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Nota de óbito: Faleceu, no dia 23 de Setembro de 2011, o veterano

 

 

José Niza

 

JOSÉ MANUEL NISA ANTUNES MENDES

Nasceu a 16Set1938 em Lisboa.

A partir de 1945 reside com a família em Santarém, onde faz a instrução primária e o curso dos liceus.


Em 1956 muda-se para Coimbra e matricula-se na Faculdade de Medicina.


Em 1966 apresenta uma tese sobre esquizofrenia e obtém a sua licenciatura.

- em 14Out1968, soldado-cadete do COM da EPC-Santarém, promovido a aspirante-a-oficial miliciano com a especialidade de medicina geral e colocado no RSS-Coimbra;


– em 1969 convidado pela direcção universitária do CITAC, para compôr música destinada à peça teatral "A Excepção e a Regra" (de Bertold Brecht);


- em 12Jul1969, tendo sido mobilizado pelo RI1-Amadora para servir na RMA, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo a Luanda, integrado na CCS/BCac2877 destinado ao noroeste de Angola;


- em 23Ago1971 desembarca em Lisboa do NTT 'Vera Cruz', vindo de Luanda.

Em 1971, passa a ser responsável em Lisboa pela produtora discográfica "Orfeu", onde grava "Gente de Aqui e de Agora" (letra de Adriano Correia de Oliveira, com música por si composta durante a comissão ultramarina).

É autor da letra "E Depois do Adeus", vencedora de um festival da canção da RTP.

Faleceu a 23Set2011 em Santarém.

 

O livro:

 

"Golden Gate - um quase diário de guerra"

 

 

título: «Golden Gate - um quase diário de guerra »

autor: José Nisa

editor: Dom Quixote

Ano de edição: 2012

ISBN: 9789722050975

 

«Dedico este livro aos que morreram na guerra e aos que sofreram por causa dela.

Pelos que morreram nada há a fazer. A não ser a recordação, a medalha póstuma e a magra pensão para as viúvas.

Para os que sobreviveram há o apelo de que não permitam outras guerras como esta.

Sendo o Homem o único animal que fala, a sua espingarda deve ser a palavra e a sua estratégia militar o diálogo.

Tudo o resto é responder aos apelos da irracionalidade.

Só quem viveu uma guerra pode saber, verdadeiramente, o que é a PAZ.»

 

José Niza

 

 

 

 

Notícia in "O Mirante" - 29Set2012, 00H05:

 

Fonte: http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=53865&idSeccao=422&Action=noticia

 

José Niza conta em "Golden Gate" memórias da guerra colonial 

 

A obra “Golden Gate – Um quase diário de guerra”, de José Niza, é “um livro de memórias” de uma guerra colonial que “aconteceu durante 13 anos”, escreve no prefácio o compositor residente em Santarém falecido em 23 de Setembro de 2011.O livro agora editado resulta da correspondência diária que manteve com a mulher durante o período em que esteve “naquele mato de Angola, húmido e quente”, no aquartelamento de Zau Évua, entre 1969 e 1971.

José Niza fora destacado para o contexto da guerra no Norte de Angola como médico. “Uma guerra onde o médico e o capelão eram os terapeutas do espírito mais ou menos primário e sempre psicologicamente descompensado, daqueles mancebos que, por exclusivas razões de idade, foram incumbidos de defender a Pátria contra o fluir da História”. Segundo afirma, “na consulta havia sempre mais gente que na missa”, a única excepção era a missa de Natal.

 

Das cartas enviadas à mulher, foram retirados extractos que são apresentados nesta obra como páginas de um suposto diário. A 17 de Julho de 1969 Niza escreveu: “Chegou cá a notícia de que o Salazar está muito mal, que está mesmo a morrer. Aliás, ele já morreu há dois anos. A certidão de óbito é que está atrasada”.

 

Noutro passo, com data de 10 de Dezembro de 1970, dá conta dos presentes de Natal que os militares ali destacados receberam, enviados pelo Movimento Nacional Feminino (MNF): “Um pacote de amêndoas, o que dará uma por cada soldado; meia dúzia de lâminas de barbear; o que dará uma lâmina por cada caserna; e ainda meia dúzia de pastas de dentes, o que só dará para os desdentados”.

 

“Apeteceu-me escrever à Cilinha [Cecília Supico Pinto, líder do MNF] a agradecer a amêndoa que me coube. E, como deixei crescer a barba, vou oferecer a minha parte da lâmina a quem necessitar”.

 

Há também excertos mais íntimos, e até confessionais, como a que escreveu a 6 Julho de 1970, dirigindo-se à mulher: “Gostar de ti é uma vocação, um modo de vida, uma ocupação permanente, uma invenção de sonhos, uma antecipação do tempo que há-de vir. Estás presente. Amo-te em full time”.

 

José Niza, autor de temas como “E depois do adeus”, foi médico psiquiatra, compositor e deputado e autarca do Partido Socialista em Santarém, onde durante dois mandatos presidiu à assembleia municipal. Residia em Perofilho, nos arredores de Santarém.

Como músico trabalhou com Janita Salomé, Tonicha, Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira e Carlos do Carmo, entre muitos outros, tendo, como autor, vencido quatro festivais RTP da Canção.

 

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