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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Vila Franca do Campo

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Vila Franca do Campo

 

 

São Miguel

 

Elementos cedidos pelo veterano JC Abreu dos Santos

Foto cedida pela sua nora, D. Carla Tavares

 

Francisco Tomé Andrade

 

Alferes Mil.º Médico, n.º 07656565

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Caçadores 4911/72

«NOBRE E FORTE LUTANDO ATÉ À MORTE»

 

Angola: 06Nov1973 a 11Jan1974 (data do falecimento)

In Memoriam

Alferes Oficial Miliciano Médico Francisco Tomé Andrade

«Inter Arma Fons Vitae»

«Nobre e Forte Lutando até à Morte»

Em solene homenagem, curvamo-nos perante a memória de Francisco Tomé Andrade, Alferes Oficial Miliciano Médico (n.º mecanográfico 07656565), um homem que transformou o dever militar num sacerdócio de solidariedade, humanismo e bravura.

Natural da freguesia de São Miguel, concelho de Vila Franca do Campo, na Ilha de São Miguel, Açores; filho extremoso de Francisco Tomé Andrade e de D. Maria dos Anjos Tomé Andrade, e casado com a Senhora D. Delfina da Conceição Cera Soares Tomé Andrade.

Formado na nobre missão de curar e salvar vidas, Francisco Tomé Andrade pertencia à Escola do Serviço de Saúde Militar (ESSM – Lumiar, Lisboa) «INTER ARMA DOCENDO». Foi mobilizado pelo Hospital Militar Principal (HMP – Estrela) «INTER ARMA FONS VITAE» para cumprir o seu dever perante a Pátria na Província Ultramarina de Angola.

Na noite de terça-feira, dia 6 de Novembro de 1973, juntamente com outros camaradas oficiais médicos, embarcou no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 – Portela, Lisboa) a bordo de um voo Boeing-727 dos Transportes Aéreos Militares (TAM), com destino à Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda). Dali seguiu para ser colocado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 4911/72 (BCac 4911/72) «NOBRE E FORTE LUTANDO ATÉ À MORTE» — unidade mobilizada pelo Batalhão Independente de Infantaria 19 (BII19 – Funchal) —, então aquartelada em Dala, na Zona Militar Leste (ZML) da Região Militar de Angola.

O Derradeiro Voo de Solidariedade

No cumprimento abnegado do seu juramento de Hipócrates e do seu dever militar, na sexta-feira, dia 11 de Janeiro de 1974, o Alferes Médico Francisco Tomé Andrade partiu de Dala numa avioneta civil Cessna com o propósito de prestar assistência clínica ao destacamento da Companhia de Caçadores 206 (CCac 206) — «A MAIS OPERACIONAL A NORTE DO CASSAI» —, sediado no Cassai.

Após a recolha de dois militares e no decorrer do voo entre o Cassai e Nova Chaves, a fatalidade abateu-se sobre a missão: por causas tragicamente nunca apuradas, o aparelho despenhou-se. Naquele nefasto acidente pereceram todos os seus ocupantes:

  • Francisco Tomé Andrade, Alferes Miliciano Médico;

  • O piloto civil da aeronave Cessna;

  • Orlando Sérgio Prata de Morais, Alferes Miliciano Atirador (N.º Mec. 60354471), natural de Vila Flor (Angola), Comandante do Destacamento, mobilizado pelo Regimento de Infantaria 21 (RI21 – «PRA FRENTE»), cujo corpo viria a ser inumado no cemitério de Santa Comba Dão;

  • Euclides José Mendes de Carvalho Coelho, Soldado Condutor-Auto (N.º Mec. 00985468), natural de Caldas de São Paulo (Penalva de Alva, Oliveira do Hospital), mobilizado pela Escola Prática de Infantaria (EPI – Mafra – «AD UNUM»), cujos restos mortais repousam no Cemitério Municipal da Conchada, em Coimbra.

Honra e Memória Eterna

Os restos mortais do Alferes Mil.º Médico Francisco Tomé Andrade repousam hoje em solo açoriano, no Cemitério de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, na sua terra natal de São Miguel.

A sua entrega, humanismo e sacrifício supremo ao serviço do próximo e de Portugal permanecem vivos no coração da sua família, dos seus camaradas de armas e da História militar do nosso País.

Paz à sua Alma. À sua Memória, a nossa Eterna Gratidão.

 

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