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Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Montemor-o-Novo

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Montemor-o-Novo

 

Nsvila

 

Nossa Senhora da Vila

 

Emílio António Catalão Sampaio

 

Soldado de Cavalaria, n.º 482/61

 

Esquadrão de Cavalaria 252

«GUINÉ PORTUGUESA»

 

Guiné: 16Ago1961 a 29Ago1963 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo

 

Emílio António Catalão Sampaio, Soldado de Cavalaria, n.º 482/61, nascido no dia 7 de Junho de 1940, na freguesia de Nossa Senhora da Vila, concelho de Montemor-o-Novo, filho de Henrique José Sampaio e de Fortunata de Jesus, solteiro;


RC3-2Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 10 de Agosto de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou num ECav252navio de transporte de tropas, integrado no Esquadrão de Cavalaria 252 (ECav252) «GUINÉ PORTUGUESA», rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 16 de Agosto de 1961;


A sua subunidade de cavalaria,
comandada pelo Capitão de Cavalaria António Lopo Machado do Carmo [tombou em combate no dia 14Mar1963 - Cruz de Guerra de 2.ª classe, a titulo póstumo, substituído pelo Capitão de Cavalaria Luís Alberto do Paço Moura dos Santos] ficou colocada em Bissau, tendo destacado, em 23 de Agosto de 1961, dois pelotões para Bafatá, em reforço ao Batalhão de Caçadores 238 (BCac238); em 28 de Agosto de 1961, foi transferida para Bula, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 239 (BCac239); em 12 de Janeiro de 1963, rodou para São Domingos; e em 10 de Agosto de 1963, foi rendida no subsector de São Domingos pela Companhia de Artilharia 349 (CArt349);


Faleceu no dia 29 de Agosto de 1963, no itinerário Mariaca – Bissorã, em consequência de ferimentos em combate;


Tinha 23 anos de idade;


Está inumado no cemitério de Montemor-o-Novo.

 

Paz à sua Alma

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Excerto da Revista da Cavalaria do ano de 1963, pág. 207, da autoria do Brigadeiro Fernando Louro de Sousa:

 

[...]


A Companhia de Cavalaria 252 [Esquadrão de Cavalaria 252], regressada à Mãe-Pátria, desenvolveu a maior energia e decisão nos reconhecimentos, emboscadas, armadilhas, etc., na região fronteiriça do sub-sector de São Domingos, onde o seu heroico Comandante - Capitão Machado do Carmo - perdeu a vida.

 

 

Seguidamente na região do Óio tomou parte em numerosas operações, isoladas ou integradas no Batalhão, cumprindo eficientemente e em que vários dos seus elementos se destacaram pela sua bravura a ponto de receberem cruzes de guerra.


O louvor, conferido pelo Comandante-Chefe à Companhia [Esquadrão], enaltecendo a brilhante actuação desta Unidade, durante os 27 meses em que serviu na Guiné.
 

[...]

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Notícia publicada no jornal “O Século”
 

ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 252


Comandante:
Inicialmente: Capitão Lopo do Carmo (morto em combate)
Depois: Capitão Moura Santos


A bordo do Paquete Índia chegou ao Tejo, um contingente de tropas provenientes da Guiné, do qual faz parte o célebre Esquadrão 252, de Bula, que foi comandado pelo falecido Capitão Lopo do Carmo [Capitão de Cavalaria António Lopo Machado do Carmo, Cruz de Guerra de 2.ª classe, tombou em combate no dia 14 de Março de 1963] que pereceu em combate na fronteira do Senegal, há sete meses, ganhando a Cruz de Guerra. Depois da sua morte passou o Esquadrão a ser comandado pelo sr. Capitão Moura Santos [Capitão de Cavalaria Luís Alberto do Paço Moura dos Santos] que foi seu subalterno, o qual ficou agora na Guiné a acabar o seu tempo de comissão de serviço.


A obra psicossocial, desportiva e de carácter operacional desta unidade de reconhecimento, foi a todos os títulos valorosa e excepcional pelo seu admirável comportamento, espírito de combate e amizade criada pelo seu falecido comandante e que foi continuada pelo actual. Os componentes da unidade há sete meses que usam no fardamento a braçadeira de luto, que só tirarão a partir do dia da desmobilização.


O espírito de combate desta unidade de cavalaria era temível, chegando a ser considerado pela rádio de Dacar como o «Esquadrão Vagabundo» porque o mesmo lhes contrariava os seus propósitos de terrorismo, aparecendo sempre no seu vasto sector operacional, desde Varela a Farim, passando por Mansabá. Tanto o Esquadrão como os seus oficiais, sargentos, cabos e soldados vêm aureolados de louvores, sendo os últimos do próprio comandante militar da Guiné, Sr. Brigadeiro Louro de Sousa.


No campo desportivo, através do entusiasmo do falecido Capitão Lopo do Carmo e do Alferes Joaquim Azevedo, jogadores e treinadores, realizaram através do grupo local - Nuno Tristão Futebol Clube - uma notável acção, construindo um campo desportivo cimentado e iluminado a que ultimamente foi dado o nome de Estádio Capitão de Cavalaria Lopo do Carmo.


Nos campeonatos da província da Guiné, em 1961-62 classificaram-se em segundo lugar em andebol, em primeiro no voleibol e em quarto no basquetebol; em 1962-63 foram campeões em andebol e em voleibol. Criaram escolas de jogadores de futebol, de basquete e de ciclismo, possuindo presentemente o melhor equipamento da província. Andavam agora a tratar da construção de uma piscina para a qual já deixaram fundos monetários através de subsídios do Totobola e do actual Ministro do Ultramar.


No campo educativo criaram escolas de aprendizagem da língua materna, em colaboração com as missões, montando escolas complementares com todos os apetrechos e que eram admiradas por todos aqueles que por lá passaram e as observaram. Deixaram nas diversas tribos a maior simpatia e admiração e era interessante a harmonia ética que conseguiram realizar através da escola e do desporto. Edificaram os seus aquartelamentos em Bula e em Mansabá, a par das respectivas escolas, frequentadas por imensas criancinhas que ainda eram alimentadas, vestidas e calçadas.


O Esquadrão 252 teve uma afectuosa despedida na Guiné e em Estremoz foi-lhe preparada uma grande recepção.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1963, páginas 165 e 166)
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