Raul Ernesto Mesquita da Costa
Passos Ramos, Major do Corpo do
Estado Maior, nascido no dia 14 de
Março de 1931 em Boror, freguesia de
Mocuba, concelho de Quelimane
(Província
Ultramarina de Moçambique), filho de
Ismira Mesquita da Costa Passos
Ramos e de Ernesto Passos Ramos.

Em 12 de Novembro de 1948 ingressa
na Escola do Exército, para
frequentar o curso de artilharia.
De 7 de Janeiro a 5 de Fevereiro de
1959, capitão do quadro permanente
de artilharia (n/m 50275711), da
Escola Prática de Artilharia (EPA -
Vendas Novas) «...MAIS AFINANDO A
FAMA PORTRUGUESA», frequenta na
"Escola de
Informações,
Polícia Militar e Armas Especiais do
USArmy", o curso de armas especiais
da NATO-Europa;
De 14 a 19 de Março de 1960
frequenta na Escola Prática de
Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM» o
12.º curso de métodos de instrução;
Em
10 de Agosto de 1960 , comandante da
Bataria da Escola Prática de
Artilharia (EPA - Vendas Novas)
«...MAIS AFINANDO A FAMA
PORTRUGUESA», agraciado com a
Medalha de
Prata de Serviços Distintos:
Capitão
de Artilharia
Raul Ernesto Mesquita da Costa
Passos Ramos
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 12 - 2.ª
série, de 1960
Por Portaria de 10 de Agosto de 1960
Condecorado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos, por ter sido
considerado ao abrigo da alínea a)
do artigo 17.º, com referência ao
artigo 51.º, do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Capitão de Artilharia da
Escola Prática da Arma, Raul Ernesto
Mesquita da Costa Passos Ramos.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do Exército)
Louvado o Capitão de Artilharia, da
Escola Prática da Arma, Raul Ernesto
Mesquita da Costa Passos Ramos, pela
forma competente e dedicada como vem
servindo a arma de artilharia, por
vezes mesmo com prejuízo da sua
saúde.
Oficial novo, mas já conhecido e
considerado na sua arma, tem sabido,
mercê das suas óptimas qualidades
morais e militares, impor-se à
estima e consideração de quantos com
ele contactam e a sua acção, como
instrutor de sucessivos cursos de
oficiais, merece especial
referência.
Estudioso e sabedor, pôs à prova,
ainda recentemente, as suas aptidões
nos cursos de analistas de
objectivos atómicos, que a Direcção
da Arma de Artilharia fez funcionar
para os oficiais da Escola Prática
de Artilharia e em que, mais unia
vez, confirmou o conceito em que é
tido, prestando à sua arma serviços
que devem ser considerados
relevantes e distintos.
Em
16 de Julho de 1961 nomeado para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, a fim de ser
colocado na 3.ª Repartição do
Quartel General (QG) da Região
Militar de Angola (RMA) «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE»;
Em 4 de Fevereiro de 1964 agraciado
com a segunda
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma:
Capitão
de Artilharia
Raul Ernesto Mesquita da Costa
Passos Ramos
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª
série, de 1964
Por Portaria de 4 de Fevereiro de
1964
Condecorado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos, com palma,
por ter sido considerado ao abrigo
da alínea a) do artigo 17.º, com
referência ao § 2.º do artigo 51.º
do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o Capitão de
Artilharia Raul Ernesto Mesquita da
Costa Passos Ramos.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do Exército)
Louvado o Capitão de Artilharia Raul
Ernesto Mesquita da Costa Passos
Ramos, porque, tendo sido
encarregado do cumprimento de
muitas, complexas, difíceis e
variadas funções, este oficial
revelou sempre possuir no grau mais
elevado aquelas qualidades de
lealdade, carácter, dinamismo, força
de vontade e amor às
responsabilidades que caracterizam
um verdadeiro militar.
Estas virtudes, aliadas à sua
inteligência brilhante, à sua
invulgar capacidade de trabalho, ao
seu espírito e sacrifício e à fé
inabalável no êxito da missão
cometida à região militar de Angola,
tornam-no digno de ser apontado como
exemplo vivo a todos aqueles que,
devotadamente, servem o Exército e a
Nação em Angola.
Tendo colaborado de forma activa e
prestante em muitos trabalhos de
planeamento elaborados na 3.ª
Repartição do Quartel-General,
nomeadamente nos planos das
operações Centauro Grande e Marfim
Negro, o Capitão Passos Ramos
houve-se por forma a que à sua acção
atenta e inteligente se fica
devendo, em grande parte, a
felicidade com que estes planos
foram executados.
Mas nem só nos trabalhos de
planeamento o capitão Ramos tem
demonstrado as suas excelentes
aptidões; tendo sido muitas vezes
nomeado delegado ou observador do
comando da região junto de unidades
em combate, demonstrou, em todas as
circunstâncias, possuir virtudes
militares que o tornam digno da
consideração e do apreço de todos os
que com ele têm contactado.
Assim, o Capitão de Artilharia Raul
Ernesto Mesquita da Costa Passos
Ramos contribuiu de forma invulgar
para prestigiar as instituições
militares e o Comando da Região
Militar de Angola e mereceu sempre a
inteira confiança dos seus chefes,
havendo já prestado ao Exército
serviços que devem, com toda a
justiça, ser considerados altos,
relevantes e distintos.
Em
1 de Setembro de 1964 regressa à
Metrópole e à Escola Prática de
Artilharia (EPA - Vendas Novas)
«...MAIS AFINANDO A FAMA
PORTRUGUESA»;

Em 14 de Outubro de 1964 colocado no
Estado-Maior do Exército «NON
NOBIS», a fim de frequentar no
Instituto de Altos Estudos Militares
(IAEM - Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE
CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO
E CIENTE» o curso geral de
estado-maior;
Em
9 de Fevereiro de 1965 promovido a
major (com antiguidade a 23 de
Novembro de 1964);
Em 31 de Julho de 1965 conclui o
curso geral de estado-maior;
No ano lectivo 1966/67 do Instituto
de Altos Estudos Militares (IAEM -
Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE
CAPITÃO,
QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E
CIENTE», frequenta com
aproveitamento o curso complementar
de estado-maior;
Em 31 de Julho de 1968 conclui o
tirocínio para ingresso no corpo de
estado-maior;
Em
8 de Janeiro de 1969, supranumerário
permanente do Estado-Maior do
Exército (EME) «NON NOBIS», tendo
sido nomeado por designação para
servir
Portugal
na Província Ultramarina da Guiné,
embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1
- Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º
12 (BA12 - Bissalanca), a fim de
assumir funções como Chefe do
Estado-Maior do Comando de
Agrupamento Operacional (CAOP) «ONDE
NECESSÁRIO» do Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «A LEI
DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Em 20 de Abril de 1970 morre em
combate no noroeste da Guiné
Para visualização do conteúdo
clique no sublinhado que se segue:
"Bolanha
de Cachabate", por
J. C. Abreu dos Santos
Desde 13 de Maio de 1970 inumado no
cemitério paroquial de Paranhos,
concelho do Porto.


Imagens cedida pelo veterano José
Manuel Potier
Em 27 de Maio de 1970 agraciado a
título póstumo com a
Medalha de Ouro de Valor Militar com
palma:
Major
do Corpo do Estado Maior
RAUL ERNESTO MESQUITA DA COSTA
PASSOS RAMOS
GUINÉ
Grau: Ouro,
com palma (Título póstumo)
Transcrição do louvor publicado
na Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª
série, de 1970:
Louvado, a título póstumo, por
proposta do Comandante-Chefe das
Forças Armadas na Guiné, o Major do
Corpo do Estado-Maior, Raul Ernesto
Mesquita da Costa Passos Ramos,
morto em combate no "chão manjaco",
da Província da Guiné, pela forma
excepcionalmente valorosa como
desempenhou as funções de Chefe do
Estado-Maior, do Comando do
Agrupamento Operacional, onde
revelou, de maneira inequívoca,
notáveis virtudes militares e
humanas e o mais acrisolado amor à
Pátria.
Oficial de excepção, dotado de raros
dotes de inteligência, de invulgar
aptidão para o comando de tropas em
campanha, estruturou, organizou e
dinamizou o Comando do Agrupamento
Operacional por forma a obter um
excepcional rendimento operacional,
patenteando notáveis qualidades de
competência e de trabalho e um
profundo conhecimento dos problemas
da sua zona de acção, quer do ponto
de vista militar, quer social e
humano.
Acompanhando frequentemente as
tropas em operações e dando em todos
os actos da sua vida um
inquebrantável exemplo de
determinação e de alto sentido do
dever, o Major Passos Ramos
conquistou, sem reservas, o
respeito, a admiração, a estima e a
consideração não só dos seus
subordinados e dos camaradas que com
ele privaram, como da população da
área, que tinha por ele uma
verdadeira veneração e uma confiança
sem limites.
Integrado perfeitamente na
orientação do Comando-Chefe, a forte
influência que vinha desenvolvendo
no decurso de missões do mais alto
interesse para a conquista da paz na
Guiné está na origem da reacção
desesperada do inimigo que o imolou
no sagrado altar da Pátria, no
cumprimento de uma nobre missão em
prol da paz, ao serviço da qual já
mais vezes revelara elevados dotes
de serena coragem moral e física, de
audácia, de desprezo pelo perigo, de
firmeza e de heroísmo.
O Major Passos Ramos, figura
completa de verdadeiro militar,
reunia ao conjunto de altos dotes
intelectuais, um impoluto carácter e
uma firmeza de convicções que o
levaram a ter uma fé inquebrantável
na vitória, prestando ao teatro de
operações da Guiné, serviços que
tiveram a mais alta repercussão na
manobra de contra-subversão em
curso, pelo que bem merece a
gratidão do Exército e da Pátria,
que tão devotadamente soube servir,
num raro exemplo da mais alta
grandeza de valor militar, que
permanecerá perene na história da
luta travada em terras da Guiné
Portuguesa.
(Diário do Governo, II série, n.º
131 de 5 do corrente).
Transcrição da Portaria que
condece a condecoração, publicada na
mesma Ordem do Exército:
Por Portaria de 27 de Maio de 1970:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, a título
póstumo, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
na Guiné, o Major do Corpo do
Estado-Maior, Raul Ernesto Mesquita
da Costa Passos Ramos, com a Medalha
de Ouro de Valor Militar, com palma,
nos

termos
do artigo 6.º, com referência ao §
1.º do artigo 51.º, do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946.
(Diário do Governo, II série, n.º
131 de 5 do corrente).
Em 2 de Junho de 1970 agraciado a
título póstumo com o grau de
Cavaleiro da Ordem Militar de Avis;
Em 7 de Julho de 1970 promovido a
título póstumo, por distinção,
tenente-coronel.