Virgílio Cabrita Martins, Soldado Atirador de
Infantaria, da CCac1609: Cruz de Guerra de 1.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V, pág. 160,
da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 105, pág.
12 e 13, de Setembro de
1968
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Virgílio
Cabrita Martins
Soldado Atirador de
Infantaria, n.º 04803266
Companhia de Caçadores
1609
Batalhão de Caçadores 1895
«VINCERE»
Angola: 02Dez1966 a 21Nov198
Cruz de Guerra de 1.ª
classe
Virgílio
Cabrita Martins, Soldado Atirador de Infantaria, n.º
04803266;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 –
Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de
Angola,
integrado na Companhia de Caçadores 1609
(CCac1609) do
Batalhão de Caçadores 1895 (BCac1895) «VINCERE»,
no período de 2 de Dezembro de 1966 a 21 de Novembro de
1968;
Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de
1.ª classe, pela Portaria de 1 de Março de
1968, publicada na Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª série,
de 1968.
Cruz de Guerra de
1.ª
classe
Soldado
de Infantaria, n.º 04803266
VIRGÍLIO CABRITA MARTINS
CCac1609/BCac1895 - RI16
ANGOLA
1.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 12 — 3.ª série, de 1968.
Por Portaria de 1 de Março de 1968:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º. e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província de Angola, o
Soldado n.º 04803266, Virgílio Cabrita Martins, da
Companhia de Caçadores n.º 1609 do Batalhão de Caçadores
n.º 1895 — Regimento de Infantaria n.º 16.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, louvar o Soldado n.º 04803266, Virgílio
Cabrita Martins, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do
Batalhão de Caçadores 1895 — Regimento de Infantaria n.º
16, por, em combate, ter demonstrado excepcionais
qualidades de coragem, decisão, sangue frio e serena
energia debaixo de intenso fogo inimigo.
Quando a coluna de que fazia parte foi emboscada por um
inimigo que inicialmente tirou partido da surpresa,
agindo com grande potencial de fogo e em tiro rasante,
quase à queima-roupa, [16
de Abril de 1967] prontamente conseguiu saltar
da viatura com o seu lança-granadas foguete e uma
granada, que lançou da posição que escolhera, abatendo
assim alguns elementos inimigos que localizara.
Com desprezo pela vida, procurou debaixo de fogo a
viatura em que vinha outro lança-granadas foguete, mas
que logo fora inutilizado pelo fogo inimigo e,
apoderando-se de três granadas, deslocou-se para um
local donde melhor podia bater o inimigo, sempre debaixo
de fogo, revelando grande coragem e sangue-frio.
Esgotadas as munições, continuou a combater, servindo-se
da espingarda FN e granadas de mão de um seu camarada
mortalmente ferido.
Pela sua destemida, abnegada e valorosa actuação,
engrandeceu a sua Unidade e o Exército.
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Jornal do Exército, ed. 105, pág.
12 e 13, de Setembro de
1968
Soldado n.º 04803266, Virgílio Cabrita
Martins
Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe o Soldado
n.º 04803266, Virgílio Cabrita Martins, da Companhia de
Caçadores 1609 do Batalhão de Caçadores n.º 1895 —
Regimento de Infantaria n.º 16, por, em combate, ter
demonstrado excepcionais qualidades de coragem, decisão,
sangue-frio e serena energia debaixo de fogo inimigo.
Quando a Coluna de que fazia parte foi emboscada por um
inimigo que inicialmente tirou partido da surpresa
agindo com grande potencial de fogo em tiro rasante,
quase à queima-roupa, prontamente conseguiu saltar da
viatura com o seu lança-granadas-foguete e uma granada,
que lançou da posição que escolhera, abatendo assim
alguns elementos inimigos que localizara.
Com desprezo pela vida, procurou debaixo de fogo a
viatura em que vinha outro lança-granadas-foguete, mas
que logo fora inutilizado pelo fogo inimigo e,
apoderando-se de 3 granadas, deslocou-se para um local
onde melhor podia bater o inimigo, sempre debaixo de
fogo, revelando grande coragem e sangue-frio.
Esgotadas as munições, continuou a combater, servindo-se
da espingarda FN e granadas de mão de um seu camarada
mortalmente ferido.
Pela sua destemida, abnegada e valorosa actuação
engrandeceu valorosamente a sua Unidade e o Exército.
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