Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados que se seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Alter do Chão

Alter do Chão
José Augusto Vidinha da Costa

Soldado Atirador n.º 09169367
Companhia de Caçadores
2309
Batalhão de Caçadores 2835
«PELA PÁTRIA MULTIRRACIAL»
Angola: 22Fev a
01Jun1968 (data do falecimento)
Cruz de Guerra de 2.ª
Classe
(A título
póstumo)
IN
MEMORIAM
Soldado Atirador (N.º 09169367)
JOSÉ AUGUSTO VIDINHA DA COSTA
Condecorado com a Medalha da Cruz
de Guerra de 2.ª Classe (A título póstumo)
Homenagem
à Memória e ao Valor de um Herói do Alentejo
Natural da vila histórica de Alter do
Chão, filho de Francisco Martins da Costa e de Beatriz
Fortunata Vidinha, o jovem José Augusto Vidinha da Costa
pertenceu a uma geração marcada pelo
cumprimento
do dever militar e pelos sacrifícios exigidos pela
Guerra do
Ultramar.
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria N.º 2, em Abrantes, integrou a Companhia de
Caçadores 2309, subunidade pertencente ao Batalhão de
Caçadores 2833 «PELA PÁTRIA MULTIRRACIAL» e comandada
pelo Capitão Miliciano de Infantaria João Manuel
Salvatori Santos Ramalho.

No
dia 07 de Fevereiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo do Navio
de Transporte de Tropas (NTT) ‘Quanza’, deixando
para trás a sua terra natal e a família. Após mais de
duas semanas de travessia atlântica, desembarcou em
Luanda no dia 22 de Fevereiro de 1968.
Com a sua Companhia colocada em Zemba
(mantendo um pelotão destacado em Mucondo), o Soldado
Vidinha da Costa participou em exigentes operações
militares no teatro de operações do Norte de Angola.
O Acto de
Heroísmo e o Derradeiro Sacrifício
Foi no dia 1 de Junho de 1968, no
decorrer da Operação “Preparação 2”, perto das nascentes
do rio Loche, após a passagem por Dundo – Ia –
Mutongola, que o destino do Soldado José Augusto Vidinha
da Costa se selou de forma trágica e heroica.
Sob uma forte emboscada inimiga,
perante o perigo eminente e debaixo de intenso fogo, o
Soldado Vidinha da Costa não hesitou. Lançou-se
corajosamente para a frente, a peito descoberto,
procurando neutralizar o inimigo e proteger, com o seu
próprio corpo e a própria vida, o comandante da sua
Secção, que tombara ferido aos primeiros tiros.
Dessa atitude de abnegação, bravura e
camaradagem extrema resultou ter sido fatalmente
atingido. O seu sacrifício evitou perdas maiores e
demonstrou a grandeza da sua alma e a firmeza dos seus
valores.
Pelo seu feito sublime, o Governo da
República Portuguesa
concedeu-lhe,
a título póstumo, por Portaria de 19 de Fevereiro de
1969, a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe,
alicerçada no louvor oficial publicado na Ordem de
Serviço n.º 22, de 28 de Dezembro de 1968, do CCFAA:
«Por proposta
do Comandante da Região Militar de Angola, louvo, a
título póstumo, o Soldado n.º 09169367, José Augusto
Vidinha da Costa, da CCac 2309/BCac 2833, porque no
decorrer da Operação “Preparação 2”, tendo as forças do
seu Agrupamento sofrido forte emboscada, se lançou
corajosamente para a frente, a peito descoberto e
debaixo de fogo, procurando neutralizar o In e proteger
a todo o custo e com o seu próprio corpo, o comandante
da Secção, que caíra ferido aos primeiros tiros. Da sua
decidida e abnegada atitude resultou ter sido atingido e
sofrido ferimentos que lhe vieram a provocar a morte.
Mostrou assim
o Soldado Vidinha da Costa muita coragem, decisão,
sangue frio e serena energia debaixo de fogo, o que o
torna digno de ser destacado como exemplo de virtudes do
Soldado Português.»
Legado e
Memória Eterna
Os seus restos mortais repousam no
Cemitério de Alter do Chão, regressados à terra que o
viu nascer.
A 25 de Março de 2023, a sua memória e
o
seu nome foram perpetuados em bronze e pedra no Memorial
de Homenagem aos Combatentes do Concelho de Alter do
Chão da Guerra do Ultramar, erigido pela Câmara
Municipal, garantindo que as vindouras gerações não
esquecerão o seu nome nem o seu sacrifício.
À sua memória, a nossa mais sentida e
eterna homenagem.
Honra e Glória
“Pela Pátria”
