Manuel Rosa Gonçalves, Soldado Atirador de
Infantaria, da CCac1609: Cruz de Guerra de 4.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo IV, pág. 480,
da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 101, pág.
15, de Maio de
1968
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Manuel
Rosa Gonçalves
Soldado Atirador de
Infantaria, n.º 01163766
Companhia de Caçadores
1609
Batalhão de Caçadores 1895
«VINCERE»
Angola: 02Dez1966 a 21Nov198
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Prémio
Governador-Geral de Angola
Manuel
Rosa Gonçalves, Soldado de Infantaria, n.º 01163766;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 –
Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de
Angola,
integrado na Companhia de Caçadores 1609
(CCac1609) do
Batalhão de Caçadores 1895 (BCac1895) «VINCERE»,
no período de 2 de Dezembro de 1966 a 21 de Novembro de
1968;
Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de
4.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 51, de 28
de Junho de 1967, do Quartel General da Região Militar
de Angola (QG/RMA), e pela Portaria de 25 de Outubro de
1967, publicada na Ordem do Exército n.º 32 – 3.ª série,
de 1967;
Agraciado com o Prémio Governador-Geral de Angola,
publicado no Jornal do Exército, edição 101, página 15
de Maio de 1968.
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Soldado
de Infantaria, n.º 01163766
MANUEL ROSA GONÇALVES
CCac1609/BCac1895 — RI16
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 32 — 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 25 de Outubro de 1967:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província de Angola, o Soldado n.º 01163766, Manuel Rosa
Gonçalves, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do
Batalhão de Caçadores n.º 1895 — Regimento de Infantaria
n.º 16.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 51, de 28 de Junho de
1967, do Quartel General da Região Militar de Angola
(QG/RMA):
Louvado o Soldado n.º 01163766, Manuel Rosa Gonçalves,
da Companhia de Caçadores n.º 1609 do Batalhão de
Caçadores n.º 1895 — Regimento de Infantaria n.º 16,
por, em combate, ter demonstrado excepcionais qualidades
de coragem e sangue frio debaixo de intenso fogo
inimigo.
Quando a coluna em que ia integrado foi emboscada pelo
inimigo que tirou partido inicial da surpresa e agiu com
grande potencial de fogo, fazendo tiro rasante e quase à
queima roupa, resolutamente saltou da viatura e ripostou
ao fogo inimigo com muita agressividade.
Verificando que o seu Comandante de Pelotão e um outro
camarada entre os quais ficara, estavam mortos [16
de Abril de 1967] , longe de se diminuir, actuou
ainda mais animosamente e, esgotadas as suas munições,
dirigiu-se debaixo de fogo para junto do seu Comandante
de Pelotão, de cujas munições se serviu. Mas porque o
combate ainda não terminara, novamente debaixo de fogo
foi junto de um outro camarada, de cujas munições também
se serviu, sempre com muita valentia e coragem.
Assim, o Soldado Gonçalves, pela sua coragem e
excepcional auto-domínio, contribuiu de maneira notável
para o êxito das Nossas Tropas que, inicialmente em
desvantagem, serenamente reagiram repelindo e
perseguindo o inimigo. Revelou-se em combate um militar
de muito mérito.
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Prémio Governador-Geral de
Angola
Soldado Manuel Rosa Gonçalves
Louvado «por em combate ter demonstrado excepcionais
qualidades de coragem e sangue-frio debaixo de intenso
fogo inimigo.
Quando a coluna em que ia Integrado foi emboscada pelo
inimigo, que tirando partido inicial da surpresa e
agindo com grande potencial de fogo, fazendo tiro
rasante e quase à queima-roupa, resolutamente saltou da
viatura ripostando ao fogo inimigo com muita
agressividade.
Verificando que o seu Comandante de Pelotão e um outro
seu camarada, entre os quais ficara, estavam mortos,
longe de se diminuir actuou ainda mais animosamente e,
esgotadas as suas munições, dirigiu-se debaixo de fogo
para junto do seu Comandante de Pelotão de cuja munições
se serviu, mas porque o combate alinda não terminara,
novamente debaixo de fogo foi junto do seu outro
camarada, de cuias munições também se serviu, sempre com
muita valentia e coragem.
Assim, o Soldado GONÇALVES, pela sua coragem e
excepcional autodomínio, contribuiu de maneira notável
para o êxito das Nossas Tropas que, inicialmente, em
desvantagem, serenamente reagiram, repelindo e
perseguindo o inimigo, revelando-se em combate um
militar de muito mérito».

