

Joaquim Monteiro de Almeida
Soldado Condutor
Auto, n.º 2654/64
Companhia de Cavalaria 1485
«... E ASSIM
NASCEU BIAMBE»
Guiné: 27Out1965 a
27Jul1967
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Prémio Governador da Guiné
Louvor Colectivo
Joaquim Monteiro de Almeida, Soldado
Condutor Auto, n.º 2654/64.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda)
«QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir
Portugal na Província Ultramarina da Guiné;
No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485) «…E
ASSIM NASCE BIAMBE», rumo ao
estuário do Geba (Bissau),
onde desembarcou no dia 27 de Outubro de 1965;
A sua subunidade de cavalaria:
Comandada pelo
Capitão de Cavalaria Luís Manuel
Lemos Alves,
- Inicialmente, ficou instalada em Bissau, tendo sido
atribuída ad Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857)
«TRAÇAMOS A VITÓRIA», a fim de substituir a Companhia de
Caçadores 1419 (CCac1419) «OS FACAS» na segurança e
protecção das instalações e das populações da área
tendo, cumulativamente, destacado os seus pelotões, por
períodos variáveis, para adaptação operacional e
reforço
das guarnições locais de Binar, Bula e Ingoré e
empenhamento em operações efectuadas no sector do
Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON
EST VICTORIA»;
- Em 1 de Dezembro de 1965, foi colocada em Bula em
reforço do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA», sendo deslocada em 5 de
Dezembro de 1965 para Susana, onde assumiu a
responsabilidade de um subsector, criado por agravamento
da situação na zona e retirado ao subsector de São
Domingos, a fim de actuar na contra-penetração e
interdição da fronteira. Entretanto, cedeu também dois
pelotões para reforço das guarnições locais de Ingoré,
de 8 de Dezembro de 1965 a 8 de Agosto de 1966 e
Pelundo, de 9 de Dezembro de 1965 a 17 de Abril de 1966;
- Em 15 de Abril de 1966, o subsector temporário de
Susana foi extinto, voltando a ser incluído no subsector
de São Domingos, tendo os efectivos da subunidade sido
deslocados para Bula, entre 11 e 17 de Abril de 1966;
- Em 18 de Abril de 1966, a subunidade deslocou-se para
Binar, a fim de tomar parte na operação "Arranque", com
vista à ocupação e instalação em Biambe, de cujo
subsector assumiu a responsabilidade
em 20 de Abril de
1966, continuando integrada no dispositivo e manobra do
Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON
EST VICTORIA»;
- Em 31 de Agosto de 1966, a sua zona de acção foi
alargada da área de Encheia, para onde, em 30 de Outubro
de 1966, foi destacado um pelotão, em
substituição de
idêntico efectivo da Companhia de Caçadores 816
(CCac816) «JUSTIÇA E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS»;

- Em 6 de Junho de 1967, foi rendida, por troca, no
subsector de Biambe pela Companhia de Artilharia 1688
(CArt1688) «BIAMBI» - «LEALDADE FORÇA VICTORIA», sendo
colocada em Bissau, onde veio a substituir esta
subunidade no dispositivo e
manobra do Batalhão de
Artilharia 1904 (BArt1904) «FIRMES E GENEROSOS», com
vista à segurança e protecção das instalações e das
populações da área;
- Em 25 de Julho de 1967, foi substituída no sector de
Bissau pela Companhia de Cavalaria 1748 (CCav1748)
«TITÃS» - «SEMPRE AVANTE», a fim de efectuar o embarque
de regresso;
No dia 27 de Julho de 1967, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de
Agosto de 1967;
Louvado por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 8, de 24 de Fevereiro de 1966, do Quartel
General do Comando Territorial Independente da Guiné;
Agraciado com o Prémio Governador da Guiné, publicado na
Revista da Cavalaria do ano de 1966, pág. 169;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 8 de Abril de 1966, publicado na Ordem do
Exército n.º 15 – 3.ª série, de 1966, e na Revista
Cavalaria do ano de 1966, pág. 147.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado Condutor Auto, n.º 2654/64
JOAQUIM MONTEIRO DE ALMEIDA
CCav1485/BCav790 - RC7
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 15 – 3.ª série, de 1966.
Condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos
termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar,
aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 08 de Abril de 1966:
O Soldado Condutor Auto, n.º 2654/64, Joaquim Monteiro
de Almeida, da Companhia de Cavalaria n.º 1485 /
Batalhão de Cavalaria n.º 790 - Regimento de Cavalaria
n.º 7.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço, n.º 8, de 24 de
Fevereiro de 1966, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Soldado Condutor Auto, n.º 2654/64, Joaquim
Monteiro de Almeida, da Companhia de Cavalaria n.º 1485,
porque no dia 10 de Janeiro de 1966, seguindo numa
viatura, apenas acompanhado pelo seu Comandante de
Pelotão e tendo sido emboscado por numeroso grupo
inimigo, conseguiu sozinho deter o adversário até à
chegada de reforços.
Como o seu Comandante de Pelotão fosse ferido, foi
debaixo de fogo buscá-lo para junto da viatura e em
virtude da sua arma se ter encravado, actuou
decididamente lançando duas granadas de mão, o que lhe
permitiu, sem perda de tempo, munir-se de outra que se
encontrava na viatura.
Nesta ocasião foi atingido ligeiramente, pelos
estilhaços de uma granada inimiga mas mesmo assim
abrigou-se novamente e continuando a fazer fogo, com
judicioso consumo de munições, conseguiu manter o
adversário a distância.
Logo que chegaram os reforços tomou parte activa na
evacuação do Comandante de Pelotão e sempre debaixo de
fogo manobrou a viatura que depois conduziu cerca de
três quilómetros, com três rodas furadas e sem travões,
por virtude de rebentamento de uma mina, o que se
verificou logo no início da emboscada.
Demonstrou extraordinárias qualidades de coragem,
sangue-frio, calma e serena energia debaixo de fogo, não
hesitando pôr a sua vida em jogo para tentar salvar a do
seu Comandante de Pelotão.
O comportamento do Soldado Almeida, recém-chegado da
Metrópole, deve ser apontado como exemplo e credor do
respeito e admiração de todos os seus camaradas e
superiores.
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Louvor Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1485
(Despacho
do Comandante Militar do Comando
Territorial Independente da Guiné)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1485,
porque durante o tempo que serviu no
Batalhão de Caçadores 1876, o fez com
muita dedicação, muita coragem
ponderada, muita determinação e muito
brilho.
Sendo uma Companhia que muito sofreu e
lutou, jamais voltou a cara a quaisquer
missões que lhe fossem atribuídas e
jamais pôs quaisquer reticências ao seu
cumprimento, por mais difíceis que
fossem. Antes, porém, integrando-se no
espírito de agressividade do Batalhão
patenteou bem o desejo firme de fazer
sempre mais, propondo e executando
operações por iniciativa do seu
Comandante, para além do planeamento
operacional do Batalhão.
Todos os Oficiais, Sargentos e Praças
são merecedores do reconhecimento, da
admiração e do respeito que lhe dedica o
seu Comandante de Batalhão.
E de entre todos me seja permitido
realçar o seu grupo “ÍNDIOS” pela
agressividade em combate que sempre
patenteou, pela sua decisão, fé e
certeza no cumprimento da missão. Sempre
os encontrei na primeira linha e algumas
vezes houve que refrear-lhe os ímpetos.
Por tudo e ainda pela missão difícil que
lhe foi atribuída da implantação de um
aquartelamento em terreno inimigo, o que
permitiu que a nossa BANDEIRA ali flutue
altaneira, é a Companhia e Cavalaria
1485 que para si criou a divisa «E ASSIM
NASCEU BIAMBE», digna de ser distinguida
e colocada entre as melhores, em terras
da Guiné Portuguesa.
Pode dizer-se, sem pretensiosismo, que a
Companhia e Cavalaria 1485 correspondeu
inteiramente à confiança que nela
depositavam os seus superiores e mercê
da sua actuação e do seu esforço, vê
compensados todos os momentos de
sofrimento e de luta.
BIAMBE, onde flutua a bandeira
verde-rubra é terra portuguesa!
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 158
e 159)
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