"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho
como Portugueses, elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal
UTW
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Braima
Seidi
1.º Cabo de
Infantaria ‘Comando’, n.º 23/RD (82014460)
Bateria de Artilharia
de Campanha
«OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO»
Comando Territorial
Independente da Guiné
«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»
«CORAGEM E LEALDADE»
Grupo de Comandos
‘Fantasmas’
«AUDACES FORTUNA JUVAT»
Guiné: 1960 a 28Nov1964 (data do falecimento)
Cruz
de Guerra de 2.ª classe
(Título póstumo)
Braima Seidi, 1.º
Cabo ‘Comando’, com o número mecanográfico 82014460,
nascido em Buba, freguesia de Nossa Senhora da Graça na
circunscrição de Fulacunda, filho de Dalá
Sissé
e de Amadú Seidi, solteiro;
Mobilizado
pela Bateria de Artilharia de Campanha (BAC) «OS OLHOS
NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO» do Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA
DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE» como 1.º Cabo n/m
82014460 para servir
Portugal
na Província Ultramarina da Guiné.
De 03 de Agosto a 17 de Outubro de 1964 monitor do 1.º
curso Centro de
Instrução
de Comandos (CIC – Brá) «AUDACES FORTUNA JUVAT»,
sendo-lhe concedida a especialidade 959-Comandos com o
n.º 23/RD e integrado no Grupo de
Comandos
‘Fantasmas’ (GrCmds 'Fantasmas’) chefiado pelo
Alferes Comando Maurício Leonel de
Sousa Saraiva.
No dia 27 de Novembro de 1964 o Grupo de Comandos
‘Fantasmas’ (GrCmds 'Fantasmas’), ao efectuar
patrulha-auto no itinerário de Madina do Boé para
Contabane, a uma centena de metros do pontão de acesso
ao rio Gobije detecta uma mina anti-carro: levantado o
artefacto e simulada a deflagração, durante um par de
horas mantém-se nas proximidades emboscado até avistar
um grupo armado do PAIGC, que se afasta ao dar pela
presença de mulheres naquele caminho de pé posto e ao
entardecer os comandos localizam outro turra armado a
abandonar o local.
Na manhã seguinte, o alferes Saraiva regressa àquele
pontão num Unimog 411 com 5 comandos e os demais
transportados num Unimog 404 na rectaguarda: enquanto a
viatura da frente é alvejada por armas automáticas, na
outra uma dezena de metros atrás deflagra uma mina
anticarro que lhe provoca incêndio, as munições explodem
e projectam todos ocupantes, causando 8 mortos e 2
feridos com graves queimaduras.
Faleceu no dia 28 de Novembro de
1964, na região de Madina do Boé, em
consequência de ferimentos em combate;
Em 30 de Novembro de 1964 inumado na campa n.º 1250 do
talhão militar do cemitério de Bissau.
Em 10 de Agosto de 1965 agraciado ‘post-mortem’ com a
Cruz de Guerra de 2ª classe:
1.°
Cabo de Infantaria ‘Comando’, n.° 23/RD
BRAIMA SE1DI
CICmds/BArt733 - RAL1
GUINÉ
2.ª CLASSE (Titulo póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército
n.º 22 – 3.ª série, de 1965.
Por Portaria de 29 de Maio de 1965:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:
O Primeiro-Cabo ‘Comando’ n.º 23/RD, Braima Seidi, do
Centro de Instrução de Comandos - Batalhão de Artilharia
n.º 733, a título póstumo.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 41, de 18 de Maio de
1965, do Comando Territorial Independente da Guiné):
Louvo, a título póstumo, o 1.º Cabo ‘Comando’ n.º 23/RD,
Braima Seidi, da Bateria de Artilharia de Campanha,
porque, pertencendo ao Grupo de Comandos "Fantasmas",
tendo sofrido o efeito de uma mina do qual veio a
falecer pouco tempo depois, as suas últimas palavras
foram de apreço à sua Pátria, declarando para o seu
Comandante de Grupo que morria por Portugal.
O 1.º Cabo Bramia Seidi, revelou sempre possuir
qualidades de valentia e decisão que o distinguiram
entre os seus camaradas.
Muito disciplinado, correcto e com vontade de aprender,
deve ser considerado um óptimo "Comando".
