Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos sublinhados que se seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Alenquer

Triana
António Augusto Carlos
Porém

1.º Cabo de Infantaria, n.º 15095970
Companhia de Caçadores
3497
Batalhão de Caçadores 3874
«UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE»
Moçambique: 19Fev1972 a
03Jun1973 (data do falecimento)
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Homenagem ao 1.º Cabo de Infantaria
António Augusto Carlos Porém
Em Memória do Heroísmo e do Dever
Cumprido
Nascido no lugar de Cheganças, na
freguesia de Triana, concelho de Alenquer, António
Augusto Carlos Porém (n.º 15095970 / 15093970), filho de
António Augusto Porém e de Maria Rosa Santos Carlos,
partiu

para
o cumprimento do seu dever militar no estado civil de
solteiro.
Respondeu ao apelo das armas
mobilizado pelo Regimento de Infantaria n.º 1 (Amadora)
para servir como 1.º Cabo Atirador no Batalhão de
Caçadores n.º 3874. Integrado na Companhia de
Caçadores
3497 (CCaç 3497), sob o comando do Capitão Miliciano
Virgílio P. B. de Magalhães, partiu rumo ao Teatro de
Operações de Moçambique num voo de avião, com o destino
fixado na província ultramarina para defender as
posições nacionais numa das fases mais exigentes do
conflito.
Desembarcando na Beira, a CCaç 3497
rumou ao norte, fixando-se no setor de
Nazombe
para render a Companhia de Caçadores 3311 do Batalhão de
Caçadores 3834 (CCaç 3311/BCaç 3834). Trata-se de uma
região fustigada pela forte presença e
atividade
operacional do inimigo, onde o 1.º Cabo Porém
demonstrou, ao longo de mais de um ano de comissão, as
mais nobres virtudes de um militar português: bravura,
disciplina, companheirismo e permanente prontidão.
No dia 3 de Junho de 1973, durante um
violento e reiterado ataque efetuado por um numeroso
grupo inimigo ao aquartelamento de Nazombe, o 1.º Cabo
Porém encontrava-se no seu posto de sentinela.
Confrontado com o fogo adverso, respondeu com absoluta
serenidade, determinação e sangue-frio. Esgotando
eficazmente todas as munições de que dispunha e
infligindo pesadas baixas ao atacante, recorreu de
seguida ao uso de granadas de mão para conter o assalto.
Nesse ato supremo de coragem e abnegação, no qual
colocou a segurança dos seus camaradas e da posição
acima da própria vida, foi mortalmente ferido em
combate.
Reconhecendo
o seu sacrifício excecional e o seu exemplo dignificante
para o Exército e para a Pátria, foi-lhe atribuída, a
título póstumo, a condecoração da Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª Classe. Destacou-se no seu louvor a "coragem,
espírito de abnegação, sangue-frio, decisão, desprezo
pela vida e serena energia debaixo de fogo".
A atribuição desta condecoração e o
respetivo louvor estão formalmente consignados nos
seguintes documentos:
-
Louvor: Publicado
na Ordem de Serviço (OS) n.º 82, de 11 de outubro de
1974, do Quartel-General da Região Militar de
Moçambique (QG/RMM), por despacho de 19 de setembro
de 1974.
-
Despacho de
Condecoração: Publicado na Ordem do Exército (OE)
n.º 13 – 3.ª série, de 1975, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique,
de 23 de novembro de 1974.
Hoje, com os seus restos mortais a
repousarem na sua terra natal, no Cemitério de Alenquer,
recordamos e honramos a memória do 1.º Cabo António
Augusto Carlos Porém. O seu nome permanece gravado na
história da CCaç 3497, na memória daqueles que com ele
serviram e do país que jurou defender, como um
dignificante exemplo de honra, dever e dedicação.
Honra à sua Memória.
