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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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em cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Felgueiras

Revinhade
João
Faria

Soldado Atirador de
Cavalaria, n.º 05372865
Companhia de Cavalaria 1485
«... E ASSIM
NASCEU BIAMBE»
Guiné: 26Out1965 a
22Abr1967 (data do falecimento)
Louvor
Colectivo
João Faria, Soldado
Atirador de Cavalaria, n.º 05372865,
nascido no ano de 1944, no lugar de Chã,
na freguesia de Revinhade, concelho de
Felgueiras, filho de António Faria e de
Gracinda da Conceição, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7
(RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOGANT»
- «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné;
No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos,
embarcou no NTT ‘Niassa’, integrado na
Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485)
«ASSIM NASCEU BIAMBE», rumo ao estuário
do Geba (Bissau), onde desembarcou no
dia 26 de Outubro de 1965;
 A sua subunidade de cavalaria,
comandada pelo
Capitão de Cavalaria Luís Manuel
Lemos Alves
inicialmente, ficou instalada em Bissau,
tendo sido atribuida ao Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A
VITÓRIA», a fim de substituir a
Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419)
«OS FACAS» na segurança e protecção das
instalações e das populações da área
tendo,
cumulativamente, destacado os
seus pelotões, por períodos variáveis,
para adaptação operacional e reforço das
guarnições locais de Binar, Bula e
Ingoré e empenhamento cm operações
efectuadas no sector do Batalhão de
Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE
NON EST VICTORIA».
No dia 1 de Dezembro de 1965, foi
colocada em Bula em reforço do Batalhão
de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA», sendo
deslocada em 5 de Dezembro de 1965 para
Susana, onde assumiu a responsabilidade
de um subsector, criado por agravamento
da situação na zona e retirado ao
subsector de São Domingos, a fim de
actuar na contra-penetração e interdição
da fronteira. Entretanto, cedeu também
dois pelotões para reforço das
guarnições locais de Ingoré, de 8 de
Dezembro de 1965 a 8 de Agosto de 1966 e
Pelundo, de 9 de Dezembro de 1965 a 17
de Abril de 1966.
No dia 15 de Abril de 1966, o subsector
temporário de Susana foi extinto,
voltando a ser incluído no subsector de
São Domingos, tendo os efectivos da
subunidade sido deslocados para Bula,
entre 11 e 17 de Abril de 1966.
No dia 18 de Abril de 1966, a subunidade
deslocou-se para Binar, a fim de tomar
parte na operação "Arranque", com vista
à ocupação e instalação em Biambe, de
cujo subsector assumiu a
responsabilidade em 20 de Abril de 1966,
continuando
integrada no dispositivo e
manobra do Batalhão de Cavalaria 790
(BCav790) «SINE SANGUINE NON EST
VICTORIA».
No dia 31 de Agosto de 1966, a sua zona
de acção foi alargada da área de
Encheia, para onde, em 30 de Outubro de
1966, foi destacado um pelotão, em
substituição de idêntico efectivo da
Companhia de Caçadores 816 (CCac816)
«JUSTIÇA E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS».
Faleceu no dia 22 de
Abril de 1967, em Encheia, em
consequência de ferimentos em combate,
ocorrido durante o ataque inimigo ao
aquartelamento;
Tinha 23 anos de idade;
Está inumado no cemitério da freguesia
de Revinhade, concelho de Felgueiras.
Paz à sua Alma
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Louvor Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1485
(Despacho
do Comandante Militar do Comando
Territorial Independente da Guiné)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1485,
porque durante o tempo que serviu no
Batalhão de Caçadores 1876, o fez com
muita dedicação, muita coragem
ponderada, muita determinação e muito
brilho.
Sendo uma Companhia que muito sofreu e
lutou, jamais voltou a cara a quaisquer
missões que lhe fossem atribuídas e
jamais pôs quaisquer reticências ao seu
cumprimento, por mais difíceis que
fossem. Antes, porém, integrando-se no
espírito de agressividade do Batalhão
patenteou bem o desejo firme de fazer
sempre mais, propondo e executando
operações por iniciativa do seu
Comandante, para além do planeamento
operacional do Batalhão.
Todos os Oficiais, Sargentos e Praças
são merecedores do reconhecimento, da
admiração e do respeito que lhe dedica o
seu Comandante de Batalhão.
E de entre todos me seja permitido
realçar o seu grupo “ÍNDIOS” pela
agressividade em combate que sempre
patenteou, pela sua decisão, fé e
certeza no cumprimento da missão. Sempre
os encontrei na primeira linha e algumas
vezes houve que refrear-lhe os ímpetos.
Por tudo e ainda pela missão difícil que
lhe foi atribuída da implantação de um
aquartelamento em terreno inimigo, o que
permitiu que a nossa BANDEIRA ali flutue
altaneira, é a Companhia e Cavalaria
1485 que para si criou a divisa «E ASSIM
NASCEU BIAMBE», digna de ser distinguida
e colocada entre as melhores, em terras
da Guiné Portuguesa.
Pode dizer-se, sem pretensiosismo, que a
Companhia e Cavalaria 1485 correspondeu
inteiramente à confiança que nela
depositavam os seus superiores e mercê
da sua actuação e do seu esforço, vê
compensados todos os momentos de
sofrimento e de luta.
BIAMBE, onde flutua a bandeira
verde-rubra é terra portuguesa!
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 158
e 159)
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