Rui Alberto Maggiolo Gouveia,
Tenente-Coronel de Infantaria
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
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Rui Alberto
Maggiolo Gouveia
Tenente-Coronel de Infantaria
Fuzilado por elementos da
FRETILIN, em 08Dez1975
Angola: Jun1960 a Mar1962:
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Angola: Mai1963 a 1965:
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Angola: Jan1966 a Abr1968:
Comandante da
Companhia de Caçadores
1522
Batalhão Independente de
Infantaria 19
«NOBRE E FORTE LUTANDO ATÉ À
MORTE»
Angola: Abr1969 a Jul1971
2.º Comandante do
Batalhão de Caçadores 2871
«TODOS NÃO SOMOS DEMAIS»
Timor: Jun1973 a
Ago1975
Comando Territorial
Independente de Timor
Comandante da
Polícia de Segurança Pública,
em Dili (Timor)
«PELA ORDEM E PELA PÁTRIA»
Medalha de
Prata de Valor Militar com palma
Cruz de
Guerra, colectiva, de 1.ª classe
Medalha da
Ordem Militar de Avis, grau Cavaleiro
Medalha de
Promoção por Distinção

Rui Alberto Maggiolo Gouveia, Tenente-Coronel de
Infantaria.
Nascido a 11 de Outubro de 1929 na freguesia
urbana de Santa Maria e São Miguel, concelho de
Sintra, filho
de Maria Guilhermina Maggiolo
Gouveia e de António Vicente Teixeira de Gouveia.
Em 24 de Outubro de 1949 ingressa na
Escola do
Exército, a fim de iniciar o curso de
infantaria.
Em 6 de Junho de 1960, Capitão de Infantaria,
tendo sido
mobilizado pelo Batalhão de Caçadores
5 (BC5 - Campolide) «MAIS
ALTO E MAIS ALÉM» para
servir Portugal na Província Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Uíge' rumo a
Luanda;
Em 18 de Março de
1962 regressa à Metrópole,
ficando colocado no Batalhão de Transmissões 3
(BTm3) «UBIQUE» da
Escola Prática de Engenharia
(EPE – Tancos) «UBIQUE DOCERE ET PUGNARE»;
Em 12 de Maio de
1963, tendo sido mobilizado
para 2ª comissão na Região Militar de Angola
(RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO
SE OFERECE», embarca em Lisboa rumo a Luanda;

Em 20 de Março de 1965 regressa à Metrópole,
ficando colocado no Regimento de
Infantaria 2
(RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO»;
Em 23 de Janeiro de 1966, tendo sido mobilizado
pelo Batalhão Independente de Infantaria 19
(BII19 - Funchal) «NOBRE E FORTE LUTANDO ATÉ À
MORTE» para servir novamente em Angola, embarca
rumo a Luanda a fim de comandar a Companhia de
Caçadores 1522 (CCac1522);
Em 13 de Fevereiro de 1968 agraciado com a
Medalha de Prata de Valor Militar com palma:
Capitão de Infantaria
RUI ALBERTO MAGGIOLO GOUVEIA
CCac1522 - BII19
ANGOLA
Grau: Prata, com palma
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 6 – 2.ª série, de 1968:
Por Portaria de 13 de Fevereiro de 1968:
Condecorado com a Medalha de Prata de Valor
Militar, com palma, nos termos do artigo 7.º,
com referência ao § 1.º do artigo 51.º, ambos do
Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Capitão de Inantaria, Rui Alberto
Maggiolo Gouveia, porque, sendo a sua subunidade
designada, a partir de Outubro de 1966, para a
ocupação da Fazenda Madureira, efectuou com esse
fim dois reconhecimentos e a operação "Gémeos
três", acções em que sempre se lhe deparou um
inimigo forte, aguerrido e bem municiado, que
sujeitou a subunidade a constantes ataques e
flagelações de que resultaram algumas baixas
para a Companhia.
Empenhado, porém, no cumprimento da missão, e
não obstante a dureza e duração da luta e a
influência psicológica causada por aquelas
baixas, conseguiu, num esforço extraordinário e
fazendo valer as suas reais qualidades de Chefe,
uma recuperação total da sua tropa, que,
galvanizada, conduziu ao sucesso com um golpe de
mão magistral sobre o objectivo, de que
resultaram várias baixas controladas no inimigo,
a destruição do quartel de Quilumbo e a
apreensão de numeroso e importante material e
documentos.
Posteriormente encarregado da ocupação
definitiva da mesma posição, persistentemente
foi destruindo e neutralizando o inimigo, que
não desarmava e que continuamente atacava e
flagelava as sucessivas posições e
deslocamentos, até que se fixou no objectivo.
Começou então a desenvolver à sua volta intensa
actividade operacional, que reduzia o ímpeto do
inimigo, intervindo com inalterável espírito
combativo nas operações "Apalpadela um", "Ataca
dois", "Novo ataque" e "Apalpadela dois".
Pelos resultados alcançados, pode dizer-se que a
sua acção desarticulou o inimigo na área,
aliviando extraordinariamente a pressão que este
vinha exercendo no itinerário Nambu - Zala.
Neste conjunto de acções e operações
desenvolvidas ao longo destes últimos meses,
confirmou o Capitão Maggiolo Gouveia coragem
inexcedível, sangue-fio, espírito lúcido e calmo
em todas as circunstâncias, extraordinário
espírito de missão, continuamente arriscando a
vida e surgindo nos lugares de maior perigo,
arrebatando os seus homens com o seu exemplo.
Aliando ao excepcional grau das qualidades
militares focadas, uma já brilhante folha de
serviços, um carácter íntegro, uma camaradagem e
lealdade sempre presentes, firma-se como um
oficial das mais altas virtudes e valor militar.
(Morto em Timor, em 8 de Dezembro de 1975 –
Ordem do Exército n.º 16, 2.ª série, de 1988)

Em 7 de Abril de 1968 regressa à Metrópole e ao
Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes)
«EXCELENTE E VALOROSO»;
Em 5 de Setembro de 1968 promovido a
Major
por
distinção;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, pelo
Decreto n.º 48621, publicado no Diário do Governo
n.º
239/1968, Série I, de 10 de
Outubro de 1968.

Em 16 de Abril de 1969, tendo sido mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora)
«UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE» para servir
novamente na Região Militar de Angola (RMA)
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE», embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz'
rumo a Cabinda, como 2.º comandante do Batalhão
de Caçadores 2871 (BCac2871) «TODOS NÃO SOMOS
DEMAIS»;
Em 7 de Julho de 1971 regressa ao RI1-Amadora
Regimento
de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI
GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»;
Em 20 de Junho de 1973, encontrando-se colocado
na Guarda
Nacional Republicana (GNR) «PELA LEI E
PELA GREI», regressa ao Ministério do Exército
por ter sido nomeado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Timor.
Em 9 de Julho de 1973 agraciado com o
grau de
Cavaleiro da Ordem Militar de Avis;
Em 1 de Dezembro de 1974, encontrando-se em Dili
como comandante da Polícia de Segurança Pública
(PSP) «PELA ORDEM E PELA PÁTRIA», promovido a
Tenente-Coronel;
Faleceu a 8 de Dezembro de 1975 em Aileu
(Timor), em consequência de fuzilamento por
elementos da Fretilin (Frente Revolucionária de
Timor-Leste Independente).
Em 18 de Agosto de 2003, após exumados e
trasladados, os seus restos mortais foram
inumados no cemitério de Mação.
A sua Alma repousa em Paz.
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Jornal do
Exército n.º 114, pág.23, de Junho de 1969:
HONRA
E GLÓRIA
CAPITÃO DE INFANTARIA
Rui Alberto Maggiolo Gouveia
MEDALHA DE PRATA DE VALOR MILITAR C/ PALMA
Condecorado com a MEDALHA DE PRATA DE VALOR
MILITAR, com palma, o CAPITÃO DE INFANTARIA RUI
ALBERTO MAGGIOLO GOUVEIA, porque, sendo a sua
Subunidade designada, a partir do Outubro de
1966, para a ocupação da Fazenda Madureira,
efectuou com esse fim dois reconhecimentos e a
operação «Gémeos três»,
acções
em que sempre se lhe deparou um inimigo forte,
aguerrido e bem municiado que sujeitou a
Subunidade a constantes ataques e flagelações de
que resultaram algumas baixas para a Companhia.
Empenhado, porém, no cumprimento da missão, e
não obstante a dureza e duração da luta e a
influência psicológica causada por aquelas
baixas, conseguiu, num esforço extraordinário e
fazendo valer as reais qualidades do chefe, uma
recuperação total da sua tropa, que,
galvanizada, conduziu ao sucesso com um golpe de
mão magistral sobre o objectivo, do que
resultaram várias baixas controladas no inimigo,
a destruição do quartel de Quilumbo e a
apreensão do numeroso e importante material e
documentos.
Posteriormente encarregado da ocupação
definitiva da mesma posição, persistentemente
foi destruindo o neutralizando o inimigo, que
não desarmava e que continuamente atacava e
flagelava as sucessivas posições e
deslocamentos, até que se fixou no objectivo.
Começou então a desenvolver à sua volta intensa
actividade operacional, que reduzia o ímpeto do
inimigo, intervindo com inalterável espirito
combativo nas operações «Apalpadela um», «Atacam
dois», «Novo Ataque» e «Apalpadela dois». Pelos
resultados alcançados, pode dizer-se que a sua
acção desarticulou o inimigo na área, aliviando
extraordinariamente a pressão que este vinha
exercendo no itinerário Nambu-Zala.
Neste conjunto de acções e operações
desenvolvidas ao longo destes últimos meses,
confirmou o Capitão Maggiolo Gouveia coragem
inexcedível, sangue-frio, espírito lúcido e
calmo em todas as circunstâncias, extraordinário
espírito de missão, continuamente arriscando a
vida o surgindo nos lugares de maior perigo.
arrebatando os seus homens com o seu exemplo.
Aliando ao excepcional grau das qualidades
militares locadas uma já brilhante folha de
serviços, um carácter íntegro, uma camaradagem e
lealdade sempre presentes, firma-se como um
Oficial das mais altas virtudes e valor militar.
- Natural de St.ª Maria – Concelho de Sintra
- Nascido em 11-10-1929
- Foi incorporado em 24-10-1949 na Academia
Militar (Escola do Exército)
- Serviu em Angola em 1960 – 62, 1963 – 65, 1966
– 68
- Actualmente é Major e encontra-se em comissão
em Angola

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O seu nome faz parte
da toponímia das seguintes localidades:
Marco de Canaveses
Travessa Tenente Coronel Maggiolo Gouveia
Rua Tenente Coronel Maggiolo Gouveia
4630-131 Marco de
Canaveses

Porto Salvo (Oeiras)
Rua Tenente Coronel Maggiolo Gouveia
2740-172 Porto Salvo

Sintra
Rua Tenente Coronel Maggiolo Gouveia
- Portela
2710-688 Sintra


