores 1609

 

Batalhão de Caçadores 1895

 

«VINCERE»

 

Angola: 02Dez1966 a 21Nov198

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título Póstumo)

 

Gaspar Ramos Gonçalves, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, n.º 05053964, natural do lugar de Sobrados, da freguesia de Passos, concelho de Sabrosa, filho de José Gonçalves e de Maria Augusta Ramos, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 – Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 1609 (CCac1609) do Batalhão de Caçadores 1895 (BCac1895) «VINCERE»

 

Faleceu, no dia 16 de Abril de 1967, vítima de ferimentos em combate, na estrada Cuimba – Buela, após a coluna auto (MVL – Movimento de Viaturas Logístico) ter saído à cerca de 30 minutos do quartel do Comando do Batalhão de Caçadores 1835, em Cuimba, foi embocada pela FNLA na zona fronteiriça norte


Está inumado no cemitério de São Martinho de Anta, Sabrosa.

 

Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, publicado na Ordem de serviço n.º 59, de 26 de Julho de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA), e pela Portaria de 14 de Novembro de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 24 - 2.ª série, de 1967.

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
GASPAR RAMOS GONÇALVES
 

CCac1609/BCac1895 — RI16
ANGOLA
 

3.ª CLASSE (Título póstumo)
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 24 — 2.ª série, de 1967.
 

Por Portaria de 14 de Novembro de 1967:
 

Condecorado, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Gaspar Ramos Gonçalves, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do Batalhão de Caçadores n.º 1895 — Regimento de Infantaria n.º 16.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 50, de 23 de Junho de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, Gaspar Ramos Gonçalves, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do Batalhão de Caçadores n.º 1895 — Regimento de Infantaria n.º 16, por, em combate, ter demonstrado coragem, agressividade, desprezo pela vida e forte determinação de vencer.


Quando a coluna que comandava foi emboscada pelo inimigo [16 de Abril de 1967], que inicialmente tirou partido da surpresa, em número substancialmente superior, agindo com grande potencial de fogo em tiro rasante e quase à queima roupa, iniciou a reacção destemida e resolutamente, saltando da viatura e galvanizando todos pela breve mas heroica conduta que permitiu uma pronta resposta, negando ao inimigo um êxito que considerava certo. Logo mortalmente ferido, ficou de arma aperrada a constituir imagem de conduta brava e a contagiar os seus homens, que julgando-o válido, o municiavam.


Não é ainda estranho, à coragem com que o seu Grupo de Combate actuou, a cuidada mentalização, que com entusiasmo lhe soube imprimir a partir do início da formação da Unidade, prestigiando com a sua nobre conduta o Exército que tão abnegadamente serviu.

 

 

 

 

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