.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

José Vicente Refacinho Mourão, Soldado de Cavalaria: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 305, da RHMCA / CECA /EME

7.º Volume, Tomo I, pág. 499 e 500, da RHMCA /CECA /EME

Jornal do Exército, ed. 118, pág. 22, de Out1969

 

 

José Vicente Refacinho Mourão

 

Soldado de Cavalaria, n.º 02638367

 

Companhia de Cavalaria 1775

 

Batalhão de Cavalaria 1928

 

«QUO TOTA VOCANT»

 

Angola: 11Dez1967 a 20Jan1970

 

 

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

José Vicente Refacinho Mourão, Soldado de Cavalaria, n.º 02638367.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1775 do Batalhão de Cavalaria 1928 (nota) «QUO TOTA VOCANT», no período de 11 de Dezembro de 1967 a 20 de Janeiro de 1970.

 

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 02638367
JOSÉ VICENTE REFACINHO MOURÃO
 

CCav1775/BCav1928 — RC 7
ANGOLA
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 35 — 3.ª série, de 1968.
Por Portaria de 12 de Novembro de 1968:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Soldado n.º 02638367, José Vicente Refacinho Mourão, da Companhia de Cavalaria n.º 1775 do Batalhão de Cavalaria n.º 1928 / Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 42, de 24 de Maio de 1968, do QG/RMA):


Louvado o Soldado n.º 02638367, José Vicente Refacinho Mourão, da CCav 1775/BCav 1928, porque tendo o seu Grupo de Combate sido emboscado no regresso duma operação, vendo uma granada lançada pelo inimigo cair perto de uma criança nativa que seguia à sua frente, e que fora recuperada, não hesitou, para a salvar, em cobri-la com o seu corpo de que resultou ficar gravemente ferido.


Demonstrou com este seu procedimento possuir, além de qualidades de coragem, serena lucidez perante o perigo, sangue frio e valentia, raro espírito de sacrifício e abnegação, qualidades estas que merecem ser apontadas como exemplo nobilitante que se enquadra nas gloriosas tradições do Exército Português.

 

-----------------------------------------------------------------

 

Jornal do Exército, ed. 118, pág. 22, de Outubro de 1969
 


-----------------------------------------------------------------

(nota)

 

Batalhão de Cavalaria N.º 1928


Identificação :

BCav1928


Unidade Mobilizadora:

Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa)


Comandante:

Tenente-Coronel Viriato Mamede de Brito


2.º Comandante:

Major de Cavalaria José Francisco Milho Ferro

Major de Cavalaria Mário Avelino Sardoeira Delgado


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:

Major de Cavalaria Mário Avelino Sardoeira Delgado
Major de Cavalaria José Manuel Almeida Dias Pires Monteiro
Major de Cavalaria Fernando Reis de Carvalho


Comandantes de Companhias:

Companhia de Comando e Serviços (CCS):

 Capitão de Cavalaria Fernando Reis de Carvalho
Tenente do Serviço Geral do Exército Celestino Amaro da Silva


Companhia de Cavalaria 1775 (CCav1775):

Capitão Mil.º de Infantaria Rui Fernando Leal Marques
Capitão Mil.º de Artilharia Narciso Júlio Loureiro de Sousa


Companhia de Cavalaria 1776 (CCav1776):

Capitão de Cavalaria José Cordeiro de Araújo


Companhia de Cavalaria 1777 (CCav1777):

Capitão de Cavalaria José Eduardo Carvalho de Paiva Morão
Capitão Mil.º de Infantaria Olavo Augusto Cruz Rocha


Divisa:

«QUO TOTA VOCANT»


Partida:

Embarque no dia 2 de Dezembro de 1967, em Lisboa, no NTT «Vera Cruz»; desembarque em Luanda, no dia 11 de Dezembro de 1967


Regresso:

Embarque no dia 20 de Janeiro de 1970, em Luanda, no NTT «Vera Cruz»; desembarque no dia 29 de Janeiro de 1970, em Lisboa.


Síntese da Actividade Operacional:

O Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi destinado ao subsector de Cangamba, na ZIL (Zona de Intervenção Leste), onde substituiu o Batalhão de Cavalaria 1901 (BCav1901), assumindo a responsabilidade da zona de acção em 28 de Dezembro de 1967.

 

O dispositivo foi o seguinte:


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS), Companhia de Cavalaria 1775 (CCav1775) e Grupos Especiais 308 e 323 (GE308 e GE323), em Cangamba; a Companhia de Cavalaria 1776 (CCav1776) no Alto Cuito; a Companhia de Cavalaria 1777 (CCav1777) em Cassamba e ainda a Companhia de Caçadores 1638 (CCac1638) no Munhango, esta substituída pela Companhia de Caçadores 2334 (CCac2334) em Fevereiro 1968; havia destacamentos de pelotão em Cangombe, Nhonga e Cangongo.


O Batalhão de Cavalaria (BCav1928) era apoiado por dois pelotões das Companhias de Construções 1708 (CConst1708), em Cangamba e 755 (CConst755), em Cassamba e teve como reforços dois pelotões do Esquadrão de Cavalaria 403 do Grupo de Cavalaria 1 (EsqCav 403/GCav 1, da Guarnição Normal) e um pelotão da Companhia de Caçadores 1582 (CCac1582).


Em Julho de 1968, Munhango saiu da responsabilidade do Batalhão de Cavalaria (BCav1928).


Em Agosto de 1968, a Companhia de Caçadores 1628 ( CCac1628) ocupava Cassamba e a Companhia de Caçadores 1630 (CCac1630) partilhava da ocupação do Alto Cuito com a Companhia de Cavalaria 1776 (CCav1776);


Em 30 de Novembro de 1968 a Companhia de Cavalaria 1777 (CCav1777) ocupou Muié.


Na ZA (Zona de Acção)existiam quatro núcleos principais de populações sob custódia das NT (Nossas Tropas), em Munhango, Cangamba, Alto Cuito e Cassamba, com cerca de 11.000 pessoas; a população restante estava sob controlo do In (inimigo) e, assim, uma das primeiras prioridades do Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi a recolha de populações. A este propósito se opunha o In (inimigo), quer por reacções às penetrações, quer emboscando as colunas e ainda flagelando aquartelamentos, como em 9 de Julho de 1967 e 27 de Maio de 1967, com grandes baixas para o In (inimigo), em 12 de Janeiro de 1968 a Cangamba, em 30 de Janeiro de 1968 a Cangombe e em 30 de Março de 1968, na picada de Cangombe; são de referir as reacções às penetrações em 30 de Abril de 1968, 6 de Junho de 1968, 28 de Julho de 1968 e 15 de Setembro de 1968.


Das operações levadas a cabo com êxito, embora desiguais, destacam-se: "Ano Novo", "Em Forrageadores 1", "Eficácia 1", "Embalsa 1", "Espada Cavaleira", "Embridar", "Espigão 1", "Três ZI", "Esquadrão", "Exarco", "Espera por Eles" e "Êxodo".


Em 5 de Fevereiro de 1969, o Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 2858 (CCac2858), e por sua vez rendeu o Batalhão de Caçadores 1898 (BCac1898) no subsector de Benguela, na ZMC (Zona Militar Centro), assumindo a responsabilidade desta ZA (Zona de Acção) em 13 de Fevereiro de 1969.


Na nova ZA (Zona de Acção), completamente calma, o Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) ficaram no Lobito e a Companhia de Cavalaria 1776 (CCav1776) em Benguela, com destacamentos no Cubai e Norton de Matos. As Companhias de Cavalaria 1775 e 1777 foram cedidas, respectivamente, ao Sector do Bié e ZMC (Zona Militar Centro), em Léua e Chitembo, zonas onde qualquer delas obteve êxitos operacionais.


Em princípios de Janeiro de 1970, o Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi rendido na sua ZA pelo Batalhão de Caçadores 2858 (BCac2858).

 


 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo