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Notícia - Major General Comando Jaime Neves

Imagem extraída da revista "Tabu", do semanário "Sol"

Major-General Comando Jaime Neves

Em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar, foi o Comandante do Batalhão de Comandos, aquartelado em Montepuez (Cabo Delgado)

 

24Mar1936 > 27Jan2013

 

 

 

 

 

 

texto in: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3020402

 

 

«... Ele era um homem de esperança e de ação. Imagino que deva ter partido com essa esperança e com alguma angústia também. ... » - General Ramalho Eanes

Dezenas de boinas "vermelho-magenta" no adeus ao "homem de ação" Jaime Neves

Entre as centenas de pessoas que prestaram, esta segunda-feira, homenagem ao falecido major-general Jaime Neves destacaram-se dezenas de boinas "vermelho-magenta" de antigos combatentes e militares dos Comandos, na capela da Academia Milita, no Paço da Rainha, em Lisboa.

"Foi um combatente extraordinário. Não em insubordinação ao Estado, mas por identificação com aquilo que é o sentimento nacional, a nossa unidade distintiva enquanto Povo, feita de cultura, de passado, de presente. Quando concluiu que a continuação política da guerra era um erro crasso, rebela-se contra o regime e tem uma participação ativa no 25 de abril e uma participação excecionalmente ativa no 25 de novembro", descreveu à Lusa o antigo presidente da República, general Ramalho Eanes.

Num espaço que foi pequeno para tantas pessoas, aglomeraram-se muitas figuras das Forças Armadas e do Estado, assim como populares e até funcionários da empresa de segurança privada 2045, fundada por Jaime Neves e o capitão-comando Sousa Gonçalves em 1990, também envergando as características boinas.

"Ele era um homem de esperança e de ação. Imagino que deva ter partido com essa esperança e com alguma angústia também. Morreu um homem a quem devemos, todos nós, muito", concluiu, emocionado, Ramalho Eanes.

No 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves, cuja biografia tem o título de "Homem de Guerra e Boémio", liderava o regimento de Comandos da Amadora, uma das unidades militares que se insurgiu contra a denominada Esquerda militar radical e levou à conclusão do Período Revolucionário Em Curso (PREC).

Neves, natural de Vila Real e colega de Eanes, Melo Antunes, Loureiro dos Santos e Almeida Bruno na Escola do Exército, morreu domingo, com 76 anos, depois de cinco missões de serviço em África e na Índia, merecendo a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito, em 1995, pelo então presidente da República, Mário Soares.

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