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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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em cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Funchal
Funchal
O
Monumento ao Combatente Madeirense no
Ultramar
Inauguração em 26 de
abril de 2003
Recuperação entre
abril e maio de 2025
Localização:
Rua Corveta D.
Estefânia, junto ao RG3 e criado pelo prestigiado
escultor madeirense Ricardo Velosa, o monumento foi
inaugurado a 26 de abril de 2003
Da Inauguração à Sua
Recuperação
O Monumento ao Combatente Madeirense
no Ultramar (1954–1975), situado em São Martinho, no
Funchal (junto ao Bairro da Nazaré e ao Regimento de
Guarnição n.º 3), é uma das obras mais simbólicas de
homenagem aos militares da Região Autónoma da Madeira
que serviram e tombaram durante a Guerra do Ultramare.
A Inauguração, Autoria
e as Placas com os Nomes
Criado pelo prestigiado escultor
madeirense Ricardo Velosa, o monumento foi inaugurado a
26 de abril de 2003. A estrutura destaca-se pela sua
forte carga emotiva e valor memorialista: combina uma
obra monumental em bronze e mármore com placas e pedras
onde estão gravados os nomes de todos os militares
naturais da Madeira que faleceram em combate no Ultramar
(Angola, Guiné e Moçambique).
A inclusão destas placas com as
respetivas inscrições foi um dos pilares centrais do
projeto, cumprindo o propósito explícito de retirar os
militares do anonimato e criar um lapidário onde as
famílias, camaradas de armas e a população pudessem
perpetuar individualmente a memória de cada jovem
madeirense que deu a vida no conflito.
Os Anos de Exposição e
Desgaste
Ao longo de duas décadas no espaço
público, exposto à erosão, à humidade e aos agentes
atmosféricos, o conjunto escultórico e a sua envolvente
começaram a apresentar sinais visíveis de degradação. As
placas em pedra onde assentam os nomes gravados foram
perdendo alguma da sua legibilidade devido à acumulação
de sujidade e ao desgaste natural do tempo, exigindo
intervenções de restauro e conservação para devolver ao
local a dignidade e a solenidade devidas.
Doação (2023) e a
Operação de Recuperação (2024/2025)
Até ao início de 2023, a tutela do
monumento esteve sob a responsabilidade da Liga dos
Combatentes. Em março de 2023, formalizou-se a doação do
monumento à Câmara Municipal do Funchal (CMF),
permitindo a transição da sua gestão e manutenção para a
autarquia.
Com o espaço sob a sua alçada, a
autarquia deu seguimento aos procedimentos necessários
e, a 7 de abril, a Câmara Municipal do Funchal promoveu
oficialmente o plano de recuperação e manutenção
integral do Monumento ao Combatente Madeirense no
Ultramar. A intervenção englobou:
Limpeza e restauro
das placas: Tratamento das pedras e realce das
inscrições dos nomes dos combatentes falecidos,
assegurando a recuperação total da legibilidade das
lápides.
Conservação da
escultura: Limpeza e conservação das superfícies de
bronze e mármore da obra de Ricardo Velosa.
Arranjo da
envolvente: Reabilitação do espaço circundante para
garantir condições dignas para visitação e para a
realização de cerimónias protocolares (como as
celebrações anuais do Dia do Armistício e de Homenagem
aos Antigos Combatentes).
Graças a esta iniciativa de
recuperação promovida pela Câmara Municipal do Funchal,
o monumento renasceu como um espaço de memória viva,
assegurando que o tributo individual aos militares
madeirenses e aos seus nomes perdure com solenidade para
as futuras gerações.
Inauguração em 23 de
Abril de 2023:



As placas existentes junto aos
monumento:

Transcrições:
1. Placa de Homenagem
(Bronze Castanho)
MONUMENTO AO
COMBATENTE MADEIRENSE
NO ULTRAMAR
1954-1975
"Eles tombam como estátuas nos clarões do deserto.
Voltam-se para a treva,
Para as clamorosas raízes"
José Agostinho Baptista, Autoretrato, Lisboa 1986
Madeira, 26 de Abril de 2003
2. Placa Explicativa
do Autor (Latão Dourado)
"MONUMENTO AO COMBATENTE MADEIRENSE NO ULTRAMAR"
Desde o primeiro momento nunca foi meu
propósito conceber uma peça de
leitura fácil, tipo soldado de arma em punho pronto a
enfrentar um adversário a abater. Seria, em meu
entender, algo
demasiado vulgar, senão primário e redutor, ainda mais,
tratando-se de uma homenagem a combatentes, deles,
mortos
em defesa de causas nobres e que marcaram uma época
importante da nossa história recente.
Procurei criar algo dramaticamente forte
em que a alma do guerreiro se funde com algo mais etéreo
e profundo, representado pelo anjo, que de joelho em
terra olha os céus como que implorando, que
esses tais que em defesa de causas e valores, deram a
vida, jamais poderão ser esquecidos.
A inclusão do mármore no elemento de
bronze foi propositada. O mármore é o material mais
nobre com que tenho trabalhado e, fundamentalmente,
porque para mim ele representa vida, vida essa que
pretendo perpetuar nesta escultura, pois apesar de ele
ter sido modelado sempre com a mente posta nesses que
nos deixaram com as suas almas jovens plenas de
sinceridade, amor à vida e transbordantes de altruísmo
sempre estarão entre nós
especialmente no seio das suas famílias.
Dou graças a Deus por ter sido o
escolhido para executar esta peça tão especial.
Ricardo Veloza - Escultor
Recuperação entre Abril e Maio de 2025
(?)

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