"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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visualização dos conteúidos clique
nos sublinhados existentes no texto
que se segue:
Outros
Guineenses
Portugueses fuzilados pelo PAIGC
Fuzilado
publicamente em Mansoa pelo PAIGC
Apesar de:
Excerto do texto “Mortos por
fuzilamento” de
Eduardo Dâmaso e Adelino Gomes:
«O PAICG
prometeu tratá-los com humanidade. Portugal creditou, pagou-lhes
seis meses de ordenado e pediu-lhes que entregassem as armas. Ainda
que renitentes, os 27 mil militares guineenses do Exército português
aceitaram. Mal as autoridades portuguesas abandonaram o país, logo o
novo poder executou os primeiros. Mortes reconhecidas na sinceridade
das certidões de óbito: “faleceu por fuzilamento”, diziam.
[…]
O jornal “Nô Pintcha” chegou
a publicar uma lista de nomes. Mas os sobreviventes calculam que
pelo menos um milhar terá comparecido diante do pelotão de
fuzilamento - alguns em aeroportos e campos de futebol, diante das
populações.»
Quecumba Camará
1.º
Sargento Graduado 'Comando'

Guiné: 13Abr1967 a
Mar1969
Soldado de Artilharia,
n.º 82108364
Companhia de Comando e
Serviços
Batalhão de Artilharia
1914 «SEM TEMOR»
«EM PERIGOS E GUERRAS
ESFORÇADOS»
Cruz de Guerra de 1.ª
classe
Guiné: Mar1969 a
23Dez1970
Soldado de Artilharia,
n.º 82108364
Batalhão de Cavalaria
2867 «SOMOS COMO SOMOS»
Prémio Governador da
Guiné
Guiné: 15Abr1971 a
07Set1974
2.º Sargento Graduado 'Comando'
2.ª Companhia de
Comandos Africana
«A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES»
Comando Territorial
Independente da Guiné
«CORAGEM E LEALDADE»
«A LEI DA VIDA ETERNA
DILATANDO»
Cruz de Guerra de 4.ª
classe

Quecumba
Camará,
1.º Sargento Graduado 'Comando',
natural da freguesia de São José de
Bissorã, concelho de Bissorã, mobilizado pelo
Comando Territorial Independente da
Guiné para servir Portugal naquela
Província Ultramarina integrado na:
-
2.ª Companhia de Comandos
Africana «A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES» (esta Companhia, em 2 de
Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de
Comandos da Guiné), no período de 15 de
Abril de 1971 a 07 de Setembro de 1974; e
Paz à sua Alma
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visualização da continuação do
texto:

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Cruz de Guerra de 1.ª classe
Soldado
de Artilharia, n.º 82108364
QUECUMBA CAMARÁ
CCS/BArt1914 - RAL1
GUINÉ
1.ª
CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 9 - 3.ª série, de 1970.
Por Portaria de 03 de Março de 1970:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Medalha
de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na
Província da Guiné Portuguesa, o
Soldado n.º 82108364, Quecumba
Camará, da Companhia de Comando e
Serviços do Batalhão de Artilharia
n.º 1914 - Regimento de Artilharia
Ligeira n.º 1.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela OE):
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, louvar o Soldado n.º
82108364, Quecumba Camará, da
Companhia de Comando e Serviços do
Batalhão de Artilharia n.º 1914 e do
recrutamento do Comando Territorial
Independente da Guiné, pelas
extraordinárias qualidades de
combatente que tem revelado possuir,
nas inúmeras acções em que tem
tomado parte.
A coragem, decisão e serena energia
que demonstra possuir em elevado
grau, aliadas a uma grande
capacidade de comando, valem-lhe as
citações nominais que em quase todas
as operações em que tomou parte tem
merecido, elevando-o no conceito de
todos os comandantes sob cujas
ordens tem servido em operações.
As suas reacções a quando de ataques
inimigos ao aquartelamento onde está
colocado definem bem a sua
excepcional têmpera de combatente.
Num desses ataques, em Fevereiro de
1968, o sector em que se encontrava
instalado o grupo a que pertencia,
foi atacado fortemente por elementos
inimigos, que tendo tomado posição
numa casa a cerca de cinquenta
metros do perímetro defensivo,
preparavam-se para assaltar a
posição das nossas tropas,
aproveitando a escuridão total
existente. Nesta altura, tendo
pedido para ir queimar a referida
casa, o Soldado Quecumba Camará
deslocou-se debaixo de fogo até às
suas proximidades, incendiando-a com
granadas de mão e voltando sempre
debaixo de fogo a ocupar o seu lugar
na defesa. Mercê desta arrojada
iniciativa, toda a instalação
inimiga passou a estar bem
iluminada, o que permitiu que fosse
batida eficazmente pelas nossas
tropas, obrigando o inimigo a
retirar com pesadas baixas.
Por esta e outras actuações, o
Soldado Quecumba Camará honra o
Exército a que pertence e deve ser
apontado como valioso exemplo a
seguir.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
2.º
Sargento graduado, dos
Comandos Africanos
QUECUMBA CAMARÁ
2.ªCCmds - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na OE
n.º 36 - 3.ª série, de
1973.
Agraciado com a Cruz de
Guerra de 4.ª classe,
nos termos do art.º 20.º
do Regulamento da
Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto
n.º 566/71, de 20 de
Dezembro de 1971, por
despacho do
Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné,
de 4 de Agosto último, o
2.º Sargento graduado,
Quecumba Camará, da 2.ª
Companhia de Comandos
Africana - Comando
Territorial Independente
da Guiné.
Transcrição do louvor
que originou a
condecoração.
(Publicado na OS n.º 41,
de 3 de Agosto de 1973,
do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné
e n.º 39, de 27 de
Setembro do mesmo ano,
do Quartel General do
Comando Territorial
Independente da Guiné
(QG/CTIG):
Por proposta do
Comandante Militar, o
General Comandante-Chefe
das Forças Armadas da
Guiné, por despacho de 3
de Agosto de 1973,
louvou o 2.º Sargento,
graduado, Quecumba
Camará, da 2.ª Companhia
de Comandos Africana,
pelas extraordinárias
qualidades de coragem,
decisão, sangue-frio e
serena energia debaixo
de fogo, evidenciadas ao
longo de toda a sua
actividade operacional,
no Teatro de Operações
da Guiné.
De salientar a sua
actuação no decorrer da
operação "Pérola Negra",
em que reagiu com grande
agressividade e desprezo
pelo perigo às
emboscadas montadas pelo
inimigo, provocando-lhe
baixas e capturando
pessoalmente um elemento
adversário.
Na operação "Esmeralda
Negra", quando então era
comandante de grupo, foi
o primeiro a abrir fogo
sobre o inimigo,
abatendo imediatamente
um elemento e reagindo
ousadamente a uma
emboscada pouco depois
sofrida, obrigando-o a
debandar.
Na mesma operação,
comandou de forma muito
eficiente o seu Grupo de
Combate durante um
contacto que durou cerca
de trinta minutos,
obrigando o inimigo a
retirar sem recolher os
mortos e o material
deixado no solo.
Na operação "Canguru
Indisposto", quando deu
pela falta de um
elemento que fazia parte
do seu Grupo de Combate
e que devia ter ficado
no local da emboscada
que havia sido montada
às Nossas Tropas,
ofereceu-se para ir
recuperar o corpo do
camarada, o que
conseguiu, não obstante
a nova emboscada que por
esse motivo o inimigo
voltou a montar.
O 2.º Sargento graduado
Quecumba Camará, pela
sua valorosa conduta em
combate e ainda pelas
suas qualidades de homem
e militar, é digno de
ser apontado como
exemplo, pois honra a
tropa de Comandos e o
Exército a que pertence.
-------------------
Prémio Governador da Guiné
Jornal do Exército,
ed. 121, pág. 60, de
Janeiro de 1970:
«Soldado n.º 82108364, Quecumba
Camará, do Batalhão de Cavalaria n.º
2867, natural da freguesia de São
José de Bissorã, concelho de Bissorã
Louvado porque tem revelado
extraordinárias qualidades de
combatente nas inumaras acções em
que tem tomado parte.
Tais qualidades lhe valeram citações
nominais nas operações «Novilhada»,
«Quetina» e «Corsário Negro» e nas
flagelações inimigas a Tite em 16 de
Outubro de 1968, 1 de Novembro de
1968 e 15 de Fevereiro de 1969
elevaram-no ao conceito de todos os
comandantes sob cujas ordens tem
servido em operações.
A sua acção no ataque inimigo a
Bissássema em 8 e 9 de Fevereiro de
1968 define bem a sua excepcional
têmpera. Estando o sector em que se
encontrava instalado o grupo a que
pertencia a ser atacado fortemente
por elementos inimigos, que tinham
tomado posição numa casa a cerca de
50 metros do perímetro defensivo, e
que, aproveitando a escuridão total
se preparavam para assaltar a
posição, o soldado Quecumba Camará,
tendo pedido para ir queimar a
referida casa, deslocou-se debaixo
de fogo até ás proximidades,
incendiando-a com granadas de mão, e
voltando sempre debaixo de fogo a
ocupar o seu lugar na defesa. Mercê
desta arrojada iniciativa, toda a
instalação inimiga passou a ser
claramente iluminada, permitindo que
fosse batida eficazmente pelas
nossas tropas que obrigaram o
inimigo a retirar com pesadas
baixas.
Pela sua actuação, o soldado n.º
82108364, Quecumba Camará, honra o
exército a que pertence e deve ser
apontado como valioso exemplo e
seguir.»

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Batalhão
de Artilharia n.º 1914
Identificação:
BArt1914
Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira
1 (RAL1 - Lisboa)
Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia
Artur Relva de Lima
Tenente-Coronel de Infantaria Hélio
Augusto Esteves Felgas
Tenente-Coronel
de Cavalaria António Maria Rebelo
2.º Comandante:
Major de Artilharia Fernando de
Melo Vieira Ponces de Carvalho
Major de Artilharia Gonçalo Álvares
Guedes Vaz
Oficial de Informações e
Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Emídio
José da Rocha Pereira Rodrigues
Comandantes de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Infantaria José
Manuel da Conceição Paraíso Pinto
Companhia de Artilharia 1690
(CArt1690):
Capitão de Artilharia Manuel
Carlos da Conceição Guimarães
Capitão Mil.º de Artilharia Carlos
Manuel Morais Sarmento Ferreira
Companhia de Artilharia 1691
(CArt1691):
Capitão de Artilharia António de
Albuquerque
Capitão Mil.º de Artilharia José
Reis Fernandes Leitão
Capitão Mil.º de Artilharia José
Maria Torre Vale Santos
Alferes Mil.º de Artilharia José
Júlio Barbosa de Morais Sarmento
Companhia de Artilharia 1692
(CArt1692):
Capitão de Artilharia José João
de Sousa Veiga da Fonseca
Divisa:
"Sem Temor"
Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de
1967, no NTT «Uíge»; desembarque em
13 de Abril de 1967 (a Companhia de
Artilharia 1690 desembarcou em 15 de
Abril de 1967).
Regresso:
Embarque no dia 3 de Março de
1969, no NTT «Uíge».
Síntese da Actividade Operacional
Em 15 de Abril de 1967, rendendo
o Batalhão de Caçadores 1860
(BCac1860), assumiu a
responsabilidade do Sector SI, com
sede em Tite e abrangendo os
subsectores de Tite, Jabadá,
Fulacunda e Empada.
Em 6 de Maio de 1968, por subdivisão
do subsector de Tite, foi criado o
subsector de Nova Sintra;
Em 19 de Janeiro de 1969, o
subsector de Empada passou à
responsabilidade do Comando
Operacional 4 (COP4), então criado.
Desenvolveu intensa actividade
operacional, actuando
prioritariamente sobre as bases
inimigas existentes nas regiões do
Quinara e Cubisseco e promovendo a
ocupação e instalação de forças em
Bissássema e Gubia, a fim de
permitir a recuperação e segurança
das populações e construção dos
respectivos aldeamentos.
Pelos resultados obtidos e pela
importância da manobra, destacam-se
as operações "Nicotina", "Quebra
Vento" e "Corsário Negro", entre
outras.
Dentre o material capturado mais
significativo, destaca-se: 1
metralhadora pesada, 4 metralhadoras
ligeiras, 8 espingardas, 11
pistolas-metralhadoras e 132
granadas de armas pesadas.
Em 3 de Março de 1969, foi rendido
no sector de Tite pelo Batalhão de
Cavalaria 2867 (BCav2867),
recolhendo a Bissau a fim de
efectuar o embarque de regresso.
----------------------------------------------------------------------
A
Companhia de Artilharia 1690
(CArt1690) seguiu em 17 de Abril
de 1967 para Geba, tendo assumido em
20 de Abril de 1967 a
responsabilidade do subsector de
Geba, com destacamentos em
Cantacunda, Camamudo, até finais de
Maio de 1968, Banjara, até
princípios de Outubro de 1968, Sare
Banda, a partir de princípios de
Janeiro de 1968, Sare Gana, a partir
de finais de Abril de 1968 e Sinchã
Sutú, de princípios de Janeiro a
finais de Abril de 1968, ficando
sucessivamente integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 1877 (BCac1877) e depois
do Batalhão de Cavalaria 1905
(BCav1905) e ainda do Batalhão de
Caçadores 2856 (BCac2856).
Em 4 de Novembro de 1968, foi
rendida pela Companhia de Caçadores
2437 (CCac2437), por troca, e seguiu
para Bissau a fim de integrar o
dispositivo do Batalhão de Caçadores
1911 (BCac1911), com vista a
efectuar a segurança e protecção das
instalações e das populações da
área.
----------------------------------------------------------------------
A
Companhia de Artilharia 1691
(CArt1691) foi atribuída ao
Batalhão de Caçadores 1887
(BCac1887), assumindo, em 5 de Maio
de 1967, a responsabilidade do
subsector de Saliquinhedim, onde
colmatou a saída anterior da
Companhia de Caçadores 1422
(CCac1422).
Em 20 de Novembro de 1967, foi
rendida por troca pela Companhia de
Caçadores 1792 (CCac1792) e foi
transferida para Farim, no mesmo
sector, a fim de assumir as funções
de subunidade de intervenção e
reserva e cumulativamente a
responsabilidade do respectivo
subsector de Farim, tendo actuado em
diversas acções realizadas nas
regiões de Cumbamori, Mampatás,
Biribão e Morés, entre outras, e
tendo ainda destacado pelotões por
períodos variáveis para reforço das
guarnições de Canjambari, Jumbembém
e Saliquinhedim.
De 18 de Novembro a 2 de Dezembro de
1968, foi temporariamente instalada
em Jumbembém, com vista a actuar
naquela zona de acção: destacou
ainda dois pelotões para Canjambari,
de 27 de Dezembro de 1967 a 23 de
Janeiro de 1968, a fim de
substituírem a Companhia de
Caçadores 1525 (CCac1525) até à
chegada da Companhia de Artilharia
2340 (CArt2340) e também outros dois
pelotões para Saliquinhedim, de 1 a
25 de Junho de 1968, a fim de
substituírem a Companhia de
Caçadores 1792 (CCac1792) até à
chegada da Companhia de Artilharia
2384 (CArt2384).
Em 28 de Fevereiro de 1969, foi
substituida no subsector de Farim
pela Companhia de Cavalaria 1748
(CCav1748), recolhendo seguidamente
a Bissau, a fim de efectuar o
embarque de regresso.
----------------------------------------------------------------------
A
Companhia de Artilharia 1692
(CArt1692) assumiu, em 16 de
Abril de 197, a responsabilidade do
subsector de Sangonhá, com um
pelotão destacado em Cacoca, ficando
integrada no dispositivo e manobra
do Batalhão de Artilharia 1896
(BArt1896) e depois do Batalhão de
Caçadores 2834 (BCac2834).
Em 1 de Agosto de 1967, foi rendida
por troca pela Companhia de
Caçadores 1620 (CCac1620), assumindo
a responsabilidade do subsector de
Cameconde, com dois pelotões
destacados em Cacine, no mesmo
sector.
Em 28 de Dezembro de 1968, foi
rendida em Cacine e Cameconde pela
Companhia de Caçadores 2445
(CCac2445) e foi transferida para
Bissau, a fim de reforçar o
dispositivo do Batalhão de Caçadores
1911 (BCac1911), com vista a
cooperar na segurança e protecção
das instalações e das populações da
área, permanecendo nesta situação
até ao seu embarque de regresso.
-------------------
Batalhão
de Cavalaria n.º 2867
Identificação:
BCav2867
Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 -
Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria
José Luis Trinité Rosa
2.º Comandante:
Major de Cavalaria Francisco
José Martins Ferreira
Oficial de Informações e
Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria Carlos Dias
Antunes
Comandantes
de Companhia:
Companhia de Comando e Serviços
(CCS):
Capitão Mil.º de Artilharia
Carlos Pedro da Fonseca e Silva
Capitão Mil.º de Artilharia Mário
Pais Mexia Leitão
Companhia de Cavalaria 2482
(CCav2482):
Capitão de Cavalaria Henrique de
Carvalho Morais
Companhia de Cavalaria 2483
(CCav2483):
Capitão de Cavalaria Joaquim
Manuel Correia Bernardo
Capitão Mil.º de Artilharia João
José Pires de Almeida Loureiro
Capitão Mil.º de Artilharia Ricardo
José Prego Gamado
Companhia de Cavalaria 2484
(CCav2484):
Capitão de Cavalaria José
Guilherme Paixão Ferreira Durão
Divisa:
"Somos como somos"
Partida:
Embarque em 23 de Fevereiro de
1969, no NTT «Uíge»; desembarque em
1 de Março de 1969
Regresso:
Embarque em 23 de Dezembro de
1970, no NTT «Uíge».
Síntese
da Actividade Operacional
Em 3 de Maio de 1969, rendendo o
Batalhão de Artilharia 1914
(BArt1914), assumiu a
responsabilidade do Sector SI, com
sede em Tite e abrangendo os
subsectores de Títe, Nova Sintra,
Jabadá e Fulacunda.
As suas subunidades mantiveram-se
sempre enquadradas no dispositivo e
manobra do seu batalhão [BCav2867].
Desenvolveu intensa actividade
operacional de patrulhamento,
reconheci-mento, batidas e
emboscadas, de controlo dos
itinerários e comandou e coordenou a
actuação das subunidades do sector
em várias operações realizadas na
sua zona de acção.
Pelas baixas causadas ao inimigo,
captura de armamento e material e
amplitude e intensidade do esforço,
destacam-se as operações "Armas
Leais", "Gerês", "3.ª Estocada",
"4.ª Batalha", "6.º Desforço",
"Andar Ligeiro" e "Grande Roda"
entre outras.
A par disso, coordenou e impulsionou
a implantação de aldeamentos e a
promoção socioeconómica das
populações, bem como a sua segurança
e defesa contra vários ataques
desencadeados pelo inimigo aos
aquartelamentos e aldeamentos.
Dentre o material capturado mais
significativo, salienta-se: 4
metralhadoras ligeiras, 6
pistolas-metralhadoras, 12
espingardas e 5 lança-granadas
foguete.
Em 15 de Dezembro de 1970, foi
rendido no sector de Tite pelo
Batalhão de Artilharia 2924
(BArt2924) e recolheu a Bissau para
embarque de regresso.
----------------------------------------------------------------------
 |
A
Companhia de Cavalaria 2482
(CCav2482) seguiu imediatamente
para Tite, assumindo a
responsabilidade do respectivo
subsector e rendendo a Companhia de
Artilharia 2414 (CArt2414) em 2 de
Março de 1969.
Em 30 de Junho de 1969, por rotação
com a Companhia de Caçadores 2314
(CCac2314), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Fulacunda.
Em 14 de Dezembro de 1970, foi
rendida pela Companhia de Artilharia
2772 (CArt2772) e recolheu a Bissau
para o embarque de regresso.
|
----------------------------------------------------------------------
A
Companhia de Cavalaria 2483
(CCav2483) assumiu, em 7 de
Março de 1969 a responsabilidade do
subsector de Nova Sintra, com um
pelotão destacado em S. João, até 31
de Maio de 1969, rendendo a
Companhia de Artilharia 1743
(CArt1743).
Em 23 de Setembro de 1970, rendida
pela Companhia de Cavalaria 2765
(CCav2765), foi transferida para
Tite, a fim de substituir a
Companhia de Cavalaria 2443
(CCav2443), na sua função de
intervenção do sector,
cumulativamente com a
responsabilidade da quadrícula.
Em 14 de Dezembro de 1970, foi
rendida pela Companhia de Cavalaria
2765 (CCav2765) e recolheu a Bissau
para o embarque de regresso.
----------------------------------------------------------------------
 |
A
Companhia de Cavalaria 2484
(CCav2484) assumiu em 4 de Março de
1969 a responsabilidade do subsector
de Jabadá, rendendo a Companhia de
Artilharia 1802 (CArt1802).
De 3 de Novembro a 9 de Dezembro de
1969, destacou, temporariamente,
três pelotões para Tite, a fim de
possibilitar a substituição da
Companhia de Caçadores 2314
(CCac2314) pela Companhia de
Cavalaria 2443 (CCav2443), no
subsector de Tite.
Em 9 de Dezembro de 1970, foi
rendida pela Companhia de Artilharia
2773 (CArt2773) e recolheu a Bissau
para o embarque de regresso.
|
-------------------
2.ª Companhia de Comandos Africanos
Identificação:
2ªCCmdsAfr
Comandante:
Tenente Graduado 'Comando'
Mamadu Saliu Bari
Tenente Graduado 'Comando' Adriano
Sisseco
Tenente Graduado 'Comando' Armando
Carolino Barbosa
Início:
15 de Abril de 1971
Extinção:
7 de Setembro de 1974
Síntese da Actividade Operacional
Foi organizada e instruída em Fá
Mandinga a partir de 15 de Abril de
1971 exclusivamente com pessoal
africano natural da Guiné e foi
formada com base em anterior Grupos
de Comandos existentes junto dos
batalhões e com graduados vindos da
1.ª Companhia de Comandos Africanos
(1ªCCmdsAfr), tendo realizado o
treino operacional de 28 de Agosto a
23 de Setembro de 1971, o qual
incluiu a participação em operações
realizadas nas regiões de
Sancorlá-Cossarandim e Ponta Varela,
no sector do Batalhão de Artilharia
2917 (BArt2917).
A subunidade ficou colocada em Fá
Mandinga, com a função de
intervenção e reserva do
Comando-Chefe, tendo sido atribuída
inicialmente ao Batalhão de
Artilharia 2917 (BArt2917), com
vista à realização de operações nas
regiões de
Malafo-Enxalé, em 10 e 11 de
Setembro de 1971 e
Gã Júlio, de 2 a 4 de Outubro de
1971.
Em meados de Outubro de 1971, passou
a ficar instalada em Brá (Bissau)
nas instalações do futuro Batalhão
de Comandos (BCmds), em conjunto com
a 1.ª Companhia de Comandos Africana
(1ªCCmdsAfr) com a qual passou a
tomar parte em operações realizadas
em regiões diversas, nomeadamente
nas regiões de
Cancodeá Beafada, em 6 de Outubro de
1971; do
Choquemone, de 18 a 22 de Outubro de
1971; de
Tancroal, de 29 de Outubro a 1 de
Novembro de 1971; do
Morés, de 20 a 24 de Dezembro de
1971 e de 7 a 12 de Fevereiro de
1972; de
Gussará-Tambicó, de 30 de Maio a 3
de Junho de 1972 e ainda as
operações preparatórias e de
consolidação da instalação do
Comando Operacional 7 (COP7) na
península de Gampará (operação
"Satélite Dourado"), de 11 a 15 de
Novembro de 1971 e operação "Pérola
Amarela", de 24 a 28 de Novembro de
1971.
Tomou também parte em operações
desenvolvidas pelo Comando de
Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) na
região de Caboiana-Churo, de 28 de
Abril de 1971 a 1 de Maio de 1972,
de 26 a 28 de Junho de 1972 e de 19
a 21 de Dezembro de 1972 e pelo
Comando Opercional 4 (COP4), de 28
de Março a 8 de Abril de 1972.
Realizou
ainda operações em diversas zonas de
acção, nomeadamente na região de
Suarecunda, em 17 de Janeiro de 1972
e de 18 a 21 de Maio de 1972, no
sector do Batalhão de Caçadores 3832
(BCac3832( e de
Sare Bacar, em 6 de Maio de 1972, no
sector do Batalhão de Cavalaria 3864
(BCav3864), entre outras.
Em 2 de Novembro de 1972, foi
integrada no Batalhão de Comandos (BCmds),
então criado, tendo tomado parte em
todas as operações planeadas e
comandadas por este batalhão e tendo
ainda sido atribuída algumas vezes
para realização de operações
desenvolvidas elos sectores ou
comandos equivalentes.
A 2.ª Companhia de Comandos Africana
(2ªCCmdsAfr) foi desactivada e
extinta em 7 de Setembro de 1974,
com as restantes forças do Batalhão
de Comandos (BCmds).
