Luís António Andrade Âmbar, Alferes
de
Cavalaria: Cruz de Guerra de 1.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Luís
António Andrade Âmbar
Alferes de Cavalaria, n.º
00530363
Companhia de Caçadores 1560
«LEOPARDOS»
Batalhão de Caçadores 1891
«LEAIS E
VALOROSOS»
Moçambique: 21Mai1966 a
25Jul1967 (data do falecimento)
Cruz de Guerra, de
1.ª classe
(Título póstumo)
IN
MEMORIAM E HOMENAGEM
Alferes de Cavalaria Luís
António Andrade Âmbar
N.º 00530363 | Cruz de
Guerra de 1.ª Classe (A Título Póstumo)
Ficha
Biográfica e Registro Militar
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Nome Completo:
Luís António Andrade Âmbar
-
Data de Nascimento:
14 de Outubro de 1944
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Naturalidade:
Freguesia de São Pedro, Concelho de
Ponta Delgada, Açores
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Filiação:
Aires Virgílio do Rêgo Âmbar e Maria
Justina Banha de Andrade Âmbar
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Estado Civil:
Solteiro
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Unidade
Mobilizadora: Escola Prática de
Cavalaria (EPC - Santarém)
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Unidade de Serviço:
Companhia de Caçadores 1560 (CCac 1560)
«LEOPARDOS» / Batalhão de Caçadores 1891
(BCac 1891) «LEAIS E VALOROSOS»
(Regimento de Infantaria N.º 16 – Évora)
-
Teatro de
Operações: Região de Maniamba,
Niassa, Província Ultramarina de
Moçambique
-
Data do
Falecimento: 25 de Julho de 1967
(22 anos)
-
Causa da Morte:
Ferimentos mortais em combate
-
Local de Inumação:
Cemitério do Alto de São João, em Lisboa
I.
Trajectória Militar e Percurso do Herói
Nascido
na açoriana cidade de Ponta Delgada a 14 de
Outubro de 1944, Luís António Andrade Âmbar
ingressou na Academia Militar a 01 de
Outubro de 1963 como cadete-aluno (n.º 264
do Corpo de Alunos / n/m 00530363),
abraçando com
irrepreensível
vocação e rigor a carreira das armas na Arma
de Cavalaria.
Em Março de 1966, como
finalista do curso de Cavalaria da Academia
Militar, foi colocado na Escola Prática de
Cavalaria (EPC - Santarém) para frequentar o
respetivo tirocínio, findo o qual foi
promovido a Aspirante-a-Oficial. A 28 de
Agosto de 1966 ascendeu ao posto de Alferes
de Cavalaria.
Mobilizado
pela Escola Prática de Cavalaria em comissão
de regime individual para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique,
embarcou
no dia 13 de Janeiro de 1967 rumo a Nacala.
Daí marchou para o noroeste distrital do
Niassa, assumindo o comando de pelotão da
Companhia de Caçadores 1560 (CCac 1560)
«LEOPARDOS», comandada pelo Capitão Mil.º
António A. C. Campinas, pertencente ao
Batalhão de Caçadores 1891 (BCac 1891)
«LEAIS E VALOROSOS» (proveniente do
Regimento de Infantaria N.º 16 – Évora),
aquartelada em Maniamba.
II. O Acto
Heroico e o Supremo Sacrifício
No Teatro de Operações de
Moçambique, o Alferes Âmbar notabilizou-se
pela sua coragem serena, valentia e
liderança exemplar. Em diversas situações de
extremo risco, colocou-se na linha da frente
para proteger e inspirar os seus homens.

Na terça-feira, dia 25 de
Julho de 1967, durante a execução da
Operação "Sobe-Sobe", na serra do Juzagombe
(região de Maniamba), o seu Grupo de Combate
preparava-se para desencadear um
golpe-de-mão contra uma base/acampamento
inimigo. Tendo sido detetado quando já se
encontrava sobre o objetivo e perante a
necessidade imperiosa de evitar a fuga dos
ocupantes, o Alferes Âmbar — com plena
consciência do gravíssimo perigo que corria
devido à escassa visibilidade — não hesitou
em dar a ordem de assalto mais cedo do que
fora previsto.
Avançando decididamente à
frente dos seus homens e sendo o primeiro a
lançar-se ao assalto, foi mortalmente
atingido pelo fogo inimigo. Tombou em
combate no cumprimento do dever com apenas
22 anos de idade, dando conscientemente a
própria vida pela Pátria e pelos seus
camaradas de armas.
Paz à sua Alma
III.
Transcrição Oficial do Louvor e Condecoração
Portaria
de 25 de Junho de 1968 (Ordem do Exército
n.º 16 — 2.ª Série, de 1968)
«Condecorado, a título
póstumo, com a Cruz de Guerra de 1.ª classe,
ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província de
Moçambique, o Alferes de Cavalaria, Luís
António Andrade Âmbar, da CCac 1560/BCac
1891, do RI 16.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração:
Louvado, a título
póstumo, o Alferes de Cavalaria, Luís
António Andrade Âmbar, pela sua
extraordinária coragem, abnegação e espírito
de sacrifício frente ao inimigo e debaixo de
fogo, amplamente demonstrados nas numerosas
acções de combate em que tomou parte.
Destacam-se as suas
actuações na operação "Quatro Camaradas", em
que, ao receber ordem para assaltar com o
seu Grupo de Combate, em ataque frontal, as
posições dominantes donde numeroso grupo
inimigo varria as nossas tropas com intenso
fogo de armas automáticas, morteiros e
lança-granadas foguete, foi o primeiro a
lançar-se imediatamente para a frente,
apesar de haver cerca de 800 m de terreno,
plano, descoberto e batido pelo fogo
inimigo. A sua actuação galvanizou de tal
maneira os seus homens que estes não
hesitaram em segui-lo, conseguindo,
juntamente com outro Grupo de Combate que
actuava no seu flanco direito, desalojar o
inimigo ao fim de hora e meia de violento
combate.
De realçar também a sua
actuação na operação "Sobe-Sobe", em que, ao
preparar-se para executar um golpe de mão a
uma base inimiga e havendo sido detectado já
sobre a base, não hesitou em dar a ordem de
assalto mais cedo do que fora previsto, a
fim de evitar que o grupo inimigo se pusesse
em fuga. Ao dar esta ordem de assalto, fê-lo
com plena consciência do grave perigo que
corria devido à fraca visibilidade; no
entanto, não hesitou em correr este perigo,
sendo ele o primeiro a lançar-se
ao assalto à frente
dos seus homens, o que lhe custou a vida,
pois foi atingido pelo fogo inimigo.
Assim, o Alferes Âmbar,
com o seu heroísmo e total espírito de
missão e sacrifício, acabou por dar,
conscientemente, a sua vida pela Pátria.
