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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

 

Arouca

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho do Arouca

 

Vila de Arouca

 

"Coragem - Honra - Glória - Saudade"

Inauguração de Monumento aos Combatentes

 

20 de Fevereiro de 2010

 

Vídeo e imagens cedidas por Rui Gato

 

 

 

Discurso do presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes, em Arouca, Sr. Alfredo Martins, na inauguração do Monumento e Núcleo de Arouca, em 20 de Fevereiro de 2010

Exmos. Senhores:

Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues

Representante do Governador Civil de Aveiro

Presidente do Conselho Superior Geral, Tenente-General Álvaro Pereira Bonito

Presidente da Câmara Municipal Arouca, Eng.° Artur Neves Presidente da Assembleia

Municipal de Arouca, Dr. Jorge Oliveira Senhoras e Senhores Vereadores da Câmara

Municipal de Arouca Presidentes de Junta e membros da Assembleia Municipal de

Arouca Presidente da Junta Freguesia de Arouca, António Rocha Comandante da GNR de Arouca

Presidente da Associação dos Combatentes do Ultramar Português, José Nunes

António David Gonçalves da Silva - representante da Associação dos Deficientes das Forças Armadas

Representante da Cruz Vermelha de Arouca, Prof. Zeferino Brandão

Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Prof. Dario Tomé

Comandante dos Corpos de Bombeiros de Arouca, Prof. Carlos Esteves

Presidente da Direcção da Banda Musical de Arouca, António Augusto Teixeira Garrido

Escultor Xico Lucena

Ex-Combatentes do Ultramar e seus familiares Órgãos

da Comunicação Social Minhas Senhoras e meus

Senhores

Permitam-me V. Exas. que as minhas primeiras palavras sejam dirigidas ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Arouca pela razão de que, para além de ter sido sensível aos argumentos da Associação dos Ex-Combatentes do Ultramar, apoiou financeiramente a construção deste /monumento, depois de o assunto ter sido sancionado favoravelmente em reunião da Assembleia Municipal de Arouca, realizada no dia 27 de Dezembro de 2006.

Quero agradecer igualmente a presença de tantos Ex-Combatentes do Ultramar, dos seus familiares e amigos nesta cerimónia, que se quer dar homenagem a todos aqueles que, durante uma parte importante da sua juventude, foram alistados para combater em África, em condições fortemente adversas.

A Vila de Arouca passa a ter a partir de hoje um monumento aos Ex-Combatentes digno para lembrar os filhos desta terra que morreram na guerra do Ultramar. Mas para chegar a este dia e a esta cerimónia foi necessário ultrapassar uma série de dificuldades e contratempos, desde a decisão política, escolha do local de implantação do memorial, escolha do escultor e da escultura a implantar, obtenção de financiamentos para o monumento, etc, etc.

Vencidas todas estas etapas, encontramo-nos aqui reunidos, não para fazer apologias da guerra, mas para prestarmos a nossa homenagem aos 17 jovens Arouquenses que deram à Pátria o bem mais precioso que tinham - a sua própria Vida.

Esta cerimónia pretende também homenagear os cerca de 3.000 jovens Arouquenses que, por imposição do Governo ditatorial de então, partiram para uma guerra que não queriam e que os penalizaram profundamente nos seus sonhos e projectos de vida e que marcaram muitos deles pelos horrores vividos, com os consequentes traumatismos psíquicos e físicos, que impossibilitaram a muitos uma vida futura com qualidade de vida.

Portugal tal como é hoje, foi-se construindo ao longo dos seus 9 séculos de história, a partir do século XII com muitas guerras internas e externas. Podemos questionar quais foram as guerras justas ou injustas, quais as que se justificavam e quais as que deviam ter sido evitadas. E também já agora quais foram as razões evocadas pelo Governo de então para as guerras em três frentes no Ultramar? A necessidade e a obrigação de manter a unidade territorial do País, custasse o que custasse.

A guerra travada em África entre 1961 / 1974 foi sustentada pelo princípio político de defesa daquilo que a governação de então considerava território Nacional, baseado no conceito de Nação pluricontinental e multirracial. O governo de então foi sempre insensível às vozes de reprovação que vinham dos 4 cantos do mundo, pelo facto de Portugal não reconhecer os princípios inalienáveis, consagrados no direito internacional, da autodeterminação e da independência das colónias de então.

Poderíamos ter conseguido resolver o problema da independência dos territórios africanos, recorrendo ao diálogo e às negociações?

Com certeza que sim e isso teria sido MUITO DESEJÁVEL. Acontece que Salazar e Marcelo Caetano fecharam as portas a uma solução política credível.

Pais, Mães, Esposas e filhos viram partir para essa guerra os seus entes queridos na flor da idade com sonhos e projectos que ficaram uns por realizar para sempre e outros adiados à espera de melhor oportunidade. Todos estes jovens não foram voluntariamente para África combater, pois a quase totalidade deles não tinham gosto especial pela guerra.

Estes jovens que viram cair os primeiros combatentes, que começaram a sentir que não sabiam porque razão estavam metidos em terrenos africanos que lhes eram adversos, foram interiorizando que se tratava duma guerra injusta e injustificável e, conjuntamente com os Capitães de Abril foram criando uma atitude política de que era necessário estancar esta hemorragia da nossa população mais jovem e terminar com uma guerra sem sentido, mesmo que para isso fosse necessário fazer uma revolução. Por isso, se presentemente vivemos num regime de liberdade, se vivemos em democracia, temos que reconhecer que o devemos, sobretudo, à consciência política e cívica que se foi construindo em muito desses jovens, a partir da ideia de ser possível criar, em Portugal, uma Sociedade mais justa, mais solidária e mais fraterna.

Ao fim de 35 anos, conseguimos atingir esses objectivos?

Com certeza que muitos dos sonhos e das esperanças criadas com o 25 de Abril não se concretizaram mas, felizmente, estamos melhores em muitos domínios. É certo que tivemos de ultrapassar o problema de integração dos retornados, mas temos que reconhecer que, apesar das dificuldades enormes para resolver os graves problemas sociais e económicos que surgiram, tivemos o engenho e a arte de estar à altura do desafio com que fomos confrontados.

Cerca de 3.000 jovens Arouquenses estiveram envolvidos nas guerras no Ultramar.

Esquecer o sacrifício que esses milhares de Ex-Combatentes de Arouca fizeram, seria uma ofensa e uma intolerável amargura para quem deu o seu melhor de si mesmo e alguns o bem mais precioso que tinham - a sua própria vida.

Não se pode apagar a História, uma Nação, uma Comunidade que não sabe preservar a sua história, não tem razão de existir e tende ao desaparecimento.

Não posso deixar de referir uma parte do discurso proferido em 9 de Abril de 2004 pelo então Sr. Presidente da Republica - Dr. Jorge Sampaio nas Comemorações do dia do Combatente:

"O que somos como Nação e como País depende em larga medida do contributo que deram muitos combatentes para ultrapassarmos os momentos mais difíceis da nossa História e garantir, deste modo, a perenidade da nossa identidade nacional. A República não se esquece, não pode esquecer a dedicação e o sacrifício de todos estes Portugueses e por isso lhes presta esta sentida homenagem"

Queremos, por isso, respeitar a memória daqueles que, em nome da identidade nacional e ao serviço de Portugal passaram horrores, que dificilmente esquecerão e sobretudo aqueles que deram à Pátria o seu sangue generoso. Sobretudo perante estes últimos, curvamo-nos em sinal de respeito, lembrando os símbolos que estão inscritos, em sua honra, neste memorial que hoje inauguramos e que fizeram parte da sua história de vida.

CORAGEM HONRA GLÓRIA SAUDADE

Estes 17 jovens Arouquenses e os combatentes Arouquenses que ficaram estropiados e traumatizados física e psicologicamente merecem que não os esqueçamos.

Todos estes Ex-Combatentes só morrerão verdadeiramente quando nós os esquecermos.

E isso NÃO VAI ACONTECER

VIVA PORTUGAL

Fonte: http://www.ligacombatentes.org.pt/upload/nucleo_arouca/0003.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte: http://www.rodaviva.pt/?action=noticias&seccaoid=4&id=345

 

Antigos combatentes inauguram monumento a 20 de Fevereiro de 2010

 

A escultura que vai implantar-se na rotunda

 

  A associação arouquense de antigos combatentes do Ultramar vai evocar os militares falecidos na guerra colonial

 

A Associação Arouquense dos Ex-Combatantes do Ultramar (EX-COMAR) vem comunicar a toda a população em geral o programa da inauguração do Memorial aos ex-combatentes, a ter lugar no dia 20 de Fevereiro de 2010:

10h30 - Recepção às entidade convidadas e associadas, na Câmara Municipal


11h00 - Missa de sufrágio pelos combatentes falecidos (celebração presidida pelo Capelão Militar)


12h00 - Concentração junto ao monumento na rotunda junto à Central de Transportes


12h15 - Alocuções alusivas à cerimónia pelo presidente da Câmara Municipal de Arouca, pelo presidente da Liga dos Combatentes, pelo presidente do Conselho Superior Geral e pelo presidente da Direcção da EX-COMAR


12h45 - Inauguração do monumento com descerramento de lápide evocativa dos militares mortos em combate e deposição de coroa de flores


13h00 - Actuação da Banda Musical de Arouca


13h30 - Almoço-convívio numa unidade hoteleira de Arouca

 

 

Alfredo Martins, presidente da EX-COMAR

 

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