.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

MNF

Senhora Dona Maria Estefânia Machado Anachoreta

Nunca é demais recordar esta Grande Senhora

Senhora Dona Maria Estefânia Machado Anachoreta

* 11Abr1919 > 08Jan2008 †

 

 

 

Documentário da RTP1, passado no dia 15Abr2008

 

 

Comentários:

Informação de Abreu dos Santos

 

 

 --------------------------------------------------------------

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

 

Uma Grande Senhora

 

A RTP acabou de transmitir um documentário da autoria dos jornalistas Joaquim Pombeiro e Joaquim Vieira, sobre a história verdadeiramente épica de Maria Estefânia Anacoreta que em 1967, em plena guerra do Ultramar, percorreu durante sete meses e muitos milhares de quilómetros, sem receio do cenário de guerra e sem pensar um segundo no seu bem estar pessoal, o território de Angola, para levar aos militares do distrito de Santarém, onde vivia, mensagens dos familiares, minorando assim a saudade, a solidão, o sentimento de ausência que só quem esteve na frente de combate pode entender, pode sentir, mesmo se não sabe descrever por palavras exactas e justas.

 

Tive a sorte de a conhecer, conviver com ela, conhecer o seu entusiasmo por minorar o sofrimento dos outros - foi durante 30 anos colaboradora graciosa da Liga Portuguesa Contra o Cancro em Santarém e abraçou todas as actividades que pudessem ser úteis ao seu próximo - defendendo activamente as causas em que acreditava: lembro-me dela há quarenta e muitos anos, quando preparávamos a comemoração dos 21 anos do então Príncipe da Beira, D. Duarte Pio, angariando enxovais para oferecer a crianças pobres nascida nesse dia 15 de Maio, com entusiasmo e entrega. Tive a sorte de, durante mais de trinta anos, a ter presente nalguns dos mais importantes momentos da minha vida, nos bons como nos maus, com apoio, compreensão, amizade e, sempre uma enorme alegria de viver. O documentário feito pelo entusiasmo que a sua maneira de estar na vida, a sua simplicidade, a sua forma directa de dizer o que pensava, causou nos jornalistas, chama-se A VOZ DA SAUDADE. A saudade que eu sinto da inesquecível tia Estefânia.

 

Esta a sinopse do documentário no site da RTP.


Uma mulher portuguesa que levou mensagens das famílias dos militares para uma frente de guerra.


Há mais de 40 anos, em plena guerra colonial, uma mulher de Santarém percorreu durante sete meses quase 20 mil quilómetros pelo mato e a floresta de Angola. Foi dar a ouvir, a mais de mil soldados do seu distrito, mensagens gravadas pelos familiares. O seu nome era Maria Estefânia
Anacoreta . Esta é a sua história. Tinha então 47 anos. Com um gravador de som, percorreu o distrito a pedir aos familiares de soldados a combater em Angola (mães, esposas, filhos, namoradas e até madrinhas de guerra) que gravassem mensagens para ela própria reproduzir à frente dos militares. Assim fez, numa épica viagem pelo interior de Angola que durou seis meses, por avioneta e por estradas e picadas. O documentário evoca as emoções que este anjo da guarda despertou junto desses soldados, ao aparecer-lhes de surpresa nos aquartelamentos, matando-lhes as saudades e transmitindo-lhes um sentimento de ânimo e de esperança. Regressada a Portugal, tentou fazer o mesmo para quem combatia na Guiné, voltando a calcorrear o seu distrito a recolher novas mensagens, mas o estado da guerra naquela colónia impediu-a de partir, e os homens de Santarém aí estacionados nunca ouviram as gravações dos seus familiares. A protagonista desta história, que conservava consigo o mesmo gravador portátil utilizado na época, assim como as mensagens que recolheu para os soldados na Guiné, participou na produção do documentário, nomeadamente indo procurar, ao fim de quase quatro décadas, alguns desses antigos militares e pondo-os a ouvir pela primeira vez o som dos pais já falecidos ou dos filhos então acabados de nascer. Maria Estefânia Anacoreta faleceu em 8 de Janeiro de 2008, aos 89 anos de idade, poucas semanas depois da finalização deste documentário.

 

Fonte: http://semcontorno.blogspot.com/2008/04/uma-grande-senhora.html

 

 --------------------------------------------------------------

 Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

Maria Estefânia Anacoreta

 

Estive a ver, na RTP 1, um documentário intitulado "A voz da Saudade" que trata a história de uma Senhora de Santarém. Durante 7 meses, ela percorreu mais de 18.000 km pelo mato e pela floresta de Angola para levar a 1200 soldados (do seu distrito) mensagens gravadas de familiares. Maria Estefânia Anacoreta era seu nome.

 Sei que este documentário já tinha sido transmitido em Abril, mas só hoje (e por um acaso) é que o vi. Fiquei a conhecer a história da vida desta Senhora, que apesar dos seus 87 anos, ainda continuava com o sentimento de ajuda ao próximo. Foi nesta idade que ainda percorreu mais uns km's para dar a ouvir aos soldados que combateram na Guiné, as ditas mensagens, uma vez que foi proibida de ir a esse país, pelo General Spínola.

No documentário, ouvem-se testemunhos (e agradecimentos) de soldados, pessoas ligadas ao Movimento Nacional Feminino (ao qual ela pertenceu), festas de agradecimento, etc. No fundo, ouve-se e vê-se e até se sente a história desta Mulher.
Além de ter pertencido ao MNF, também pertenceu durante 30 anos à Liga Portuguesa contra o cancro. Trabalhou durante uma década como bibliotecária e nunca ganhou nada pelo que fez, e chegou a ter que vender bens seus para conseguir levar a sua obra a bom porto.

Houve uma história que me ficou retida que é a seguinte: Numa das vezes que a senhora se deslocava no seu carro (um Opel Corsa antiquíssimo, e sim, apesar da sua idade, ela ainda conduzia!) a caminho de mais uma visita a um ex-combatente, o carro teve um furo. Ela encostou o carro e ficou a olhar para ele e a pensar como é que iria resolver a situação, uma vez que não tinha força para colocar o macaco debaixo do carro e trocar o pneu. Foi então, que apareceu um senhor de mota e que lhe perguntou o que se passava. Ela explicou e ele trocou-lhe o pneu. No final, ela pergunta-lhe quanto é que lhe deve, e ele diz que não deve nada. Ela persiste e diz-lhe que aceitasse pelo menos o dinheiro para uma cervejinha. Ele volta a negar e diz-lhe "Eu não lhe pedi nada quando a senhora foi a Angola dar-me a ouvir a mensagem da minha Mãe", montou-se na mota e segundo a senhora, ela nunca mais lhe pôs a vista em cima.

Conta as suas histórias dizendo que os seus Pais, as suas sobrinhas e a sua família, por mais alegria que lhe tenham dado, nunca superaram a alegria que sentiu quando estava em Angola.

No final do documentário, fiquei a saber que ela faleceu a 9 de Janeiro de 2008 com 89 anos. A imagem da senhora com o seu gravador deve ter ficado para sempre na memória de todos os que foram tocados pela sua pessoa.

Há histórias e Histórias de vida... e esta é sem dúvida uma História!

Após ter visto o programa, senti que tinha que lhe prestar homenagem.

 

Fonte: http://umgatotemsetevidaseeutenhoduas.blogspot.com/2008/08/maria-estefnia-anacoreta.html

 

 --------------------------------------------------------------

  Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

 

...a VOZ da saudade!

 

Hoje é Dia Mundial da VOZ. Nem de propósito, a RTP passou ontem um documentário intitulado "A voz da saudade" que conta a história de Maria Estefânia Anacoreta, uma mulher de Santarém que em 1966, em plena guerra colonial, percorreu durante sete meses quase 20 mil quilómetros pelo mato de Angola. Foi dar a ouvir, a mais de mil soldados do seu distrito, a voz dos seus familiares.Com um gravador de som, tinha percorrido o distrito de Santarém a pedir aos familiares dos soldados que gravassem mensagens para ela própria reproduzir à frente dos militares. Difíceis de explicar foram as sensações que a voz das mães, esposas, filhos, namoradas e até madrinhas de guerra tiveram nesses soldados de então...


A propósito disso, aqui fica a minha homenagem ao meu pai, também ele soldado na Guerra do Ultramar em Angola, nesta fotografia tirada em 1970 em Belize, Cabinda.

 

Fonte: http://a-b-r-i-l.blogspot.com/2008/04/voz-da-saudade.html

  --------------------------------------------------------------

  Quarta-feira, Abril 16, 2008

 

Distracção em massa

[…]

 

Tratava-se de um programa sobre uma senhora chamada Maria Estefânia Anacoreta, pertencente ao então Movimento Nacional Feminino, que no ano de 1966 percorreu o distrito de Santarém e arredores a recolher depoimentos de familiares de soldados a combater em Angola e lhes levou essas mensagens de esperança para sua grande felicidade. Durante quase sete meses percorreu as dificeis florestas em plena guerra colonial, e este documentário relatava não só o trajecto que fez e as experiências por que passou como no final a acompanhou na entrega de mensagens que não conseguiu transmitir aos soldados na Guiné, pois por ordens do senhor general Spínola não lhe foi permitida passagem. Foi também um documentário rico em termos de nos transmitir também um pouco de como era a vida dos soldados no Ultramar. Situações por que alguns passaram. Os horrores da guerra.


No final acompanhou-se uma senhora de 87 anos por Santarém a transmitir mensagens com quarenta anos a quem diziam respeito. A odisseia desta senhora que tinha uma enorme força de vontade, espirituosa, foi enternecedora. A sua imagem com o gravador a tiracolo ficou retida na mente de muitos soldados que lhe fizeram uma muito merecida homenagem.
A dona Maria Estefânia faleceu no passado mês de Janeiro.

 

[…]

Fonte: http://oquedizdemim.blogspot.com/search?q=anacoreta

  --------------------------------------------------------------

Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

“A Voz da Saudade”

 

“A Voz da Saudade”. Documentário que passou hoje na RTP. Já não é uma estreia visto que já havia passado anteriormente, mas escrevo sobre ele porque acho que vale a pena.


A história de base é relativamente simples: em plena Guerra Colonial uma mulher, oriunda do distrito de Santarém, levou aos militares do seu distrito, que se encontravam em Angola, mensagens gravadas pelos seus familiares. Uma forma diferente de levar além fronteiras mais do que apenas uma carta com notícias do Portugal distante.


Escrevo este comentário por duas razões: primeiro porque nunca tendo vivido a Guerra Colonial, estudei-a e tenho muito perto de mim quem a viveu. Da medida do possível consigo entender a importância desta senhora numa época em que a carta escrita era o satélite dos nossos dias em termos de comunicações à distância. Em segundo lugar porque depois de ouvir da boca da senhora, com mais de 87 anos, as histórias que conta de forma extraordinária lúcida, só me consigo lembrar de uma frase que alguém disse um dia, e que é certamente uma grande verdade: “quando um velho morre é uma biblioteca que arde”. Esta biblioteca de nome Maria Estefânia Anacoreta, ardeu no início deste ano.

 

Fonte: http://ideiasanotadas.blogspot.com/2008/08/voz-da-saudade.html

 --------------------------------------------------------------

Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

 

A Voz da Saudade: Maria Estefânia Anacoreta

 

A RTP emitiu hoje, no Canal 1, um extraordinário documento histórico de um verdadeiro anjo da guarda do Movimento Nacional Feminino. Sob o título de A Voz da Saudade: Maria Estefânia Anacoreta e com duração de 60 minutos comoventes pelo seu passado é o relato vivo de uma Senhora extraordinária e corajosa ao serviço da Pátria e do Movimento Nacional Feminino.

 

Presto a minha profunda homenagem a esta grande Senhora.

 

Bem haja, Senhora Dona Maria Estefânia Anacoreta.

 

Não a esqueceremos!

 

«Há mais de 40 anos, em plena guerra colonial, uma mulher de Santarém percorreu durante sete meses quase 20 mil quilómetros pelo mato e a floresta de Angola. Foi dar a ouvir, a mais de mil soldados do seu distrito, mensagens gravadas pelos familiares. O seu nome era Maria Estefânia Anacoreta.


Esta é a sua história.

 

Tinha então 47 anos. Com um gravador de som, percorreu o distrito a pedir aos familiares de soldados a combater em Angola (mães, esposas, filhos, namoradas e até madrinhas de guerra) que gravassem mensagens para ela própria reproduzir à frente dos militares. Assim fez, numa épica viagem pelo interior de Angola que durou seis meses, por avioneta e por estradas e picadas. O documentário evoca as emoções que este anjo da guarda despertou junto desses soldados, ao aparecer-lhes de surpresa nos aquartelamentos, matando-lhes as saudades e transmitindo-lhes um sentimento de ânimo e de esperança.

 

Regressada a Portugal, tentou fazer o mesmo para quem combatia na Guiné, voltando a calcorrear o seu distrito a recolher novas mensagens, mas o estado da guerra naquela colónia impediu-a de partir, e os homens de Santarém aí estacionados nunca ouviram as gravações dos seus familiares.


A protagonista desta história, que conservava consigo o mesmo gravador portátil utilizado na época, assim como as mensagens que recolheu para os soldados na Guiné, participou na produção do documentário, nomeadamente indo procurar, ao fim de quase quatro décadas, alguns desses antigos militares e pondo-os a ouvir pela primeira vez o som dos pais já falecidos ou dos filhos então acabados de nascer.

Maria Estefânia Anacoreta faleceu em 8 de Janeiro de 2008, aos 89 anos de idade, poucas semanas depois da finalização deste documentário.»

 

Fonte: http://nonas-nonas.blogspot.com/2008/08/voz-da-saudade-maria-estefnia-anacoreta.html

 

  --------------------------------------------------------------

 

Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

D. MARIA ESTEFÂNIA

 

[…] Éramos o lixo do Império que a todo o custo queriam atirar para debaixo da carpete vermelha do novo Portugal.» O Miguel provavelmente gostaria de ter assistido à repetição de um notável documentário de Joaquim Vieira, na RTP1, dedicado a Maria Estefânia Anachoreta, a representante do Movimento Nacional Feminino em Santarém, A Voz da Saudade. D. Maria Estefânia foi a Angola, em 1966, com um gravador em punho no qual levava registadas as mensagens dos familiares dos militares portugueses da zona de Santarém. Andou de companhia em companhia a reproduzir essas mensagens. Morreu em Janeiro deste ano, com 89 anos, seguramente com a energia e a lucidez manifestadas no documentário terminado seis meses antes. Uma energia que a levou - sozinha porque não teve a "benção" de "Cilinha" Supico Pinto, a presidente do MNF - aos 47 anos, até Angola, e que manteve indemne, pelos vistos, até ao fim.

[…]

como é que não podemos deixar de manifestar respeito por Senhoras anónimas como D. Maria Estefânia? […]

 

Fonte: http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2008/08/d-maria-estefnia.html

 

  --------------------------------------------------------------

 

01 de Setembro de 2008

 

MARIA ESTEFÂNIA ANACORETA


Nunca apreciei o Movimento Nacional Feminino, nem a sua obra, com excepção para a ajuda que davam aos familiares dos que partiam, que eram excelentes e os aerogramas, que fizeram um jeitão a todos os que partiram e aos que cá ficaram.


Usei-os também.


Passou ontem um documentário sobre a vida da Senhora D. Maria Estefânia Anacoreta de Santarém. Muita da acção deste comentário passava-se no ano de 2006, tinha então 87 anos.
Deu gosto ver a vivacidade e a alegria que transportava consigo.


Esta Senhora fez parte do Movimento Nacional Feminino e só pela sua obra já teria valido a pena que este Movimento tivesse existido.


Não se ficou pelas aparências, fez um excelente trabalho em Angola, pelo qual tantos lhe ficaram a dever emoções profundas, ao ouvirem pela primeira vez a voz dos seus familiares.


Sobre o que fez e como fez, o melhor é irem ler este POST, escrito pelo NONAS.


A mim o que me comoveu profundamente, foi assistir à vida de uma Senhora, profundamente generosa, incansável, que sempre se dedicou aos outros.


Por problemas surgidos no MNF, quer pelo que fez em Angola por sua exclusiva iniciativa, quer por ser "uma pessoa que não aceitava ordens" como dizia uma das intervenientes, ofenderam-na e desprestigiaram-na, acabando por abandonar MNF.


Mas como dizia, o que "queria era praticar o bem" e mais uma vez se entregou em prole dos outros, escolhendo agora a luta contra o cancro.


Mas o que não há dúvida, é que quando falava de Angola e das emoções que tinha provocado, se emocionava.


Uma grande SENHORA!


Uma grande MULHER!


A quem estou profundamente agradecida, pela sua generosidade, pela entrega da sua vida à causa dos outros.


NÃO SERÁ ESQUECIDA!!!

 

Fonte: http://claras-o-contestatario.blogspot.com/2008/09/maria-estefnia-anacoreta.html

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo