NOTÍCIA
- "Até finais do próximo mês : Começa libertação do espaço no Lhanguene"
Fonte: "Moçambique para todos",
de 14 de Setembro de 2008
"Até finais do próximo mês : Começa libertação do espaço no Lhanguene"
Maputo (ex- Lourenço
Marques), Moçambique
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sublinhados que se seguem para visualização dos conteúdos
Mensagem de Vítor Baião, de 21SET2008, às 12H02
Pequena nota de esclarecimento, de R. Pragana, de
20SET2008, às 08H01
Comentários e/ou esclarecimentos de R. Pragana, de
16SET2008, às 08H48
Comentário de Vítor Baião, de 15SET2008, às 21H37
A
notícia - in "Moçambique para todos", de 14SET2008
Cemitério de Lhanguene ou S. José de Lhanguene,
de 21JUN2007
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Mensagem de Vítor Baião, de 21SET2008, às 12H02
De:
Vitor Baião
Enviada: domingo, 21 de Setembro de 2008 12:02
Para: UTW
Assunto: "Libertação de espaço, no cemitério de
Lhanguene, em Maputo / Moçambique", pequena nota de
esclarecimento de R. Pragana
O nosso amigo R.
Pragana não percebeu a minha mensagem.
O que eu queria
transmitir era a necessidade de se acabar com os muitos
cemitérios militares espalhados por Moçambique, que após
mais de 30 anos, não se justificam continuem a ocupar o
espaço que algumas povoações reclamam para enterrar os
seus mortos.
Ao mesmo tempo sou de
opinião que o País tem a obrigação de
entregar, aos familiares que o reclamem, os restos
mortais dos militares expedicionários, evitando assim a
obrigação de manter esses inúmeros cemitérios e
dispensando os seus espaços.
Já agora lançava um
apelo ao nosso amigo R. Pragana para nos enviar fotos do
estado actual dos talhões militares dos Cemitérios de
Maputo.
Vítor Baião
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Pequena nota de esclarecimento, de R. Pragana, de
20SET2008, às 08H01
De:
R. Pragana
Enviada: sábado, 20 de Setembro de 2008 8:01
Para: Ultramar (Terraweb)
Assunto: Ultramar: Guerra Colonial -
Generalidades
ASS: Libertação
de espaço, no cemitério de Lhanguene, em Maputo /
Moçambique
Ainda sobre o assunto, focado em epígrafe, aproveito
esta oportunidade para enviar uma pequena nota, de
esclarecimento, ao Camarada Vítor Baião.
De acordo com a informação, que consegui obter, junto de
autoridades locais, o senhor General Camilo, da Liga dos
Combatentes Portuguesa, ainda se encontra em Moçambique,
de visita a diversas localidade, em cujos cemitérios se
encontram depositados restos mortais de ex-combatentes
portugueses, mormente da recente guerra do ultramar.
Ainda, tomando em consideração as mesmas fontes, o usual
elemento de ligação, em permanência, é o Adido Militar
da Embaixada de Portugal, em Maputo, responsável por
todos os assuntos da sua esfera de acção, da qual
se inclui a dos cemitérios (talhões militares),
existentes em Moçambique.
Numa visita, de carácter pessoal, que efectuei,
recentemente, ao já aludido cemitério de Lhanguene,
constatei que, no mesmo, continuam a existir 2
espaços destinados às campas de militares; o primeiro,
junto à entrada principal e, o segundo, um pouco mais na
direcção Norte. Em relação a este último espaço, o
mesmo já foi invadido por campas de civis, dada a
exiguidade de espaço disponível, que de momento, se vive
neste cemitério.
No entanto, tanto quanto me foi dado observar e, ainda,
de acordo com as informações colhidas junto da
administração do cemitério e da Direcção do Núcleo da ADFA
de Maputo, nenhum corpo de militar (nacional ou
estrangeiro), foi retirado do seu local original.
Espero, com estas informações, ter ido ao encontro das
vossas/nossas preocupações.
Melhores cumprimentos
R. Pragana
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Comentários e/ou esclarecimentos de R. Pragana, de
16SET2008, às 08H48
De: R. Pragana
Enviada: terça-feira, 16 de Setembro de 2008 8:48
Para: Ultramar (Terraweb)
Assunto: Ultramar: Guerra Colonial - Generalidades
Assunto: Começa libertação do espaço no Lhanguene (in
"Moçambique para todos" e publicado no jornal
"Notícias", de Moçambique)
Começarei por agradecer a atenção que possam vir
a dispensar a estas minhas linhas.
No concernente às preocupações, expressas nos
comentários inseridos, permito-me tecer os seguintes
comentários e/ou esclarecimentos:
1- Não estão previstas, tanto quanto foi tornado
público, quaisquer exumações no talhão reservado aos
combatentes;
2- A libertação de espaço, dever-se-á, sobretudo, à
retirada das famílias que, há já bastantes anos, residem
no interior do cemitério, ocupando espaços destinados à
normal deposição de corpos;
3- As exumações, a que se tem vindo a assistir,
referem-se às usuais exumações, passado o período
considerado necessário para tal procedimento.
Na esmagadora maioria dos casos, ocorrem em campas, em
completo estado de abandono (pelas mais diversas
razões), algumas das quais há algumas dezenas de anos,
sejam elas de moçambicanos ou de cidadãos estrangeiros.
Esta acção é similar à que ocorre em qualquer cemitério,
de qualquer país, em que seja uso tal procedimento.
Poderemos citar o caso de Portugal em que, após se
verificar a falta da comparência de familiares e/ou
cessação do pagamento das taxas camarárias devidas, os
restos mortais são transferidos para a vulgarmente
chamada "vala comum".
Este é o procedimento que tem vindo a ser seguido, no
cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo.
De ressalvar, ainda, que os hábitos mortuários, não
foram, nem são, idênticos aos verificados em algumas
regiões de Portugal, mormente nas grandes cidades.
No passado, durante a presença portuguesa, a utilização
dos espaços (campas), podiam ser adquiridos para
utilização familiar, pelo que, bastas vezes, no mesmo
local, se poderão encontrar diversas ossadas, de
diversos membros da mesma família, cujos corpos foram
sendo depositados, por sobreposição, no mesmo coval, ao
longo dos anos.
4- Salvo melhor
opinião, parece-me utópico pensarmos, sequer (no
caso concreto do governo português), que esta entidade
venha a preocupar-se com a identificação e transladação
dos milhares de restos mortais de cidadãos, espalhados
pelos quatro cantos do Mundo, se nunca foi capaz de o
fazer em relação aos dos seus militares (que igualmente
se contam por milhares), estes sim, abandonados,
desde sempre, por
terras de Timor, Índia, Moçambique, Angola, Guiné, S.
Tomé e Príncipe e Cabo Verde. De ressalvar a honrosa
excepção para os mortos da Ia. G. Guerra, em França,
cujo talhão, segundo consta, foi mandado executar pelas
autoridades francesas.
Cumprimentos
R. Pragana
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Comentário de Vítor Baião, de 15SET2008, às 21H37
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A notícia
- in "Moçambique para todos", de 14SET2008
ESTÁ praticamente concluído o processo de parcelamento de talhões para o reassentamento das 156 famílias a serem transferidas do interior do perímetro do Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, numa medida de emergência destinada a fazer face aos graves problemas da falta de espaço naquele local para a realização de mais funerais.
Maputo, Segunda-Feira, 15 de Setembro de 2008:: Notícias
Até próxima semana, parte dos abrangidos começarão a conhecer os seus novos espaços, atribuídos no bairro de Laulane, no Distrito Municipal nº4.
Calcula-se que com a retirada daqueles agregados familiares poder-se-á ter espaço para a atender à realização de mais enterros pelo menos por um período de mais oito meses, tempo suficiente para a conclusão e início de funcionamento do cemitério comum das cidades de Maputo e Matola, no bairro de Ndlavela, no último município, cujas obras deverão arrancar brevemente.
Leia em:
Download cemitrio_de_lhanguene_comea_libertao_de_espao.doc
NOTA:
Sendo muitos dos corpos exumados de portugueses e outros estrangeiros, será que foi acautelada a sua identificação?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Fonte: "Moçambique para todos",
de 14 de Setembro de 2008