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Jaime Manuel Duarte de Almeida, 1.º Cabo Pára-Quedista: Cruzes de Guerra de 2.ª e 3.ª classes

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo veterano

JC Abreu dos Santos

 

 

 

Jaime Manuel Duarte de Almeida

 

1.º Cabo Pára-Quedista, titular do brevet nº 1961

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

(BCP21 - Angola)

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31

(BCP31 - Beira)

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12

(BCP12 - Guiné)

 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121

(CCP121/BCP12 - Guiné)

 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122

(CCP122/BCP12 - Guiné)

 

Cruzes de Guerra de 2.ª e 3.ª classes

 

 

 

Jaime Manuel Duarte de Almeida


Natural do concelho de Mafra


Em 1963 ingressa voluntariamente no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


Em 25 de Outubro de 1963 conclui o 22º curso de pára-quedismo militar, sendo-lhe concedido o brevet nº 1961;

 


De 1964 a 1966 cumpre serviço no Ultramar, como soldado pára-quedista integrado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21 - Angola) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» e posteriormente no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» (durante a 'Crise do Petroleiro Joanna V');


Em meados de 1966 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos), onde conclui o curso de cabos pára-quedistas;


Em Dezembro de 1966 voluntaria-se para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, ficando integrado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA»;


Em 1968 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


Em Maio de 1969, após lhe ter sido concedida a readmissão nas fileiras, novamente se voluntaria para servir na Guiné, ficando integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (CCP121/BCP12) «UNIDADE E LUTA»;


Em 10 de Março de 1970 agraciado com a Cruz de Guerra de 2ª classe, por distintos feitos em combate...


- «Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica, por proposta do Comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné, o louvor concedido ao 1º cabo pára-quedista 85/RD Jaime Manuel Duarte de Almeida, pelas excepcionais qualidades de combatente que tem revelado ao longo de onze meses de comissão de serviço no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12), para onde se ofereceu como voluntário, depois de haver já cumprido três comissões de serviço em Angola, Moçambique e Guiné, respectivamente.


Dotado de uma pujança física, que lhe permite suportar os maiores esforços mantendo inalteráveis as suas qualidades de audácia, desprezo pelo perigo e capacidade de acção com elevado rendimento, a sua actuação em combate tem-se revestido sempre que as condições o exigem, de principal importância para os resultados operacionais obtidos pela sua companhia, onde é justamente considerado um dos seus melhores valores.


Voluntarioso no mais elevado grau, com vincado gosto pelo perigo e ciente da sua importância como apontador de metralhadora ligeira, de manobra e fogo do pelotão em que está integrado, procura sempre locais de acção onde a sua presença é mais importante, indiferente ao risco que corre, mantendo-se de pé para obter o melhor rendimento da sua arma.


Tomou parte em todas as operações realizadas pela sua subunidade, em muito contribuindo para as cinco citações colectivas que lhe foram feitas.


Individualmente, o 1º cabo pára-quedista Jaime de Almeida foi citado nos relatórios das diversas operações em que tomou parte.
Na Operação Tubarão, na qual tomou parte como voluntário, quando do primeiro contacto com elementos inimigos, imediatamente correu para a frente da coluna onde, com fogo eficaz, protegeu a manobra de envolvimento do pelotão em que ia integrado, apesar da posição em que se encontrava estar a ser batida pelo fogo inimigo.


Na Operação Argus, mais uma vez demonstrou coragem, sangue frio e agressividade excepcionais, quando a sua secção manobrava debaixo de fogo inimigo, tendo abatido um elemento armado e possibilitado a captura da sua arma.


Noutra operação, apesar de ferido no primeiro contacto com o inimigo, manifestou o desejo de prosseguir até final da operação, contribuindo com a sua presença para manter o elevado moral dos seus camaradas, colaborando assim no êxito da missão, perfeitamente demonstrado no número de elementos abatidos e na quantidade e qualidade do material capturado.


Às qualidades de combatente referidas, alia o 1º cabo pára-quedista Jaime de Almeida uma vontade de bem cumprir em todas as situações e uma dedicação pelas tropas pára-quedistas, patenteadas na longa permanência nas fileiras.


Pelos serviços prestados, pelo valor, coragem, espírito de sacrifício e total adesão às missões que lhe são confiadas, merece ser apontado como exemplo de combatente que muito tem contribuído para o prestígio das Tropas Pára-quedistas e das Força Aérea na Província da Guiné.»


Pouco depois vem de férias à Metrópole, para, logo em seguida voltar à Guiné, ficando integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (CCP122/BCP12) «UNIDADE E LUTA»;


Em Dezembro de 1970 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


Em 1971 agraciado com a Cruz de Guerra de 3ª classe, por distintos feitos em combate (no decurso da Operação "Mar Verde").


Naquele mesmo ano, por sucessivos motivos disciplinares cometidos durante sucessivos cursos de promoção a furriel, é convidado pelo comandante do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) a cessar a sua efectividade de serviço nas Tropas Pára-quedistas.

 

 

     
 

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